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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

SOPINHAS AMIGAS

Foto de Lara Rocha 

         Era uma vez uma gata que adorava comer. Comia muito, o dia todo, e só alimentos deliciosos, mas não se podem comer todos os dias porque engordam e não fazem muito bem à saúde. Comer, fazia-a muito feliz.
            Toda a gente avisava a gatinha que o que ela comia não fazia bem à saúde, e que ela podia ficar doente.
- Não comas isso!
- Vai fazer-te mal.
- Pára de comer essas porcarias…
- Olha que vais ficar uma bola!
- Vais ficar doente.
- Gatinha, come coisas saudáveis.
- Isso não é bom para ti.
            Ela respondia-lhes que eles também gostavam e também comiam. Não ligava, e respondia com toda a certeza:
- Eu não engordo. Mexo-me muito.
            Começou mesmo a engordar muito, e muito rápido, quase sem dar por isso:
- Mas o que é que se passa comigo? Sinto-me um balão! Acho que vou…rebentar! Óh não! As roupas já não me servem! – Diz a gatinha triste e assustada
            Ficou muitas vezes mal-disposta, quase não conseguia andar, e teve de ir ao médico:
- Ai…que eu não estou nada bem!
            O médico anunciou-lhe:
- Gatinha pequena…sei que gostas muito de comer, e ainda mais, tudo o que faz mal. Mas vais ter de mudar a tua alimentação. Caso contrário, a tua saúde ficará muito prejudicada.
            O médico mandou-a fazer dieta: substituiu-lhe os fritos que ela tanto gostava, e todos gostamos: rissóis, croquetes, panados, batatas fritas, doces, por alimentos muito bons, que fazem bem à saúde e são deliciosos.
            Mandou-a comer…sopas, cheias de legumes, saladas, massas, e peixe, água, fruta, algum pão, e por uns tempos não comer fritos. Tudo ficou registado num calendário, que a mãe gata ouve atentamente e que promete cumprir.
            A mãe aplaudiu e agradeceu ao médico, mas a gatinha não gostou nada e chorou, muito zangada:
- E agora?
- Agora…fazes o que o DR. Te mandou fazer.
- Não gosto de nada disso! – Resmunga a gatinha
- É claro que gostas. Nunca comeste como deve ser…toda a gente te dizia para não comeres aquelas porcarias, todos os dias, mas tu não querias saber…
- Não são porcarias…são coisas deliciosas…e tu também gostas!
- Gosto. Mas não me vês a comer aquilo várias vezes ao dia, todos os dias como tu, pois não?
- Não!
- Claro que não. Porque eu sei que é muito bom de sabor, mas não é para comer todos os dias.
- E agora?
- Agora, vais comer coisas boas e tudo vai voltar a ser o que era antes!
            A gatinha não gostou nada da ideia de ter de deixar de comer todas as coisas saborosas que ela queria e gostava. Foi com a mãe à praça, e a mãe sabia muito bem quais os melhores e mais frescos legumes para a sua filha. Comprou uma grande variedade de legumes para fazer uma bela sopa, arroz de legumes, saladas, e outras coisas que a gatinha não estava habituada, e achava que não gostava.
- Eu não gosto de nada disso! – Resmunga a gatinha
- Nunca provaste! – Diz a mãe
- Eu sei que não gosto!
- Quando comeres a primeira vez, não vais querer outra coisa! Olha que há muitos animais que gostariam de ter isto tudo para comer, e não tem. Até devias agradecer.
- Não gosto das cores!
- Também não são os olhos que vão comer, nem vais comê-los assim!
            Chegam a casa, e a gatinha ajuda a sua mãe a descascar e a preparar os legumes.
- Óh mamã, como é que tu gostas disto?
- Gosto muitíssimo, e tu também vais gostar.
            A gatinha resmunga sempre. Torce o nariz a tudo. A mãe faz uma sopa requintada, um creme de legumes, todo passado, espesso, e cheira maravilhosamente bem.
- Anda comer! – Chama a mãe
            A gatinha lá vai encolhida, quase arrastada, devagar e com ar de nojo. Mas a fome apertava. Ao entrar na cozinha sente um cheirinho delicioso:
- Humm…que cheirinho é este? – Pergunta a gatinha
- É delicioso, não é? – Sorri a mãe
- É.
- É dos nossos pratos. – Diz a mãe
            As duas sentam-se à mesa.
- Tem uma cor bonita! – Diz a gatinha
- Pois tem! E o sabor ainda é melhor.
            A gatinha está mesmo certa de que não vai gostar. Mas decide provar:
- Eu sei que não vou gostar. Mas vou provar só porque gosto muito de ti, mamã. E só porque há muitos animais abandonados…
- Está bem! Eu também gosto muito de ti…e sei que vais adorar.
            A gatinha mete uma colher, encolhida e de nariz torcido, mas saboreia.
- Huummm….não gosto. – Mete outra colher – não gosto! – Mete outra colher – Acho que…não gosto…gosto…não gosto… afinal… gosto. Óh, não pode ser…eu não posso gostar de tudo.
- Claro que podes gostar de tudo, e comer de tudo. Mas tens de comer primeiro o que te faz bem.
            A gatinha come a sopa toda deliciada.
- Hum…está muito…lhec…não! Está muito boa. – Diz a gatinha a sorrir
- Eu disse que ias gostar! – Diz a mãe a rir
- Tens sempre razão, mamã.
            Chega o pai gato a casa, e fica muito surpreso ao ver a filha a comer a sopa.
- Pai…olha, estou a comer um creme com montes de legumes.
- Que milagre foi esse? Fazes tu muito bem.
- Teve de ir ao médico, o Dr. Mandou-a comer muitos legumes, muitas sopas, saladas, massa, fruta…e não comer fritos durante uns tempos. – Explica a mãe
- Áh! Muito bem. Apoiadíssimo. – Acrescenta o pai
- Tem a mania que não gosta de nada, olha como comeu. – Repara a mãe
- Só comi porque cheirava bem, e porque foste tu que fizeste, e porque gosto muito de ti, e porque há muitos animais que têm fome, e porque…eu também tenho fome.
            Os três desatam a rir. A mãe serve o resto da comida, com saladas, legumes, e a conversar alegremente. A gatinha come tudo. Ao fim de alguns dias, já se sentia melhor, e estava a começar a ficar mais na linha. A mãe fez-lhe sopas todos os dias, pratos de peixe, e saladas e massas.
            A gatinha cumpriu tudo, e voltou a ficar elegante, com mais energia, mais saúde, sem nunca deixar de comer. O importante foi mesmo ela ter deixado de comer fritos todos os dias. Às vezes comia do que gostava mais, mas lembrava-se logo de uns dias depois comer coisas saudáveis.
            As sopinhas da mamã são mesmo boas, e são feitas com tantos legumes que nos fazem tão bem…com tanto carinho, que são mesmo nossas amigas.
Com as sopinhas, a gatinha não teve mais problemas de saúde.

