Histórias infantis, para crianças, adolescentes, e adultos, peças de teatro e monólogos
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sexta-feira, 5 de julho de 2024
A estátua da fonte
sexta-feira, 15 de setembro de 2023
Os sapos e a festa da chuva
Era uma vez uma grande quinta, numa aldeia onde já não chovia há muitos meses, só havia calor, sol, nada comum, pois era uma aldeia que costumava ter temperaturas agradáveis, o ano todo.
Frio e chuva na sua época, tempo quente no Verão, no Outono e Primavera era instável, tanto chovia como estava sol, mas todos respeitavam a vontade da Natureza.
Este ano é que estava um calor fora do normal, tudo seco, a erva dos campos, os riachos onde havia sapos, rãs e peixes, secos em quase todo o caminho, pequenas possecas de água de longe a longe.
Até eles estavam a sentir-se tristes, cansados, porque já não aguentavam tão pouco água, às vezes percorriam quilómetros atrás de poças de água, e encontravam, deliciavam-se a refrescar-se, a brincar, a cantar.
Mas pouco tempo depois, sentiam saudades de casa e regressavam na esperança de encontrar água, mas infelizmente, o seu desejo não se realizava.
O dono, com pena deles, deitava água no local onde estavam, tal como fazia aos outros animais da quinta, eles bebiam com sofreguidão, e sobrava pouca para o resto.
Um dia, depois de tanta seca e tanto calor, o seu desejo realizou-se. Acordaram numa manhã, cinzenta, fria, até pensaram que os tinham levado para outro sítio, mas não. Estavam na sua casa, trocaram olhares surpresos:
- Onde estamos?
- Na nossa casa, parece-me!
- Sim, olha ali aquelas flores, e a corte dos animais, a casa do senhor e da família.
- É! Estou a ver, mas o tempo está diferente...
- Pois está.
- Será que dormimos tanto, que nem nos apercebemos da mudança de estação?
- Não, isso não é possível.
- Mas ainda ontem estava sol e um calor que não se podia, hoje está cinzento, e frio.
- Pois é, realmente nem parece o mesmo sítio.
- Será que vai trazer a nossa tão desejada chuva?
Eles disseram o que parecia quase a palavra chave: chuva! De repente, parece que se abre uma torneira gigantesca das nuvens, e descarrega uma tromba de água, litros e litros de chuva, como nunca viram, uma ventania fria e forte.
Os sapos nem queriam acreditar. Os donos apavorados, tal como os animais, as flores encolhidas, mas ao mesmo tempo felizes por ter água, a erva a assobiar de felicidade com o vento, e por sentirem a chuva.
As árvores um bocadinho assustadas porque o vento fustigava-as, mas estavam a gostar do ar fresco e da chuva, podiam ouvir-se os risos delas, e elas deixavam-se levar, com os seus ramos de um lado para o outro, a frescura entre as folhas, fazia-as estremecer e ao mesmo tempo rir. As flores sorriam felizes, sentiam-se frescas, renovadas, eufóricas com tanta água.
Os donos assistiram dentro de casa, assustados, mas agradecidos por finalmente chover, os cães muito quietos e assustados, encolhidos nas casotas, em silêncio, no estábulo a agitação era grande, pois os bichos nunca tinham visto tal coisa.
Os sapos levantam as patas para as nuvens e fazem vénias como forma de agradecimento, cantam, dançam uns com os outros, abanam-se felizes.
Saltam, chapinham, brincam na água, mergulham, boiam, dão gritinhos de alegria e satisfação, coaxam bem alto, nem se abrigam, abrem as patas como se estivessem a apanhar cada gota de chuva que caía.
Num instante, tudo fica ensopado, enlameado, o riacho voltou a ter água até às bermas, como ficavam quando a chuva vinha na sua época, e no tempo normal.
O dono grita para eles se abrigarem, mas eles nem o ouvem, continuam numa grande festa, tantas eram as saudades da chuva. Só recolhem às suas casas, quando ouvem um estrondoso trovão que iluminou o céu todo, parecia noite, desenhou raios por todo o lado, e rebentou por todo o lado.
