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domingo, 5 de novembro de 2023

Uma nova esperança


Criança - Às vezes a nossa vontade é abraçar o mundo! 
Adulto - Qual mundo? 
Criança 1 - O nosso mundo. 
Criança 2 - Isso é impossível! 
Criança 1 - Mas eu gostava. 
Criança 3 - Como é que ias fazer isso? 
Criança 1 - Não sei. Talvez, se tivesse super poderes, e conseguisse voar.
Criança 2 - Para que querias abraçar o nosso mundo? 
Criança 1 - Toda a gente gosta de um abraço, o nosso mundo, também! Acho eu. 
Adulto 2 - Que bonito isso! Também acredito que sim, que o nosso mundo goste de abraços. 
Adulto 1 - Mas a única coisa que conseguimos abraçar é o nosso mundo interior, na nossa vontade, imaginação e pedido às estrelas, feito por crianças. 
Criança 3 - Mas para que querias abraçar o nosso mundo? 
Criança 4 - Só se te abraçares a um balão. 
Criança 2 - Eu acho que ele não ia gostar do teu abraço! 
Criança 1 - Porque não? 
Criança 2 - Porque não ia ver os teus braços. 
Criança 1 - Mas se eu tivesse super poderes, o nosso mundo ia ver os meus braços e de certeza que ia querer um abraço. 
Adulto 2 - Porque querias dar um abraço ao nosso mundo? 
Criança 1 - Porque ele está muito triste e doente! 
Adulto 2 - Isso é verdade. 
Adulto 3 - Na sua inocência, elas acreditam que podem mudar o mundo… (ri) 
Adulto 1 (a rir) - E pedem às estrelas…
Crianças - Eu peço às estrelas! 
Adultos - Pedem? 
Adulto 2 - O quê? 
Adulto 3 - Rebuçados, príncipes e prendas, ou irmãozinhos.
Crianças - Não! 
Criança 1 - Pedimos coisas mais sérias, como um longo e carinhoso abraço ao nosso mundo. 
Adulto 1 - Este mundo desalinhado…
Adulto 2 - Mundo louco! Desculpa, ele não ia querer saber dos teus abraços. 
Criança 1 - Porque não? 
Adulto 2 - Porque ia estar ocupado com outras coisas! 
Crianças - Que coisas? 
Adulto 4 - Coisas que...não têm nada a ver com abraços. 
Criança 3 - Mas eu queria coisas boas! Acho que dessa maneira, o desejar coisas boas para o mundo, já é dar-lhe um abraço, não achas? 
Criança 1 - Sim. 
Adulto 2 - Muito bem visto! Também é mesmo uma forma de lhe dar um abraço, sim senhora.
Adulto 3 - Felizmente ainda há pequenas coisas e momentos especiais
Adulto 3 - Que nos fazem de repente 
Adulto 4 - Desligar da realidade 
Adulto 1 - É!
Todos - E entrar numa dimensão de Paz. 
Crianças - Sim! 
Criança 1 - E um abraço é uma pequena coisa boa! 
Crianças - Pois é. 
Criança 3 - Mas o nosso mundo não tem braços como os nossos. 
Criança 4 - Eu se pudesse também dava um abraço ao nosso mundo! Mesmo que ele não tivesse braços. 
Criança 2 - Como é que fazias isso? 
Adulto 4 - Pedias às estrelas? 
Criança 2 - Não. Desenhava eu, a dar um abraço ao nosso mundo, com braços, e feliz. 
Adulto 2 - Olha, muito boa ideia. 
Criança 1 - Ele ia gostar, porque tu desenhas bem. Faz isso. 
Criança 2 - É, vou fazer isso, obrigado. 
Adulto 4 - Com isso, 
Adulto 3 - Ganhamos força, 
Adulto 1 - E uma nova luz 