ACTIVIDADE:
E vocês? Comem sopa?
Que legumes conhecem?
O que leva a vossa sopa?
Quantos legumes?
Quais?
Vamos todos comer sopinha daqui para a frente, para termos mais saúde?
Que comidas e, ou alimentos fazem bem à nossa saúde?
Que comidas e, ou alimentos fazem menos bem, ou mal à nossa saúde?
Quais são os que sabem melhor? Os alimentos saudáveis, ou os que não são tão saudáveis? Ou os dois?
            As sopinhas são nossas amigas!

                                               FIM
                                               Lálá

                                   (10/Fevereiro/2015)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O DUENDE DOS PÓLENS

    

     Era uma vez um pequeno duende em tamanho, mas enorme por dentro, com um mega coração, cheio de bondade. Gostava muito de brincar e também trabalhava muito. Era um pouco distraído, mas muito engraçado e sempre pronto a ajudar.
     Na floresta onde vivia quase não tinha descanso. Parecia eléctrico. Quando conseguia parar uns minutos, uma das suas actividades preferidas era sentar-se na berma de um rio a ouvir a água a cair. Respirava fundo, e recuperava novamente a energia.
         O seu trabalho era recolher pólen das flores. Percorria quilómetros pela floresta, e parava em cada flor que via. Dizia bom dia, tinha sempre um sorriso que encantava, e falava com elas. Pedia autorização e às vezes eram elas que escolhiam o pólen mais adequado para o que ele precisava. No fim, agradecia e acariciava-as.
Uns saquinhos eram para a fábrica de transformação, onde o pólen servia para rebuçados, sabonetes, cremes, xaropes, almofadas perfumadas, mel, velas e outras aplicações. Outros saquinhos eram para ele.
Um dia, a fábrica foi obrigada a fechar, pelo menos enquanto não surgiam novas ideias. Precisavam de inventar outras utilidades para o pólen, pois todos os produtos começaram a ser pouco vendidos.
O duende ficou um pouco triste, mas não desistiu. Aproveitou para conhecer um pouco mais a floresta, e descansar. Inicialmente até estava a gostar dessa folga, mas passados uns dias ficou impaciente.
Isolou-se numa pequena gruta, cheia de mimos da natureza, que ele adorava. Perguntou ao rio o que fazer. Não teve resposta. O rio seguia o seu curso normal, e ele ficou sem resposta.
Saiu, e foi pegar nos seus instrumentos musicais. Colocou uns pozinhos de pólen e tocou. Dos instrumentos começaram a sair notas musicais feitas de pólen, que dançaram à sua frente, como belas fadas, e outras com caras de bebés sorridentes e davam risadinhas. Algumas tinham um cheiro delicioso, e pareciam bolas de sabão. Ele dá uma gargalhada:

- O que é isto?

