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sexta-feira, 12 de junho de 2015

As casinhas à beira do rio

Desenhado por Lara Rocha 


Era uma vez um pequeno bairro de casinhas construídas quase na berma de um rio com muita água e cascatas. 
Cada casinha era feita de pedra, com janelinhas pequenas, pintadas de cores diferentes, portas, e jardins pequeninos, cheios de flores. 
As casinhas estavam desabitadas, e vazias, mas ninguém sabia quem as tinha construído, nem quem tinha plantado as flores. 
Num dia de chuva torrencial numa montanha muito alta, um pobre urso caiu na água gelada do lago, depois do gelo onde ele tinha pousado, ter partido. Como a água corria muito forte, o urso foi levado para esse cantinho da floresta.
Depois de muitos trambolhões, e tentativas de se agarrar para sair da água, o urso só parou quando chocou com uma rocha. Não sabia onde estava, mas achava que já tinha andado muito. Olhou à sua volta e gostou do sítio. Saiu da água cansado, e viu as casinhas. Espreitou. Estava tudo vazio.

- Acho que não está habitada…vou instalar-me aqui para descansar. Se aparecer o dono, peço desculpa, explico o que aconteceu e saio.

Instalou-se e dormiu o resto do dia, e de noite. Sentiu-se tão bem naquela casinha que decidiu ficar por lá. Foi à procura de coisas para a sua casa e encontrou, inventou, construiu e montou troncos de árvores, raminhos, rolinhos e tudo o que encontrou.

- Está ótimo!

O urso era grande em tamanho mas muito bondoso e às vezes preguiçoso. Adorava estar sentado ou deitado à sombra num barco de madeira que encontrou abandonado. Só quando a fome apertava é que ele despertava e ia pescar no rio.
Uns dias depois o urso ganhou novos vizinhos: uma família enorme de macacos que faziam muito barulho, principalmente quando se zangavam uns com os outros, e ocuparam quatro casas que estavam vazias.
Foram logo simpáticos com o urso, pois sabiam que era melhor para eles serem amigos de um urso, apesar do seu tamanho assustador. Tão simpáticos que quando encontraram fruta, guardaram para si e dividiram com o urso… Para agradecer, o urso em troca, ofereceu-lhes mel.
Fizeram várias festas de convívio e tornaram-se grandes amigos. Uns dias depois, apareceram na floresta duas panteras artistas, cantoras de ópera, à procura de uma casa. Perguntaram aos animais onde poderiam encontrar, e eles disseram que a casa ao lado dos macacos estava livre, ou as outras.
O urso e os macacos ajudaram como puderam as duas panteras a mobilar a casa, ofereceram algumas coisas, e elas foram buscar outras. Para agradecer, as duas cantaram e encantaram todos com a sua voz, e durante várias noites seguintes, elas cantaram.
Depois apareceram quatro casais de chitas e leopardos que se instalaram nas casas ao lado das panteras. Para agradecer aos vizinhos que os ajudaram as chitas e os leopardos foram à caça e dividiram-na com todos…até os macacos comeram e gostaram.
Nas outras casas, instalaram-se lobos e lobas, loucos por festas e músicos que se juntavam com as panteras cantoras. Eram todos amigos, gostavam de partilhar, e conviver uns com os outros.
Um dia, esse bairro onde já todos se davam como família, ganhou novos habitantes que chegaram com um atrelado, puxado por cavalos. Todos os animais ficaram a olhar para eles, um pouco assustados a olhar para eles.

- O que trazem aí? – Pergunta o urso
- A nossa casa! – Respondem todos
- Como?
- Aqui neste atrelado.