Adulto 5 - É! Para enfrentar as trevas que vão surgindo! 
Criança 1 - Qual é o vosso desejo para esta noite? 
Criança 2 - Dormir, e sonhar! 
Criança 3 - Para mim é não ter pesadelos. 
Criança 4 - O meu é que os monstros e aquelas figuras más não apareçam no meu quarto. 
Criança 2 - A mim, não me aparecem essas figuras, não tenho medo do escuro. 
Criança 1 - O escuro também faz parte do nosso mundo, as estrelas que só se veem no escuro, e a lua! 
Adulto 2 - É verdade. E é muito bonito. 
Criança 1 - O meu desejo esta noite é sonhar, ou imaginar que abraço o mundo. 
Adulto 3 - Muito bem, espero que consigas ter esse sonho tão especial, e bom, já que não podes abraçar o nosso mundo! 
Criança 1 - Não posso abraçar o nosso mundo, mas posso abraçar pessoas que fazem parte do meu mundo, e era o que todos deviam fazer. 
Criança 3 - Assim também já davam um abraço ao nosso mundo! 
Adultos - Muito bem. 
Crianças (para os adultos) - E os vossos desejos esta noite? 
Adulto 1 - Olha agora...nunca me fizeram esta pergunta. 
(Todos riem); mas eu digo: que esta noite, cada um de nós tenha força! 
Crianças - Para quê? 
Adulto 1 - Para que a cada momento, cada dificuldade vencida 
Adulto 2 - Eu acrescento ao teu...para que a cada momento, cada dificuldade vencida ganhemos uma nova esperança!
Criança 1 - Esta noite, peço às estrelas que ajudem as pessoas 
Crianças (em coro) - A nunca desistir! 
Adultos - Boa! Por mais difícil que seja a situação, a dificuldade, a dor, o sofrimento. 
Adulto 3 - O meu desejo para esta noite é que...o amor seja a única arma entre os povos! 
Criança 1 - Assim já abraças o nosso mundo. 
Adultos - É verdade. 
Adulto 2 - Eu desejo também que a união, construa um mundo melhor! 
Adultos e crianças (em coro) - União...mundo melhor! 
Adulto 3 - Posso dizer outro desejo? 
Todos - Sim. 
Adulto 3 - Desejo que o mundo dê as mãos, 
Adulto 1 - Boa, em vez de armas ou dinheiro, 
Adulto 4 - E que todos tenhamos saúde, 
Adulto 5 - Que a medicina evolua, e que tudo tenha cura! 
Adultos e crianças (em coro) - Que tudo melhore. 
Criança 2 - Esta noite, outro desejo meu, é que acabem com as injustiças! 
Criança 4 - Que acabe a guerra e a fome. 
Crianças e adultos (em coro) - Boa! 
Criança 3 - Que haja uma estrela a brilhar 
Criança 1 - Em cada sorriso, 
Criança 2 - Em cada olhar! 
Adulto 2 - Boa, em vez da tristeza! 
Crianças - Sim. 
Criança 5 - Também desejo que a cada manhã, o mundo melhore! 
Crianças e Adultos (em coro) - Que o mundo melhore! 
Criança 3 - E que as pessoas melhorem, 
Adulto 2 - E que todos vivamos 
Crianças e adultos - Em paz, neste nosso lindo planeta azul. 
Criança 1 - Vou fechar os olhos e imaginar, ou sonhar que dou ao abraço ao nosso mundo! 
Crianças e Adultos - Eu também. 
Criança 1 - Está bem. Amanhã digam-me se conseguiram. 
Crianças e Adultos - Está bem. 
Criança 2 - Esperem...antes, que tal se dermos um abraço uns aos outros? 
Crianças e Adultos - Boa. 