       As notas musicais feitas de pólen, continuam a sair dos instrumentos aos milhares, e quando se juntam ou cruzam, fazem sons diferentes. Ele dança com elas, feliz, e foi quando lhe surgiu uma nova ideia: levar música e a magia do pólen a quem precisava, por exemplo, os que estavam doentes.
          Pôs pés ao caminho, e dirigiu-se ao hospital da cidade. Levou os instrumentos, e começa a tocar na sala de espera. Aconteceu o mesmo: as notas musicais voam em forma de pólen, por toda a sala, e fazem belas melodias quando se juntam. Todos ficam boquiabertos, aplaudem, riem, e todo o ambiente, todos os doentes fica contagiado por uma energia leve, deliciosa, perfumada, e saudável. Mesmo os que estavam mais doentes, ganham novamente saúde, ao ver aquele espectáculo, e as notas musicais desafiam-nos a dançar.
            Ele segue pelos corredores, e em cada quarto faz o mesmo espectáculo…quase magicamente, todos ficam curados, com o seu sorriso, e as suas músicas.
            No final desse dia ficou com o coração cheio de alegria e no dia seguinte, volta a trabalhar na fábrica que reabriu. Contou o que aconteceu, e o director da fábrica cria mais um produto novo. Flores musicais, onde estão armazenadas as notas musicais que o duende toca e que saem dos instrumentos. Vende-se aos milhares por dia.
            O duende ganhou agora mais outro trabalho: além de recolher o pólen das flores, ainda toca instrumentos para as suas notas musicais preencherem as flores, e curarem. São lindas, e tocam melodias muito doces.
            Mesmo com tanto sucesso, o duende do pólen continua a ser o menino simples, simpático e mágico que era antes.

FIM
Lálá
(6/Fevereiro/2015)



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A PANTERA PINTORA


     Era uma vez uma pantera grande, corpulenta, de pêlo preto, lustroso, brilhante, e olhos verdes. Todos os seus amigos e vizinhos a achavam misteriosa, mas muito bondosa, e respeitavam-na muito, pelo seu tamanho e pelo seu valor.
            Um dia, a pobre pantera sofreu uma depressão no Inverno que foi muito rigoroso: isolou-se, não falou com ninguém, comeu pouco, chorou muito. Todos os animais andavam tristes, mas iam conseguindo sobreviver com a amizade e o apoio uns dos outros.
            Na sua toca, um dia, quase no fim do inverno, apareceu uma fada de roupa muito colorida, asas salpicadas de cores, e numa mão trazia pincéis, tintas e uma palete. Na outra mão tinha um bloco de folhas. A pantera assusta-se.
- Nunca vi um bicho deste tamanho, neste estado! – Diz a fada
- Estás a insultar-me! Eu sou uma pantera. Não sou bicho. – Responde a pantera
- Eu conheço-te muito bem.  
- Quem és tu? Já chegamos ao Carnaval?
- Não! Porquê? É a época do ano que mais gostas?
- Não propriamente…mas vi-te assim vestida.
- O que tem a minha roupa? É gira, não é?
- É sim. A minha é mais.
- Cada uma tem a sua beleza.
- Pois claro. Mas quem és tu?
- Sou a tua salvação!
- O quê? Salvação de quê?
- Para te tirar da tua depressão.
- Não sei o que estás a dizer.
- Estás aqui metida, não vais lá para fora…estás triste…não quero ver-te assim.
- Deixa-me estar. Só estou um bocadinho triste, no Inverno todos ficamos.
- Mas eu não quero que fiques assim.
- Quem te chamou?
- Eu mesma!
- Mas eu não quero a tua salvação. Eu própria, quando a primavera começar, já fico como nova. Não preciso de ninguém. Quero ficar aqui na minha toca.
- Mas eu não posso deixar-te assim. Quero que pintes!
- Ora essa… - ri – Pinta tu, se não tens mais nada para fazer.
- Por favor…pinta!
- Não trabalho de graça!
- Gostas de pintar, não gostas?
- Gosto…quer dizer…já não pinto há muito tempo.
- Pinta agora…por favor!
- Mas pinto o quê? E para quê?
- Pinta o que tu quiseres…com estas tintas e estes pincéis, e estas cores. As cores fazem bem.
- Mas que chata! Eu não quero desenhar, nem pintar…nem sequer sei fazer tal coisa.
- Mas é claro que sabes! Conheci as tuas obras de arte há pouco tempo…é cada qual a mais bonita!
            A pantera ri-se.
- Obrigada.
            A fada pousa as folhas no cavalete, os pincéis e as tintas.
- Levanta-te e pinta! – Diz a fada
            A pantera fica nervosa.
- Já estou a ficar irritada…
- Boa! É sinal que estás a acordar! – Ri a fada
- Queres ver-me irritada?
- Não… quer dizer…podes ficar irritada, eu não tenho medo. Sei que debaixo desse pêlo todo…há um bom coração!
- Só para quem merece.
- Vá lá. Pinta!
- Ai…que chata! Só porque estás a insistir, e já que elogiaste os meus quadros, vou ver se consigo pintar. Só para te calares, e contra a minha vontade.
- Obrigada por fazeres isso por mim! Eu sei que quando começares, não vais querer outra coisa.
            A pantera olha para a folha, para as tintas, abana a cauda de um lado para o outro, bate com ela no chão. Pega num pincel, e molha numa cor…desenha uns rabiscos.
- Ei…eu…afinal…gosto disto! – Comenta a pantera a sorrir
- Claro que gostas.
            A pantera entusiasma-se e começa a rabiscar, a misturar cores. Passado um bocado ri-se, muda de folha, e desenha uma coisa concreta, que gosta.
- Áh! Há quanto tempo que eu não pintava! – Suspira a pantera
- Que linda que está essa pintura! – Comenta a fada
            A pantera abre um grande sorriso, e brinca com as cores, pinta quadros lindíssimos e sente-se cheia de energia, fica feliz, como já não ficava há muito tempo.
- Vou lá para fora! Estou como nova! – Diz a pantera a sorrir
            A fada aplaude e segue-a. A pantera cumprimenta todos os amigos, saltita, corre, espreguiça-se, deita-se e rebola na relva, visita os seus sítios preferidos onde já não ia há muito tempo, bebe nas fontes, brinca com as amigas. Todos ficam muito felizes por ela.
            Quando volta para a toca, volta a pintar, e a divertir-se com as cores. A fada desafia-a, e até pinta com ela. Fica surpresa consigo mesma, e maravilhada com as suas obras. A pantera volta a ser muito feliz.
            E vocês? Gostam de pintar? E de cores? Quais são as vossas cores preferidas?