Era um bando de morcegos, que tinham encontrado uma casca de caracol abandonada, e aproveitaram-na para ser a sua casa. Quando a tiraram do atrelado, os animais ficaram todos surpresos, e os morcegos todos juntos conseguiram pôr a casinha no sítio muito bem escolhido, à beira do rio. Aí estavam frescos, no escuro e tinham humidade garantida, por isso também não lhes ia faltar alimento.
Os cavalos que transportaram a casa dos morcegos, iam embora, mas chegou um pónei e fez logo amizade com eles, depois de uma tarde cheia de brincadeira, o pónei arranjou uma casinha para os cavalos, na quinta onde vivia, que também ficava à beira do rio.
Ainda ficaram casinhas livres, mas entretanto chegou outro habitante: um palhacinho tristonho, a arrastar os pés, com a trouxa às costas a lamentar-se. Todos os animais ficaram preocupados, e perguntaram ao palhacinho se estava tudo bem, ou se precisava de alguma coisa.
O palhacinho respondeu que estava à procura de uma casinha, e todos se lembraram que essa estava vazia. Levaram-no lá, ele abriu um lindo e luminoso sorriso que encantou todos os animais, e retribuíram o sorriso.
Cada vizinho ofereceu o que podia ao palhacinho que não tinha quase nada, e num instante rechearam a casa com móveis, candeeiros, sofá, cama, mesas, cadeiras, televisão, panelas, fogão, copos, pratos…tudo o que é preciso numa casa, e roupas para ele, toalhas, almofadas, roupas de cama e comida à farta.
O palhacinho ficou tão feliz que brilhava, e não sabia como retribuir todas aquelas coisas boas. Nessa noite, foi a casa de cada um dos vizinhos e ofereceu um abraço, um por um, que deixou todos com as lágrimas nos olhos de felicidade, pelo carinho e sinceridade que sentiram naquele abraço. Gostaram tanto daquele abraço que quiseram repetir, e o palhacinho abriu sempre grandes sorrisos.
     As panteras começaram a cantar docemente, os lobos e as lobas completaram, entraram na festa e tocaram muitos dos seus instrumentos. O palhacinho gostou tanto que entrou na brincadeira com eles, e fez nascer muitas gargalhadas.
Aquele espaço encheu-se de música e alegria, todos trocaram aplausos, carinhos e gargalhadas, todos dançaram e brincaram uns com os outros…até o urso perdeu a preguiça dançou, saltou, rebolou e os morcegos também se juntaram.  
Já se deitaram quase com o nascer do sol, cansados, mas muito felizes, com os olhos brilhantes…parecia que todas as estrelas do céu nessa noite tinham entrado nos seus olhos, e sorrisos, sentiam o coração preenchido, e vão repousar.
Antes de dormir, o palhacinho sentou-se na beira do rio, e ficou em silêncio a ouvir o que ele dizia. O rio usou uma linguagem que só o palhacinho entendeu…mas com certeza disse-lhe coisas boas, porque até o rio estava mais bonito!
O palhacinho agradeceu, sorriu e num gesto de magia, fez aparecer das suas mãos, lindas e grandes flores, fechadas mas com uma surpresa lá dentro…e deixou na beira do rio, com o nome de cada vizinho.
Foi-se deitar. Quando os vizinhos acordaram, viram que aquilo era para cada um eles. Quando pegaram na flor, esta abriu-se e saiu de lá uma borboleta cheia de cor e de luz, que envolveu cada habitante e fez sentir neles um delicioso abraço caloroso, depois, das suas asas saltaram beijinhos, e as borboletas todas juntas, deram as mãozinhas, formando a palavra «obrigado». Outras tantas, formaram um sorriso…
Todos sentiram que foi o palhacinho, e encheram-se de alegria. Para retribuir, prepararam-lhe um piquenique surpresa, com as atuações das panteras e dos lobos e lobas. O palhacinho não saiu mais de lá.
O tempo passou e uns meses depois chega á floresta uma jovem rapariga com um bebé muito pequenino de colo. Vinha com frio, e fome…fraca. O palhacinho ficou cheio de pena dela e do bebé. Acolheu-os na sua casa, deu-lhes de comer, deixou-os tomar banho, e deu-lhes roupa para vestir.
Enquanto os novos habitantes se acomodavam, o palhacinho foi falar com os seus amigos, preocupado, sem saber o que fazer. Decidiram em conjunto mobilar a outra casa ao lado que ainda estava livre, à beira do rio, graciosa, mimosa, pequena, mas muito confortável. Todos ajudaram, cada um naquilo que podia e no que sabia, e num instante a casa fica completa. Até para o bebé arranjaram.
A jovem passou para essa casa com o seu bebé, mesmo ao lado da casa do palhacinho, feliz, e sempre acompanhada, os vizinhos nunca a deixaram sozinha, estavam sempre preocupados, e ajudaram-na muito.
Os dois palhacinhos foram trabalhar para os arredores da grande cidade de onde tinham saído. Lá foram sempre muito bem recebidos, muito aplaudidos, e valorizados, e o bebé ficou algumas vezes com os vizinhos.
Todos eram uma verdadeira família, faziam muitas festas e sempre muito bondosos uns com os outros. As casas que começaram por estar vazias, ficaram todas habitadas, e este sítio á beira do rio era amado, respeitado e protegido, cuidado, tal como os seus habitantes entre si.