(Trocam abraços carinhosos, beijinhos e sorrisos) 

Todos - Boa noite! 


                                            FIM 
                                        Lara Rocha 
                                      (Janeiro/ 2010) 

O número de elementos que leem o texto, pode ser alterado, com mais ou menos pessoas, só por adultos, ou só por crianças, ou os dois. 
Pode ser dramatizado, ou apenas lido de forma expressiva. 
A partir daqui podem surgir outras reflexões que poderão ser partilhadas aqui (nos comentários), por exemplo feitas em grupo nas turmas onde for lido. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O DESEJO DA GOTINHA


Era uma vez uma gotinha de chuva que vivia numa pequena nuvem com a sua família. 
Um dia, a gotinha Esmeralda estava à janela da sua nuvem e olhou para as estrelas que estavam muito lá em cima, mas pareciam perto.

Teve uma longa conversa, com elas, e antes de dormir, depois de ouvir as notícias da terra, voltou à sua janela muito desanimada e triste.

- Então, amiga, que tristeza é essa? Ainda há bocado estavas feliz e a rir-te comigo, e agora estás aí com as lágrimas nos olhos? – Perguntou a estrelinha

- É. Fiquei mesmo muito triste com as notícias que ouvi da terra. – Explica a gotinha

- Óh, amiga…entendo-te, eu também fico muito triste, quando ouço essas notícias, e toda a gente. Mas fico ainda mais triste, porque infelizmente não podemos fazer nada para melhorar a terra. – Diz a estrelinha triste

        A gotinha ficou pensativa…ela queria mesmo encontrar uma maneira de melhorar a situação da terra. Para quebrar a tristeza daquele momento, a estrelinha conta um episódio divertido que viveu naquela tarde, e as duas riem às gargalhadas.
    
     A gotinha conta outras situações engraçadas, e as duas riem-se muito. Não pensam mais na tristeza, pelo menos enquanto estão a conversar e a rir. 

    Passado um bocado, a gotinha boceja.

- Ai…desculpa! Estou com sono.

- Claro. Vai descansar…eu é que quando começo a falar também nunca mais me calo. – Diz a estrelinha a rir

- Eu também! E gosto muito de conversar. Hoje gostei muito de conversar e de me rir contigo! – Responde a gotinha

- Eu também! – Retribui a estrelinha  

- Tu não realizas desejos? – Perguntou a gotinha Esmeralda

- Bem…alguns…sim, tentamos sempre fazer o nosso melhor, mas há coisas que nos pedem, que não dependem de nós para serem realizadas. – Responde a estrelinha

- Áh! Claro. E tu tens os teus desejos? – Perguntou a gotinha Esmeralda

- Claro que sim. Todos temos desejos. – Responde a estrelinha

- Já realizaste muitos? – Perguntou a gotinha Esmeralda

- Não! Ainda não realizei muitos. Mas não faz mal. Sei que alguns são isso mesmo…desejos, e sei que são como os sonhos…muitos não se realizam, mas é sempre bom que eles façam parte da nossa vida! Mesmo que não se realizem, dão-nos força para lutarmos, e darmos o nosso melhor, ou querer mais. É muito bom. Para realizarmos os nossos desejos, temos de procurar caminhos para os realizar, aqueles que sabemos que não são possíveis, bem...preenchem-nos e fazem-nos sonhar. – Responde a estrelinha

- Eu posso pedir-te um desejo? – Perguntou a gotinha Esmeralda

- Sim, se eu puder realizar-to. – Responde a estrelinha

- Este acho que podes realizar. – Diz a gotinha confiante

- Qual? – Pergunta a estrelinha

- Eu gostava que vocês estrelas, se juntassem e fizessem no céu o desenho de uma vela, pela paz. Que fosse vista na terra. – Conta a gotinha

- Áhhh…que lindo desejo. Quem sabe! Mas agora vai descansar… se ele se realizar chamamos-te. – Diz a estrelinha

- A sério? – Pergunta a gotinha em dúvida

- Sim! – Responde a estrela segura

- Prometes? – Tenta confirmar a gotinha

- Prometo. – Responde a estrelinha

- Uau! Muito obrigada. – Responde a gotinha

- Boa noite! – Deseja a estrelinha

- Boa noite! – Retribui a gotinha

        E a menina vai para a sua cama. Fica a olhar para a janela enquanto não adormece. A estrelinha partilha o desejo da menina com as outras estrelas, e decidem realizá-lo. 
  