                                                           FIM
                                                           Lálá

                                               (4/Fevereiro/2015) 

SURPRESA DA ABÓBORA



           

















foto de Lara Rocha 

             Era uma vez uma carcaça de abóbora que enfeitava um grande campo com várias plantações. Os donos da propriedade tinham-na deixado lá nesse campo para assustar os pássaros. Até funcionava bem, porque os pássaros tinham medo dela e nem se aproximavam do campo.
            Um dia, uma gata abandonada tinha acabado de ter as suas crias, e estava cansada, com fome, e frio na berma da estrada em terra. Os bebés já estavam a alimentar-se, mas ela não.
            O cão da casa, sentiu qualquer coisa de estranho e foi por esse caminho. Descobriu a gata com os seus filhotes, e ficou cheio de pena deles. A gata ficou muito assustada.
- Não te preocupes…vou levar-te para um sítio seguro. Aqui não estás segura.
            A gata está assustada. O cão deita-se no chão, e os gatinhos sobem para as suas costas, mesmo sem saber o que ia acontecer…só porque gostaram muito do pêlo. A gata é levada pendurada na boca do cão.
            Ele leva-as para o campo. Cheira a carcaça da abóbora e desvia-a. Pousa lá a gatinha e os bebés, e tapa-os com a carcaça. A gata respira de alívio.
- Abóbora…protege-os! Eu vou chamar os meus donos. – Diz o cão
- Deixa comigo! – Assegura a abóbora
- Encontrei-a na berma do caminho com os bebés.
- Áhhh!
            O cão desata a ladrar, e vai a correr para casa. Ladra sem parar. Os donos ficam preocupados, porque já sabem que quando o cão ladra muito é porque alguma coisa de estranho anda por aí.
- O que foi, bicho? – Pergunta o menino
            O cão ladra, e corre para o campo. Todos o seguem.
- É no campo! – Diz a senhora da casa
- O que haverá lá! – Pergunta o senhor da casa
            O cão só para à beira da abóbora.
- Óh, não acredito…! Corremos tanto, para ele parar aqui. Assustaste-te com a abóbora? Nunca a viste aí? Já te tínhamos dito que íamos pôr aqui uma abóbora.
            O cão toca na abóbora com a pata. A abóbora desvia-se e a gata e os bebés ficam à mostra.
- Gatinhos? – Perguntam todos em coro, surpresos
- Óhhh…tão pequeninos! – Diz a senhora, deliciada
- Nasceram há pouco…-Diz o senhor
- Coitadinhos… - Dizem todos
- Vamos dar-lhes de comer e de beber. – Diz a senhora
- Eu fico aqui. – Diz o senhor
            A mãe e os filhos vão buscar alimentos e bebida para a gata e para os gatinhos. Eles comem e bebem consolados. A senhora trouxe também um cobertor, que era dos filhos, e põe-no por baixo deles. Eles instalam-se confortavelmente e felizes. Esfregam-se e enroscam-se. A senhora cobre-os, e deixa lá comida e bebida para eles, fazem-lhes carinhos.
- Mas que rica surpresa! Uma abóbora que devia ser para assustar os pássaros, tinha lá debaixo uns seres tão fofinhos… - Comenta o senhor
- Quem é que os terá posto aqui? – Pergunta a senhora
            O cão ladra.
- Parece que foi ele… - Diz a menina
            O cão ladra outra vez, a confirmar. Todos riem.
- Que querido! – Dizem em coro
- Vamos ficar com eles, não vamos? – Pergunta o menino
- Sim! – Responde o casal
            Os meninos saltitam de alegria, e tomam muito bem conta deles. A gata e os filhotes conseguiram uma nova casa, ficaram protegidos e quentes, e receberam muitos mimos dos novos donos. Além disso, ganharam um amigo para sempre…o cão que os salvou.
                                                           FIM
                                                           Lálá