E vocês? Se tivessem uma casinha à beira do rio, como é que ela seria?
Que outras casas haveriam, ou como seriam?
Quem gostariam de ter como vossos vizinhos?

FIM
Lálá
(11/Junho/2015)


  

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Glorinha e a Gotinha


NARRADORA - Era uma vez, uma gotinha de água salgada que vivia numa praia pequenina, e tranquila, com outras gotinhas da sua família. Esta gotinha era muito energética, saltitona, adorava brincar e recebia toda a gente que visitava a praia, de uma forma simpática. Num dia muito quente de Verão, uma menina pequenina, Glorinha, foi para a praia com os seus pais brincar para a areia molhada, com os seus baldinhos e pás. Enquanto brincava, cantarolava e falava com os seus amigos imaginários. Os pais estavam nas dunas, mas sempre de vigia. A gotinha de água estava a saltitar alegremente de poceca em poceca e de repente vê a menina. Sorri e vai ter com ela...mas fala a medo…pois não sabe se a menina a vê. 


GOTINHA (sorridente) – Olá!


GLORINHA (sorri) – Olá.


GOTINHA (sorri) – Ai, tu consegues ver-me…?


GLORINHA (sorri) – Sim. Estou a ver uma gotinha…


GOTINHA (sorri) – Isso mesmo, sou uma gotinha.


GLORINHA (sorri) – E falas!


GOTINHA (sorri) – Falo.


GLORINHA (sorri) – Mas és uma gotinha de quê?


GOTINHA – Sou uma gotinha de água salgada…como a água do mar.


GLORINHA – E tu, sabes o que eu sou?


GOTINHA – És uma menina…!


GLORINHA – Pois sou.


GOTINHA – Estás sozinha aqui na praia?


GLORINHA – Não…os meus pais estão ali em cima. E tu, vives aqui?


GOTINHA (sorri) – Sim.


GLORINHA – Onde é a tua casa?


GOTINHA – É aqui…no mar. Por aí…onde calha. Não temos sítio certo.


GLORINHA (surpresa) – Áááááhhh…mas porquê?


GOTINHA – Não sei…só sei que andamos sempre a mudar de casa.


GLORINHA – Eu estou sempre nas mesmas casas…na minha e na dos meus avós e na dos meus tios e na dos meus primos…!


GOTINHA – Olha, queres vir dar uma volta comigo?


GLORINHA (sorri) – Sim…vou só dizer aos meus pais que vou contigo…não…anda comigo e eu apresento-te os meus pais.


GOTINHA – Não precisas de dizer…é aqui perto…não vamos para longe.


GLORINHA – Mesmo assim, tenho que dizer aos meus papás. Tenho que lhes obedecer. (p.c) Não quero que eles fiquem preocupados.


GOTINHA (sorri) – Então vai. Eu espero aqui!


GLORINHA (sorri) – Está bem. Já volto…tomas conta das minha coisas?


GOTINHA – Sim.


NARRADORA -  A menina vai ter com os pais e informa-os. Os pais desvalorizam, e acham que ela está a imaginar. Riem, respondem que pose ir, mas para não se afastar muito. Os pais deixam-na brincar e apreciam. A menina caminha pela praia com a Gotinha e as duas conversam alegremente. De repente a menina dá a mão à Gotinha, e a Gotinha voa sobre o mar com a Glorinha.


GOTINHA (sorri) – Olha que lindo, Glorinha…! Não tenhas medo, que eu não te largo a mão, nem te deixo cair. (p.c) Já viste que tem cores diferentes…?