  Unem as pontas e formam uma gigantesca vela, brilhante, com uma chama enorme. Caminham todas juntas, ao mesmo tempo como se estivessem de mãos dadas. 

      A vela parece verdadeira, mas esta é feita só de estrelas. O vento fica tão maravilhado com aquela imagem que assobia, e elas pedem-lhe para as levar pelo universo, para que todos os seres humanos da terra as vissem, e ficassem a pensar.

  A gotinha vê um lindo brilho na janela, levanta-se rapidamente da cama, e elas acenam-lhe sorridentes. Ela abre um grande sorriso, e saltita de felicidade.

   Vai chamar toda a família de gotinhas e todos ficam à janela ver aquela vela gigante de estrelas, caminhar pelo espaço, levadas pelo vento. 

  A gotinha e os seus familiares ficam emocionados, e deixam escapar algumas lágrimas dos seus olhos. Na terra todos viram a imagem da vela, e a Paz tomou conta de todos, iluminou todos os olhares, abriu sorrisos e aplaudiram…pelo menos naqueles instantes em que a vela de estrelas passeou pelo espaço, sentiu-se a paz! 

      As estrelas percorreram um longo caminho para passar a sua mensagem tão importante ao Mundo. E escreveram de mãos dadas, a palavra PAZ.

       A gotinha ficou muito feliz por ver realizado o seu desejo de Paz para o mundo, e quando as estrelas regressaram, a gotinha agradeceu-lhes convidando um grupo de pirilampos malabaristas, elfos brincalhões, fadas dançarinas e mágicos que deram vários espetáculos, vários dias seguidos só para as estrelas verem. 

    As estrelas adoraram, e fartaram-se de rir, de brincar. Era bom para o Mundo, que dos nossos desejos individuais e secretos, fizesse parte um desejo comum para todos…para o Mundo: que a Guerra acabasse, e que houvesse Paz, amizade entre os povos, união e respeito, e que as armas se transformassem em instrumentos, para que os corações toquem o hino da paz e do amor, numa única sinfonia…Feliz.

  Vocês gostariam de fazer parte da grande vela feita de estrelas?
  Se fossem a estrela realizavam esse desejo da gotinha? Como?
    Já fizeram alguma coisa pela PAZ no Mundo? 
    O quê? 
    Só vocês, ou vocês e amigos?
    O que fizeram pela Paz no Mundo?
    Quantas vezes?
    Como se sentiram?
    O que acham que poderiam fazer mais?
   Como acham que poderíamos acabar com as armas e as guerras?

FIM
Lara Rocha 
(23/JULHO/2015)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O balão