                                               (4/Fevereiro/2015) 

A JOANINHA E A FADA DAS FLORES


        Era uma vez uma joaninha muito bondosa, simpática, que até dava luz. Vivia com a família, numa casinha em forma de flor. Uma noite, a Fada das Flores acompanhou o João Pestana na sua distribuição de soninho e de sonhos. Gostou muito da casa da joaninha, talvez por ser em forma de flor.
        O João Pestana já a conhecia e sabia que ela era muito boa! E toda a sua família também. Então, a fada meteu no saquinho dela, umas sementes, e deixou um bilhetinho, com as instruções.
        Não eram umas sementes como todas as outras. Eram sementes de amor, que só nasceriam se fossem plantadas por alguém com um coração bom.
        De manhã, a joaninha acordou e plantou as sementinhas por vários sítios, onde ela achava que podiam nascer. Mas não sabia que o João Pestana tinha um amigo, que era muito traiçoeiro! Ele achava que podia confiar nele, como também não tinha maldade, pensava que todos eram como ele. Mas não. Esse amigo dele, fazia-se amigo.
Era mandado por uma bruxa malvada, invejosa que detestava tudo o que era bom, e bonito. O João Pestana, com a sua inocência, contou – lhe que a doce e bela fada das flores tinha saído com ele, na noite anterior, e tinha deixado no saquinho para a joaninha, umas sementes de amor, que só podiam ser plantadas por corações bons.
O amigo foi logo a correr contar à bruxa, e é claro, ela não gostou nada. Pôs logo a sua cabeça a funcionar, para o mal. Disfarçou-se de flor, e viu a joaninha a plantar com muito carinho.
Mal a joaninha virou costas, a bruxa preparava-se para destruir as sementes, mas apareceu a fada das flores, para regá-las, por isso, a bruxa ficou quieta. Logo que a fada saiu, a bruxa conseguiu fazer a sua maldade: deitou um pó na terra que atraía toupeiras, e estas comeram as sementes todas.
Passados uns dias, a joaninha não vê nenhuma folhinha, e só vê buracos na terra. Fica muito triste, e chora. A fada das flores vai ter com ela e vê-a muito triste, a joaninha diz-lhe que as sementes desapareceram.
A fada das flores fica desconfiada que foi sua excelência, bruxa. Dá outras sementes à joaninha e as duas plantam-nas. A bruxa destrói também estas sementes. Disfarçada de pássaro, come todas as sementes. Nem assim se torna uma pessoa boa.
Como as folhas nunca mais aparecem, descobrem que foram comidas. A joaninha planta outras sementes, e a bruxa tenta destruir outra vez, mas desta vez não consegue. É apanhada em cheio, pela fada das flores, que a expulsa, e fica a tomar conta das sementes toda a noite.
De manhã, a fada das flores dá instruções às árvores para não deixarem a bruxa aproximar-se das sementes. Elas ficam bem alerta, e cumprem as ordens.
A bruxa faz várias tentativas e maldades para destruir as sementes, mas as árvores não deixam…fazem tudo o que podem para a afastar, mesmo quando ela aparece disfarçada, porque tem um cheiro horrível.
As sementes crescem rápido, e dão flores. Desta vez, a bruxa consegue roubá-las, porque intoxica as árvores sem elas darem por isso. No dia seguinte, elas parecem muito mais velhas e com má cor.
A fada das flores percebe logo. Com uma dança que faz, perfuma tudo, e as árvores ficam como novas. Elas pedem desculpa. A fada sopra e as flores renascem.
A joaninha fica muito feliz, e a fada das flores também. As flores que a bruxa tinha roubado, murcharam rapidamente pela sua maldade. A joaninha volta a plantar e para não serem roubadas outra vez, nem esmagadas, a fada das flores, juntamente com a joaninha fazem uma cerca cheia de flores de pé alto, cada qual a mais bonita. Estão agora muito bem protegidas.
Das flores e das sementes sai um cheirinho tão bom que a bruxa detesta, por isso foge, aos gritos e nunca mais volta a chatear a joaninha que era tão boa.
O João Pestana também descobriu que aquele que pensava ser seu amigo, e a quem ele contava as coisas boas que lhe aconteciam, afinal não era de confiança. Era mandado pela malvada bruxa, por isso, afastou-se dele.
A joaninha e a fada das flores fazem uma enorme festa, cheia de flores, com muita alegria, muita cor, e onde todos os habitantes da floresta participam vestidas com flores, e de flores.
A joaninha tinha muito orgulho em si mesma, por ter um coração bom como a fada das flores.