(Glorinha olha para o mar, e vê que realmente tem cores diferentes).


GLORINHA – Pois é…! (p.c) Que bonito…como é que aquelas cores foram ali parar…?


GOTINHA (ri) – As cores não foram ali parar…apareceram ali!


GLORINHA – Mas se apareceram ali, é porque alguém as levou…! Ou foi alguém que despejou tintas daquelas cores ali na água? Isso não se faz…está a poluir os mares…será que foi algum pirata?


(A Gotinha ri animada).


GOTINHA (ri) - Até podia ter acontecido, terem despejado ali tintas destas cores todas, e podiam não ser piratas, pois há muitos humanos que poluem os mares…mas felizmente…aquelas cores todas apareceram ali, de forma natural…foi a mãe…!


GLORINHA (surpresa) – A tua mãe?


GOTINHA (ri) – A nossa mãe…!


GLORINHA (surpresa) – Mas…eu não sou tua irmã…a minha mãe não é a mesma mãe que a tua, pois não?


GOTINHA (ri) – Não…! (p.c) A nossa Mãe…é a Natureza! (p.c) Os teus pais nunca te apresentaram a nossa Mãe Natureza…?


GLORINHA (sorri) – Áááááhhh…Sim. Já percebi.


GOTINHA (sorri) – A nossa Mãe é que pôs ali aquelas cores.


GLORINHA (sorridente e encantada) – Áááááhhh…que lindo! Está tão bem pintado…então estas tintas não poluem os mares, nem matam os peixinhos, nem intoxicam as gaivotas…?


GOTINHA (ri) – Não. Estas tintas, não são tintas…! Não poluem mares nem matam.


GLORINHA – Não são tintas…? Então…como é que aparecem estas cores todas nas águas?


GOTINHA (sorri) – São as algas…!


GLORINHA – Algas?


GOTINHA – Sim, sabes o que são, não sabes?


GLORINHA – Sim, sei, aquelas coisas que parecem cabelos ou lãs…! Aquilo ali…!


GOTINHA – Isso mesmo!


GLORINHA – E elas têm tinta?


GOTINHA – Não…as algas têm aquela cor, e como estão em águas claras e limpas, elas vêem-se…estão quase à superfície, e à superfície mesmo…como aquelas que estão ali a boiar…!


GLORINHA (sorri) – Áááááhhh…estou a perceber…umas são verdes mais claras e outras são verdes mais escuras, outras… castanhas claras, outras castanhas escuras…outras…amarelas…outras roxas…!


GOTINHA – Pois. Há muita variedade…! E não são tóxicas, muito pelo contrário, até são usadas para fazer muitos medicamentos para vocês, humanos, muitos produtos como sabonetes, cremes, champôs e até servem para comer.


GLORINHA (surpresa) – Ui, servem para isso tudo…?! E…para comer…? Nunca comi algas…!


GOTINHA (sorri) – Dizem que são muito boas. A tua mãe já deve ter comido!


GLORINHA (sorri) – Áááááhhh…então as algas, pintam a água, e fazem bem à nossa saúde…!


GOTINHA (sorri) – Isso mesmo. E também há animais que vivem nas algas e assim protegem-se dos que lhes querem fazer mal.


GLORINHA (sorri) – Áááááhhh…que giro! Mas…como é que eles fazem os medicamentos, e os cremes e os champôs com as algas?


GOTINHA (sorri) – Isso não sei…só sei que vem aqui muita gente apanhá-las para isso.


GLORINHA (sorri) – Que giro! (p.c) E como é que são as algas…? Macias…ou ásperas…? Lisas ou com picos…?


GOTINHA (sorri) – Umas são macias e escorregadias, lisas…outras…são mais ásperas…e com uns biquinhos macios…mas podem ser um bocadinho arrepiantes…ora…toca nelas…!


NARRADORA -  A Glorinha pega em várias diferentes, que a Gotinha vai tirando do mar, e acaricia-as, sorri, encolhe-se ao tocar em algumas, atira de imediato outras que a arrepiam, as duas riem, brincam com as algas, Glorinha passa com as algas mais macias na pele, cheira, põe no cabelo, e fica deliciada. De repente, Glorinha repara numa coisa nova: GLORINHA - E no fundo também tem areia…?