NARRADORA – Era uma vez um grupo de meninos e meninas que estavam ao ar livre, numa noite quente de Verão, com uma lua cheia gigante e um céu estrelado. Os meninos estavam a conversar e a apreciar a noite.
LUISINHA – Que linda noite!
TODOS – Pois está.
RITA – Gostava tanto de voar até lá cima, onde estão as estrelas, e vê-las mais de perto…ver o nosso planeta lá de cima…!
TODOS – Eu também.
GONÇALO – Mas não ias conseguir ver nada. Ias ficar tão longe.
RITA – Levavas uns binóculos.
TODOS – Pois.
FRANCISCO – Só se fosses de foguetão.
RITA – Não! Preferia ir de balão.
DANIEL – De balão? Não pode ser…morríamos! Não há ar lá em cima…!
SARA (resmunga) – És sempre o mesmo!
DANIEL – É verdade!
NARRADORA – Enquanto os meninos estão distraídos na conversa, um ser muito especial, na atmosfera, ouviu a conversa.
SER – Estas crianças são maravilhosas! (sorri) Tão pequeninos, tão puros…mas já com um peso…sem capacidade de sonhar e de viajar nos sonhos, pelo mundo da imaginação, com os livros. O que se passa com estas crianças? Elas não costumam ser assim tão…grandes em ponto tão pequeno! Não gosto nada disso…menino…que não acreditas que podes tocar nas estrelas, ou chegar mais perto delas…aqui vai uma prova como podes!
NARRADORA – O lindo ser…tinha corpo de mulher, era transparente e todo o seu corpo tinha estrelas…era uma mulher feita de estrelas, linda! Ela dança e a cada movimento gracioso e elegante que faz, liberta estrelas. Apanha-as com carinho e junta uma por uma, até formar um balão flutuante, transparente, cheio de estrelas a cintilar, como ela. Ela sorri e sopra devagar o balão. O balão começa a descer sem pressa, leve, lindo, cheio de luzinhas…de repente os meninos vêem uma coisa a descer do céu. Ficam boquiabertos e maravilhados.
TODOS – Ááááhhh…!
SARA – Olhem!
DANIEL – O que é isto?
RITA – Parece um avião.
FRANCISCO – Ou é uma nave espacial?
DANIEL (convicto) – Uma nave espacial? Achas que sim? Isso é só nos filmes!
RITA – Está a descer.  
GONÇALO – Será que é um meteorito?
LUISINHA – Aquilo não é um meteorito. Não tem forma disso, nem de uma estrela cadente. Está a andar…devagar!
SARA – Então pode ser um satélite.
(Quando o balão pousa no seu terraço ficam todos assustados)
SER – Não tenham medo! Este é o balão que vos vai levar a tocar nas estrelas!
TODOS (sorriem) – Ááááhhh…
SER – Subam à vontade! Não tenham medo. É seguro.
(Os meninos sobem para o balão que fecha uma cápsula e tem oxigénio, e uma janela panorâmica. Os meninos estão maravilhados)
TODOS – Que lindo! Uau!
SER – Boa viagem!
GONÇALO – Olha que não podemos demorar muito…a mamã pode ficar preocupada!
SER – Não te preocupes. A viagem é rápida.
LUISINHA – Mas quem és tu que estás a falar?
SER – Sou filha do universo e da noite…uma das muitas!
TODOS – Filha do universo e da noite?
SER – Sim! Encantem-se com a paisagem!
NARRADORA – O balão feito de estrelas começa a subir, a subir…e começam a ver as estrelas muito perto. Soltam grandes exclamações e sorriso de alegria e de encanto, tocam no vidro, as estrelas sorriem-lhes e colam-se aos vidros, enviam beijos, os meninos retribuem e tocam nos vidros. Vêem os planetas ao fundo, e as estrelas dançam para eles, de mãos dadas, deixando atrás delas um rasto de brilho que cria lindas imagens…os meninos aplaudem, encantados, e as estrelas escrevem a seguinte mensagem: «Muito obrigada pela vossa visita! Voltem sempre. Boa noite e bons sonhos. Boa viagem!». Todos agradecem e o balão começa a descer lentamente, todo o espaço é lindo, dá vontade de ficar lá mais tempo, mas estão a descer! A Lua, estende a sua mão, pega na cápsula, delicadamente, lança um fio seu, com luz branca brilhante, cheio de pequeninas luas. Embala os meninos se estivessem numa cama de baloiço, com estrelinhas e sóis a cantar docemente… parece um coro de anjinhos, e os meninos começam a ficar com muito sono, até que adormecem quase sem dar por isso, em cima de almofadões feitos de nuvens. O balão aterra na varanda, desfaz-se, e os meninos ficam deitados nos grandes almofadões a dormir. As suas mães estranham tanto silêncio, e quando vão á varanda reparam que estão todos a dormir. Cada mãe arrasta os almofadões devagar para dentro de casa, e cobre o seu menino, para não os acordar. Todos dormem até ao dia seguinte. Será que eles foram mesmo ao espaço, num balão feito de estrelas, ou…apenas tudo não passou de um sonho? O que acham? Também gostavam de ir ao espaço? Se pudessem ir, como iam? O que viam?

                                                           FIM
                                                           Lálá
                                                           (6/Fevereiro/2014)