FIM
Lálá
(4/Fevereiro/2015)


PELA FECHADURA

                                                                    foto de Lara Rocha 


            Era uma vez uma princesa gatinha que foi montada num belo unicórnio, passear pelo seu enorme jardim à volta do castelo. A princesa gata adorava o seu jardim…e já o conhecia bem, pelo menos, ela achava que sim. Mesmo assim, não o conhecia tão bem, porque a cada passeio, descobria coisas novas. Talvez tudo já estivesse sempre lá, e ela não reparou. Começava a achar que o seu jardim, era mágico.
Desta vez, o unicórnio viu algo a brilhar no chão, e parou.
- Porque paraste, amigo?
- Está ali algo a brilhar.
Ela desce e os dois vão mais perto. Olham atentamente.
- É uma chave! – Diz a princesa
- Pois é! – Confirma o unicórnio
- É do castelo?
- Não sei.
O unicórnio cheira a chave.
- Não conheço este cheiro.
- Engraçado…também não me parece de nenhuma porta do castelo! Acho que também não é dos seguranças.
- Realmente…não os vi por aqui.
Ela pega na chave, e o unicórnio vê um buraco de onde sai uma luz, numa árvore.
- Olha princesa…vem uma luz daqui!
- Áhhh…do tronco?
- É!
Ela olha para a chave atentamente.
- Acho que é deste tronco! – Diz o unicórnio
- E agora? O que fazemos? Bato á porta? Este tronco deve ser uma porta, que vai dar a qualquer lado, não?
Os dois espreitam.
- Acho que vive aqui alguém! – Diz a princesa
- Bate à porta! Alguém que viva aí, pode ter deixado cair a chave! – Sugere o Unicórnio
- Sim!
A princesa bate à porta, no tronco. Abre-se a porta, e sai de lá uma bela fada.
- Olá princesa!
A princesa sorri
- Que linda! Como é que sabes o meu nome? Conheces-me?
- Conheço! A ti e a toda a tua família.
- A minha mãe também?
- Eu disse…toda a família…e claro…a tua mãe, a tua avó…todos estão incluídos.
- Eu não te conheço!
- Sempre vivi aqui. Nunca te falaram de mim?
- Não!
- Este era o cantinho secreto da tua mãe…um reinado de sonho que ela construiu!
- A sério?
- Sim!
- Áh! Encontrei esta chave aqui no chão. É tua?
- Sim! Mas é para ti! Poderás vir aqui sempre que quiseres. É só meteres a chave!
- Áh! E o que tem aí?
- Tem muitas coisas. Entra…fica à vontade.
A gatinha abre a porta, e vê uma linda floresta. Logo á entrada tem um arco cheio de flores penduradas, com borboletas que voam felizes, e pousam de flor em flor.
A temperatura é muito agradável. Depois do arco, há sol, e dois caminhos: um com areia, outro com erva.
- Por qual vou? – Pergunta ela
- Eu vou por este, e tu podes ir por aquele…depois trocamos. – Sugere o unicórnio
- Está bem. Até já…
- Até já.
O unicórnio vai pelo caminho da erva, e a princesa gata, pelo caminho de areia. O unicórnio e a princesa vão muito atentos…tudo é encantador.
O Unicórnio conhece outros da sua raça, lindos, simpáticos, de várias cores, que o recebem como um elemento da família, convidam-no a entrar nas casas, conversam com ele, oferecem-lhe comida e bebida.
Mostram-lhe cantinhos de jardim, com lagos e grutas pequeninas, com quedas de água, luzes e cascatinhas, ribeirinhos e riachos com pedras de todas as formas, cores e tamanhos, peixes muito coloridos e saltitantes, aves raras, e outros animais.
E os campos por onde o levam são enormes, frescos, com fontes de água fresca. Ele diverte-se muito e vê sítios que nunca imaginou, fez grandes amigos.