Os sapos não sabiam o que era, mas assustaram-se realmente, começaram aos gritos e meteram-se nas tocas. A luz na casa falhou, os cães não param de ladrar, os animais na corte, andam de um lado para o outro nervosos.
As árvores entram em pânico porque sabem que os relâmpagos podem ser perigosas para elas, estremecem, juntam os ramos umas às outras, cantam para correr com o medo, abanam-se, soltam um grande grito quando um raio cai na terra aos seus pés, além do barulho que fez, mas suspiram de alívio quando percebem que estão todas bem.
A tempestade continua, e os sapos não saem mais das casas, até esta passar, ao fim de dois dias a chover sem parar e a trovejar. Apesar de sentirem medo, depois da festa, estão felizes pela chuva, que mudou a paisagem, souberam que tinham água para muito tempo, e as pessoas da casa, os outros animais também. Já não precisavam de fazer quilómetros atrás da água.
Enquanto choveu sem trovejar, os sapos saíram muitas vezes das casas, para apanhá-la, numa grande euforia, gritavam, coaxavam, riam, cantavam, dançavam, saltavam, mergulhavam, brincavam uns com os outros, mas quando começavam os trovões, fugiam o mais depressa que podiam, e ficavam calados, assustados.
- Abençoada chuva! - diz o agricultor
Quando o sol regressa, perceberam que as pastagens estavam maravilhosas para o gado, os sapos não cabiam em si de felicidade, sempre que chovia, faziam sempre uma festa, um bailado, com cantares e dançares, muito riso e brincadeira.
O que era pó, palha seca em vez de erva, amarela, transformou-se em erva fresca, verde, suculenta, tenra. Pouco depois, voltou a neve, com camadas que nunca ninguém tinha visto, e os sapos ficaram recolhidos, porque estava frio, tal como os outros animais, mas encantados com a paisagem.
Tudo é preciso, para a Terra, para nós, e para os animais.
E vocês festejam quando chove, ou ficam zangados e tristes?
Para que serve a chuva?
Sentem medo da trovoada?
O que fazem para não sentir tanto medo?
Podem deixar nos comentários.
Até já.
FIM
Lara Rocha
15/Setembro/2023
sábado, 9 de abril de 2022
Hino à água nos sonhos
Desenhado a pastel seco por Lara Rocha
Como a água faz parte do nosso dia a dia, sonhamos com ela, muitas vezes. Alguns sonhos parecem místicos, quando vamos a água a sair de uma nascente, de uma fonte, como vemos nos jardins públicos ou em casas particulares, monumentos, a água que brota de estátuas fantasticamente trabalhadas, quase pessoas reais, umas mais pequenas outras maiores.
Pode acontecer nos sonhos com água, ficarmos com a sensação de estarmos a viver numa outra época, ou cidade, que estamos a fazer parte de um filme histórico. A água é símbolo de vida, que nasce do conhecimento, das experiências, e desenvolvimento pessoal, espiritual.
A água nas suas diferentes formas (chuva, humidade, mar, rio, lago, gruta e outras, é vida, remete para a nossa origem, mostra como estão os nossos sentimentos, ela é o espelho que reflete o nosso inconsciente, nos sonhos.
Água é renovação, tanto nos sonhos, como na vida real, toda a terra precisa de chuva para as sementes produzirem, para todos, homens e animais sobreviverem, hidratarem-se, refrescarem-se, ou aquecerem-se. Nos sonhos, quando a água ferve, mostra-nos que estamos a «ferver de raiva», a sofrer de grande stress ou de emoções muito intensas «escaldantes».
Em contraste, quando o sonho nos mostra águas serenas, se tomamos banho agradáveis, ou até nos vemos a nadar, é porque nos sentimos em paz com nós mesmos, com os outros, com a vida, estamos satisfeitos e serenos, felizes, por isso, sentimo-nos seguros a explorar o nosso mundo interior, Sabemos que vamos encontrar lá aspetos bons, bonitos.