GOTINHA – Sim, há areia ao longo de todo este imenso mar. Aqui não é o fundo do mar…ainda é superfície, aqui o ser humano tem pé, para tomar banho…experimenta…senta-se na areia, e vais ver por onde te dá a água.

(Glorinha senta-se num banco de areia, e fica com água até à cintura. Ela sorri).


GLORINHA (sorri) – Pois é…! É baixinho…! E a areia é muito fofa.


GOTINHA – Ali mais em baixo, também há areia, mas para chegar lá tem que se mergulhar muito. Não podemos ir lá assim…!


GLORINHA – Mas tu já foste lá não já?


GOTINHA (sorri) – Sim…claro…vou lá todos os dias…muitas, muitas vezes...lembra-te que sou uma gota de água.


GLORINHA – E o que é que tem lá em baixo?


GOTINHA – Tem…muitas coisas…! Muita água, muitas algas, muitas plantas diferentes, que só vivem debaixo de água…tem…muitas rochas…umas grutinhas…tem…muito lixo, infelizmente…e…golfinhos…e muitos milhares de peixes diferentes…! Tem…alguns corais…e…conchas…e…milhões de pedras de tamanhos diferentes, cores diferentes, formatos diferentes…como estas que vês aqui na areia ao longo de toda a praia…


GLORINHA (sorri) – E tem luz…?


GOTINHA – Até um sítio tem luz, mas mais para baixo…quanto mais se desce, já não há luz natural…é por isso que os mergulhadores levam aquelas luzes na cabeça…!


GLORINHA (surpresa, sorri) – Áááááhhh…que lindo, que deve ser o fundo do mar!


GOTINHA (sorri) – Sim…tem a sua beleza, mas muito sinceramente, gosto mais de viver por aqui! Aqui tudo é mais bonito, com o sol.


GLORINHA – E onde estão os golfinhos…?


GOTINHA – Estão mais afastados daqui…!


GLORINHA - Não podes chamar um, para eu ver…?
NARRADORA - A Gotinha assobia e aparece um doce golfinho. A Glorinha sorri feliz, e maravilhada com aquela surpresa. Ele salta feliz, e convida a Glorinha para brincar. A Glorinha acaricia o Golfinho com um lindo sorriso, e abraça-se ao bichinho. O Golfinho cumprimenta-a carinhosamente, com aquele som maravilhoso, e a Glorinha e a Gotinha sobem para o lombo do golfinho alegremente. O Golfinho leva-as, feliz, a dar um passeio encantador, com mergulhos, saltos, e muitas gargalhadas dos três, brincadeiras na água, cantorias e palmas, e piruetas, e um pequeno espectáculo do golfinho para as duas. As duas assistem maravilhadas, batem palmas, riem, cantam e dançam, e trocam carinhos. Glorinha está muito feliz, e as duas brincam com os brinquedos na areia, e conversam as duas alegremente. De repente, a mãe aproxima-se e pergunta:

MÃE – Glorinha…já te molhaste?


GLORINHA (sorri) – Sim, Mamã…fui ver o mar, e fui dar uma voltinha…brincar com a Gotinha de água salgada, e um golfinho…! Foi tão giro…!


MÃE (surpresa) – Com quem…?


GLORINHA – Com a minha amiga Gotinha de Água do Mar, e ela apresentou-me um lindo golfinho…!


MÃE (faz de conta que acredita) – Áááááhhh…! A tua amiga…conheceste-a hoje?


GLORINHA (sorri) – Sim…ela está aqui…!


MÃE (a fingir) – Áááááhhh…pois está! Olá…Gotinha…muito prazer em conhecer-te! Desculpa, estava distraída…!


GOTINHA (sorri) – Olá Mãe…muito prazer…que pena não me estar a ver!


GLORINHA – Ela mostrou-me tantas coisas bonitas…!


MÃE (sorri) – Ai foi…? E o que é que ela te mostrou?


GLORINHA (sorridente) – Mostrou-me…algas de muitas cores…umas verdes mais claras, outras verdes mais escuras, outras castanhas, outras amarelas…outras roxas…e a Gotinha disse que essas algas eram usadas para medicamentos, champôs, cremes…e até para comer…!