A princesa gata, anda pela areia e vai ter a uma bela e pequena praia. Pelo caminho encontra-se com fadas brincalhonas e simpáticas que lhe mostram o que sabem fazer. Cada uma faz coisas diferentes, mas todas tão bem, com tanto carinho, e dedicação que tudo fica ainda mais bonito e mimoso. Ela aplaude.
Um coelho músico, toca para ela, belas músicas, com instrumentos musicais que ela não conhecia, e faziam sons deliciosos. Ela aplaude.
Cruza-se com gatinhos, coelhinhos, passarinhos, esquilos, flores falantes, casas feitas de todos os materiais. Por cima dela, um bando de gaivotas guincha forte e voa em direcção ao mar.
Há cheiro a maresia, cada vez mais próximo. Põe os pés na areia, e está quentinha, é macia e branca, muito limpa. O mar quase não tem ondas, e é transparente, com algas a boiar.
- Que lindo! – Exclama ela
Ela não resiste! Molha as patas, e como a água está quente, mergulha e toma uma bela banhoca. Umas belas sereias vão ter com ela, apresentam-se, oferecem-lhe pequenas maravilhas do mar, como conchas e búzios, pérolas e corais, guardados em conchas.
Ela brinca e mergulha com as sereias, e golfinhos, os caranguejos fazem castanholas, com as tenazes, e os cavalos-marinhos vem á superfície com as estrelas-do-mar.
Tanta coisa bonita…tantas descobertas. A praia tem um espaço de floresta. A princesa gatinha agradece e vai por esse caminho, onde vê tartarugas e cogumelos, macacos, lobos, pavões, todos amigos, e unicórnios a correr.
O seu unicórnio passa por ela a correr:
- Óh…princesa…vou a outro sítio.
- Áh! Vais à praia onde estive!
- Praia?
- Sim!
- Sim, vamos à praia…até já!
E os unicórnios vão para a praia. A princesa vai à floresta onde esteve o unicórnio, e vê tudo o que ele tinha visto…mas mais uma coisa: uma gruta com umas cortinas, feitas de cristais. De lá de dentro soa uma voz.
- Entra! Este espaço é teu!
A princesa gatinha entra muito surpresa.
- Ááááhhh…não tem nada! – Diz a gatinha
- Este espaço é teu…tu é que vais preenchê-lo com tudo o que tu quiseres!
- Mas onde vou buscar as coisas?
- Onde quiseres.
A gatinha fica pensativa. Pousa lá as coisas que lhe ofereceram, e sai para procurar o resto. Num instante, encontra uma série de troncos cortados, e constrói: mesas, bancos, pede ajuda e muitos dos animais oferecem-lhe coisas de que já não precisam, mas ela precisa. Todos a ajudam a montar uma bela casinha. Está um mimo.
De repente, ouve a voz da mãe a chamá-la. Ela assusta-se, procura o seu unicórnio, e os dois saem do tronco.
- Onde estavam? – Pergunta a gata mãe
- Ali, no tronco… - Responde a princesa gata
- Áh! Eu quando era da tua idade também fui muitas vezes para esse tronco.
- Foste?
- Fui. Era o meu refúgio, o lugar onde eu podia ser rainha, e onde tudo era meu. Passava lá tardes, e às vezes noite.
- E o que viste lá?
A princesa conta todos os pormenores. A gata mãe ri-se:
- Isso foi tudo o que pus lá!
- A sério?
- Sim.
- Eu também pus lá mais coisas.
As duas conversam e riem. A princesa gostou tanto daquele sítio que quando desaparecia, a sua mãe já sabia onde estava, e deixava-a estar.
Uma tarde, a princesa leva a mãe a visitar o tronco, e a mãe reencontra todas as fadas, todos os animais, tudo o que tinha deixado lá. Ainda se lembram dela, e trocam muitos carinhos, preparam uma bela festa, com biscoitos e tudo o que ela gostava.
Foi uma tarde muito feliz, e sempre que tinha saudades, voltava a esse espaço da sua infância…uma infância tão feliz.