Se no sonho estamos numa praia, a tomar um banho fantástico, a costa ou a praia, simbolizam o nosso consciente e o inconsciente. Existem sonhos com água que nos perturbam, são intensos e parecem quase verdadeiros, aflitivos, quando vivemos ou passamos por situações que nos provocaram emoções esmagadoras, se no sonho enfrentamos uma inundação da casa por exemplo, ou do espaço onde estamos.
Mas se o cenário do sonho for uma erupção vulcânica, é uma forma do nosso inconsciente nos dizer que estamos a conter a raiva, por isso nos sonhos essa raiva liberta-se através do vulcão.
Quando existe água sobre a terra a seguir à explosão vulcânica, é um bom sinal e quer dizer que as emoções que borbulhavam (como a raiva), estão a arrefecer e a serenar. Quando ficamos encharcados nos sonhos, por uma chuvada ou tempestade, no sonho, relembra-nos o que sentimos quando outros descarregam em nós os seus sentimentos ou como dizemos «chovem em cima de nós, as emoções dos outros», mesmo que não estejam diretamente relacionadas connosco, afetam-nos.
E se sonhamos que estamos a brincar ou a ser atingidos por pistolinhas de água, é porque estamos a mostrar ou a reviver emoções infantis, a projetá-las noutros. O mesmo acontece quando sonhamos com aquários: se os peixes nadam agradavelmente e livres, a água está limpa, significa que estamos felizes, calmos, mas se a água está suja ou os peixes revelam inquietação, então temos em nós muitos impulsos reprimidos.
Numa comparação figurada, a pessoa é um barco a flutuar sobre uma massa de água gigantesca, um ego à superfície de uma mente imensamente profunda. Os sonhos de mares calmos e navegação serena podem descrever um bom relacionamento entre os dois lados (consciente e inconsciente).
Em contrapartida, os mares agitados ou os navios que naufragam indicam problemas, mais concretamente, se o oceano sobe de nível e inunda a costa, é um sinal de alerta para a sobrecarga do inconsciente, no que se refere a conteúdos como memórias e emoções que se abatem sobre a vida diária.
Se o oceano recua, então é um comunicado de que a nossa consciência se está a expandir, e a vir à superfície, o que antes estava submerso, oculto, o mesmo significa quando sonhamos com um embarcadouro.
A chuva visita-nos frequentemente ao longo do ano, e ainda bem durante tempos mais ou menos prolongados: dias, semanas, de vez em quando, meses. Apesar de sabermos que é preciosa e essencial à vida na terra, a sua presença afeta-nos de forma mais ou menos acentuada, direta ou indiretamente, o nosso estado de espírito, que responde em conformidade com a escuridão, do céu, a «falta de sol», faz-nos sentir mais tristonhos, ou depressivos, dependendo da sensibilidade de cada um (não é mito, é mesmo realidade).
Por ficarmos mais tristes, e com ar mais pesado, sérios, às vezes até sentimos mais vontade de chorar, e nos sonhos, essa tristeza pode materializar-se em forma de gotas, que na prática são a figuração das nossas lágrimas, quando o cenário dos sonhos é pintado com chuva (tanto podem ser as lágrimas que choramos de verdade ao longo do dia, e expomos, como aquelas que engolimos, não conseguimos mostrar, mas saem nos sonhos.
Assim, o tamanho das gotas e a intensidade da chuva, são reflexo do mesmo na nossa tristeza. Se no sonho estamos à espera da chuva, no real significa que esperamos que a tristeza passe.
Sabemos por experiência que quando a chuva é em excesso, demasiado forte e em grande quantidade, acontecem cheias, inundações, o que se torna muito perigoso. Temos urgência em escapar ou protegermo-nos de qualquer forma.
Ao sonharmos com uma inundação, constitui um alerta para uma situação da nossa vida que está a piorar cada vez mais, e que nos faz sentir imensamente submersos, a precisar de ajuda urgente. Ver chuva num sonho relembra-nos que alguma situação nos provocou muitas lágrimas. Sonharmos com inundações, é um aviso inconsciente para o facto de determinada situação que estamos a enfrentar, nas nossas obrigações.