E vocês? Se conseguissem entrar num tronco de uma árvore….o que encontrariam? Escrevam ou desenhem se quiserem.

FIM
Lálá
(4/Fevereiro/2014)

A ABELHINHA, A JOANINHA E O DOUTOR

 

   Era uma vez uma joaninha que foi passear num dia bastante quente, cheio de sol. 
 Pelo caminho dançou sozinha, cantarolou, apanhou e comeu frutas deliciosas, bebeu em fontes e refrescou-se numa cascatinha.
   Por causa do calor, a joaninha ficou muito molenga, e deitou-se à sombra de uma grande flor, em cima de uma almofada de relva fofa.
      Estava ela muito confortável, quase a dormir, quando, pousou uma abelhinha em cima da flor. 
   A abelhinha não reparou na joaninha que estava por baixo, e sacudiu pólen das pétalas, ao colhê-lo para si.
    O pólen caiu sobre a joaninha. A joaninha não viu o pólen a cair porque estava de olhos fechados. 
     Mas sentiu! Desata aos espirros, abre os olhos, sobressaltada e tosse, coça-se…que sinfonia! Pobre joaninha.
        A abelhinha assusta-se e olha para baixo.
- Ai…! – Geme a joaninha
- Óhhh… - Diz a abelhinha – Desculpa! Não vi que estavas aí…! Estás muito constipada!
- Eu não estava doente! Quando cheguei estava bem…deitei-me aqui debaixo, e acordo assim.
- Acho que caiu pólen sobre ti…se calhar és alérgica ao pólen das flores!
- Não sei o que é isso! Só sei que a…atchim…cof…cof…! Que comichão!
- O pólen é aquilo que existe no meio das flores…nós, abelhas adoramos. E aqueles de duas pernas também o usam para muita coisa.
- Quem são esses?
- Aqueles…estranhos, que dizem que somos más…nós às vezes picamo-los porque eles são maus connosco.
- Áh! Aqueles que destroem e poluem…
- Sim! Também os conheces!
- Quem não conhece essa raça!
- Pois é! Não conhecemos grande coisa…
      As duas riem. A joaninha continua a espirrar e a tossir.
- O que é que eu posso fazer por ti? Estou preocupada.
- Ah…não sei. Acho que nada!
        Passa um grilo com a sua mala de veterinário.
- Doutor…ainda bem que aparece! – Diz a joaninha
- Olá Dr. – Diz a abelhinha
- Olá! Posso ajudar-vos?
- Acho que sim! Olhe como eu estou, Dr. Estou farta de espirrar, tossir, coçar-me…
- Huummm…estou a ver! Isso é alergia.
- Será que foi do pólen? – Pergunta a abelhinha – Ela estava aqui deitada, eu não a vi! Vim buscar o pólen e ela ficou assim.
- Áh! Pólen…claro! Com certeza és alérgica. Mas anda comigo! Vou dar-te uns medicamente e isso vai passar rápido. – Diz o veterinário   
- Nunca me aconteceu isto antes! Andei sempre de volta de flores, apanho-as, até faço fios e coroas e nunca fiquei assim… sempre tive boa saúde! - Diz a joaninha
- Eu também! – Diz a abelhinha - Posso ir também?
- Sim, claro. – Diz o veterinário
- Dr.…acho que fui eu que lhe provoquei alergia! – Diz a abelhinha
- Claro que não foste tu. Foi o pólen da flor…há muita gente agora que sofre de alergias – Explica o veterinário
- Muita gente? – Perguntam as duas
- Sim. Gente, plantas, animais, águas….tudo está doente. A terra toda. – Diz o veterinário
- Que horror! – Dizem as duas
- Mas como é que sabe disso? – Pergunta a abelhinha
- Eu trato todos os dias, tudo o que é ser, menos os humanos…aqueles que tem pernas não trato… Estudo todos os dias, e todos os dias vê-se a poluição! Agora…nada está como antes. Nada escapa à maldade do homem! Tudo paga pelos seus erros, mesmo os que amam e tratam da natureza. -  Diz o DR.  
- Áh! – Exclamam as duas
- Mas isso não está certo! – Exclama a abelhinha zangada
- Pois não! Mas é assim que as coisas funcionam! – Explica o Dr.
- Humanos…claro! Só podia ser. É por isso que não gostamos deles! Apetece-me furá-los todos! – Diz a abelhinha
- (O Dr. Ri-se) – Tens razão! Tu vais muito para a cidade, não vais joaninha?
- Sim!
- Pois. É por isso que estás mais fragilizada, e apanhas mais facilmente doenças como alergias! Infelizmente o ar da cidade está muito tóxico, poluído! – Explica o veterinário
- Perigoso! – Diz a abelhinha
- Isso mesmo! – Diz o veterinário
        Chegam ao consultório.
- Dr. Eu não tenho dinheiro para a consulta! – Diz a joaninha envergonhada
- Mas quem disse que vais ter de pagar? – Pergunta o veterinário
- É uma consulta!
- Mas não pagas.
- Ai…que vergonha.
       O Dr. ausculta a joaninha, ela tosse e espirra, e tem pingo no nariz, coça-se. O Dr. Receita-lhe umas pomadas e uns comprimidos para as alergias.
- Muito obrigada, Dr. – Diz a joaninha
- De nada! As melhoras, e se precisares, volta cá!
- Está bem. Obrigada.
- Até eu agradeço, Dr. – Diz a abelhinha
- Estarei sempre aqui! – Diz o Dr.
        A abelhinha vai com a joaninha. Ela aplica na hora, e toma os comprimidos. A abelhinha faz-lhe um chá que o Dr. Indicou. As duas não se conheciam antes, mas conversam alegremente e tornam-se grandes amigas.
        Nos dias seguintes, a abelhinha vai todos os dias ver a joaninha e conversar com ela, ela está melhor, mas ainda constipada. Uns dias depois, a joaninha já está boa, mas a abelhinha ficou doente, e não foi ter com a sua amiga. Estranhando a sua ausência, foi a casa dela.
     A mãe da abelhinha disse-lhe que ela também estava doente, com alergias, tal como esteve a joaninha. A joaninha chama o Dr. E a abelhinha é medicada.
        As duas passam as tardes juntas, divertidas e quando ficam boas volta a passear pelos campos e a brincar. 
        Tudo se resolveu, mas elas perceberam que a poluição tinha mesmo aumentado muito, e que faz muito mal à saúde humana, animal e vegetal.
        Protejam a Terra, para que não vos aconteça o mesmo.

                                     FIM
                                     Lálá

                            (4/Fevereiro/2015)