Outra variante de água nos sonhos, é sob a forma de gelo e neve. Embora seja uma paisagem lindíssima, na vida real, a sua mensagem nos sonhos, é um reflexo das nossas emoções face a alguém ou a alguma coisa na nossa vida que congelou, e não está a progredir.
Neve, granizo, geada e gelo, mostram que recentemente arrefecemos emocionalmente em relação a alguém, ou alguma área da nossa vida está congelada, suspensa, parada. A geada, nos sonhos (outra forma de água), pode ser indício de algum problema de saúde (como quando sentimos frio se temos febre).
O gelo avisa-nos do risco que corremos ao endurecer excessivamente as nossas emoções, com a consequente rigidez de personalidade. O frio, sugere o desejo de isolamento, solidão, e elevação ascética, mas desumanizada: falta de sentimentos afetivos.
O orvalho representa a pureza, a ingenuidade, e a virgindade por ser uma água que se deposita suavemente sobre a natureza ao amanhecer. Transmite-nos a sensação de que há uma grande frente gelada a atravessar a nossa vida. Este sonho convida-nos a refletir se somos nós próprios que emitimos ou demonstramos vibrações geladas ou se é alguém que nos envia esse gelo.
Se sonhar com o oceano pergunte-se se estará a ser estabelecida uma compaixão com o que sente, ou com algo que está a acontecer na sua vida. Repare se a água é profunda ou não, calma ou encapelada, limpa ou turva, pois estes pormenores podem descrever sentimentos, ou, por exemplo, as matizes de um relacionamento.
Procure igualmente expressões idiomáticas como «vir à tona respirar» ou «de vento em poupa».
Sonhos com ondas - se as sentimos a embalar-nos, é um aviso de que nos estamos a deixar levar pelas circunstâncias e a afastarmo-nos facilmente do nosso objetivo. Se as ondas são grandes, representam as paixões, de amor, ódio, ciúmes, vingança, e outros que podem fazer naufragar a nossa vida privada, profissional ou social. Andar sobre as ondas, simboliza a sublimação.
Por fim, às vezes os sonhos podem ser literais, por isso, alguns sonhos com água são um alerta do corpo para a necessidade de hidratação e ingestão de líquidos, banho ou limpeza de algo como emoções negativas ou inchaço do ego.
Lara Rocha
segunda-feira, 22 de abril de 2019
A amizade entre as gotinhas de água e a aranha
Era uma vez uma aranha que vivia num país muito quente, poluído, onde já não chovia há muitos anos. Os habitantes e os animais que lá viviam já estavam habituados ao calor. Mas ultimamente estava a ser demasiado, o calor, e a secura.
Uma aranha passeava pela areia quente, sem pressa, e aos saltinhos pequeninos para não sentir tanto o quente, procurava desesperadamente uma sombra, era quase um oásis encontrar alguma. Para não ficar ao sol, ela andava mais rápido, e finalmente encontrou uma palmeira com grandes folhas. Trepou rapidamente pelo tronco e chegou à primeira folha, dobrada, macia.
- Áh! Que bela sombra! - Suspira a aranha - Encontrei o paraíso. Como é possível este forno, quase ficava esturricada. Que sufoco...aqui está fresquinho. Áh! Que bom. Só falta água para ser perfeito. Quando irá acontecer? Aiiii...
Umas gotas de água ouviram o seu desejo e ficaram com pena dela. Decidiram cair da atmosfera e pousaram em cima da teia. A aranha tece uma teia em cima da folha, muito vagarosamente, mas o efeito final parece uma colcha rendilhada. Finalmente repousa num cantinho da sua teia. Adormece, e sonha com muita água, que havia água por todo o lado, e ela nadava feliz, saboreava a frescura da água, e refrescava-se.
As gotinhas já lá estão a brincar e a saltar na teia, quando a aranha acorda a sorrir. Teve de olhar várias vezes para as gotinhas, pois pensava que ainda estava a sonhar.
- Água...? Ááááááhhhhh.... Sim, quero água! Quero tanto água que até sonho com ela. Acho que ainda estou a sonhar, e a vê-las aqui. Mas com este calor é impossível haver água. Ai, que sede! Água... por favor, onde há água? Água!
- Coitadinha, está a delirar com o calor. - diz uma gotinha
- Olá! - dizem as gotinhas em coro
- Água...- diz a aranha
- Estamos aqui. - Respondem as gotinhas
Sacodem-se e molham a aranha, outras gotas contorcem-se por cima da aranha e dão-lhe um belo jato de água. A Aranha suspira feliz, ri.
- É real ou estou a sonhar?
- É real.
- Água? Isto é água? Áááááááhhhhhh... Á-g-u-a...Água! Sim, é agua! - Salta a aranha feliz - molhem-me mais, por favor.
As gotas juntam-se, entrelaçam-se, abraçam-se, e enchem um buraco no tronco da palmeira com água. Depois enchem outro buraco ainda maior com água para ela beber. A aranha sorri, saltita feliz, toda brilhante.
- Áh! Água... Muito obrigada. Quero beber mais água...
Abre a boca, e as gotinhas deitam mais água na teia para a aranha se molhar e beber sempre que sentisse sede. As gotinhas riem ao ver a enorme felicidade da aranha.
- Quando precisares de água, chama-nos. - Diz outra gotinha
- Muito obrigada!
As gotinhas voltam para a sua casa, e a aranha sente-se tão feliz, mas tão feliz que fica mergulhada na água que as gotinhas deixaram no tronco. Mas, começou a pensar:
- Eu estou aqui agora, rodeada de água, que maravilha! Mas...e os humanos, será que também não precisam de água? Eu até lhes dava alguma, mas não quero saber, também não gostam de mim, nem da minha família. Que se arranjem! Espera...e se eu lhes der água, será que eles me aceitam melhor e começam a gostar mais de mim? Hum, acho que não. Eles são muito nojentos. Tratam-nos muito mal, não merecem! Não. Esta água é toda para mim. Óh…mas...e se há bebés? E outros animais? Todos precisamos de água! Mas não quero saber.
Enquanto a aranha refletia, dividida entre a bondade e a vontade de ignorar quem não gosta dela, começa a chover torrencialmente. Ela dá um grito, e muito assustada corre para uma toca onde estavam morcegos a dormir. Ela nem reparou.
Choveu durante horas e horas seguidas, as pessoas da terra ficaram tão felizes, queriam tanto água, e precisavam mesmo, que dançaram, apanharam chuva, cantaram, encheram baldes, atiraram-se para as piscinas, porque estava calor.
A chuva foi tanta que encheu barragens completamente vazias. Felizmente voltou a haver muita água nas torneiras, criaram ilhas naturais no meio de areias, encheu tanques, fez crescer vegetais, e voltou a haver água que se farta, o que foi ótimo para a alimentação dos animais.
A teia da aranha ficou cheia de gotinhas saltitantes, que se desprendiam com o vento, que as sacudia. Umas conseguiam agarrar-se à teia, outras caíam. A aranha ficou deliciada a ouvir o barulho da chuva a cantar em tudo o que batia. Ela saiu da toca e foi brincar com as gotinhas. Por isso, além de água, a aranha ganhou novas amigas que adoravam saltar na sua teia, e elas, em troca para agradecer, matavam-lhe a sede, e refrescavam-na. A aranha e as gotinhas tinham longas conversas, riam e brincavam muito umas com as outras. Sempre que estava tudo demasiado seco, as simpáticas gotinhas levavam as famílias e as amigas para inundar tudo outra vez.
E assim cresceu uma linda amizade entre as gotinhas e a aranha.
FIM
Lala
22/Abril/2019
sexta-feira, 8 de maio de 2015
AS PESTANAS
quarta-feira, 22 de abril de 2015
AS MAGIAS DAS TULIPAS
terça-feira, 24 de março de 2015
QUEM VAI NAS BARQUINHAS?
(fotos de Lara Rocha)