MÃE (sorri) – Sim…é verdade!


GLORINHA (sorri) – Eu até toquei em algas diferentes…e umas são macias, lisas, outras são ásperas e tem uns piquinhos, outras arrepiam…e foi a nossa Mãe que as pôs lá. É por isso que o mar tem aquelas cores todas.


MÃE (sorri) – Áááááhhh…que bom! Esta mãe é uma maravilha…


GLORINHA (sorri) – E também vi um golfinho, e estivemos a brincar com ele! Demos saltos, brincamos, cantamos…ele fez um espectáculo só para nós…! Não viste?


MÃE (sorri) – Não, filha…estava deitada…!


GLORINHA – Se quiseres eu peço ao Golfinho para aparecer outra vez, e para fazer outro espectáculo para ti.


MÃE (sorri)- Agora não, filha…outro dia…vá…anda secar-te!


GLORINHA – Óóóóhhh…mas eu queria ficar a brincar mais com a Gotinha.


MÃE – A tua amiga também tem de ir para a casa dela…outro dia brincam mais…não é Gotinha.


GOTINHA (sorri) – Sim…


GLORINHA – Amiga, não ficas triste?


GOTINHA (sorri) – Não, claro que não.


GLORINHA – Anda comigo até lá cima, Gotinha…e lanchas comigo…pode ser não pode, Mamã…?


MÃE (sorri) – Sim.


GLORINHA (sorri) – Anda aqui no meu balde…eu vou levar água do mar para o meu pai.


GOTINHA (sorri) – Está bem!


NARRADORA _  A Glorinha enche o baldinho, e a Gotinha vai no balde da menina, muito contente, e as duas vão a conversar alegremente. A Mãe ri deliciada a ouvir a conversa. A Glorinha apresenta a Gotinha ao Pai, e o Pai também faz de conta que acredita mas não vê a Gotinha…só vê água. A Mãe murmura:


MÃE (sorri) – A imaginação das crianças é maravilhosa…! (p.c) Pelo menos está feliz e a desenvolver a linguagem…


NARRADORA -  A Glorinha e a Gotinha constroem uma grande amizade, e encontram-se, falam, riem e brincam juntas todos os dias. Para os pais da Glorinha…tudo não passava da imaginação da filha…! E vocês…meninos que leram esta historinha…o que acharam…? Será que a menina deu mesmo esse passeio com a Gotinha e conheceu-a, e brincou com ela, e viu o golfinho…ou a menina estava só a imaginar dois novos amigos…? Gostavam de ter uma amiga gotinha de água salgada? O que faziam com ela? Estariam só vocês na praia ou levariam convosco para conhecer a Gotinha, algum amigo ou o mano ou mana…ou os Avós…ou outras pessoas…? O que é que ela vos mostraria…? Imaginem! Podem desenhar isto ou escrever.





                                                 FIM


                                                 Lálá


                                       (31/Julho/2012)





 








         

terça-feira, 24 de julho de 2012

Os bonecos da Lara vão de férias (10º, 11º, 12º, 13º, 14º, 15º dia)

                           10º dia….

NARRADORA – Bom dia…Como vos disse ontem, os nossos amiguinhos vão fazer um piquenique. De manhã, Natashinha é a primeira a acordar. Como ainda é cedo, deixa as outras e os outros dormirem, toma o pequeno-almoço, junto dos cães, veste fato de banho e lava uma louça da noite anterior, varre a tenda da sala que tem areia, sacode os almofadões…Xaninha, Jenni, Nanda e Jéssica são as seguintes a acordar, e a tomar o pequeno almoço, animadas e em pulgas para o piquenique. Passado um bocado já estão todos acordados. As bonecas da Luciana, vão acordando e vão indo ter com as bonecas da Lara, muito bem dispostas e divertidas, já com as coisas que vão levar para o almoço. Falam divertidas umas com as outras, riem, preparam tudo, e vão todos contentes, a falar e a rir, a brincar uns com os outros, até á casa dos anões. Também já tem tudo pronto, e seguem até á casa das dançarinas que fica a caminho. Tocam e elas saem com as coisas delas, divertidas. Há muitas conversas cruzadas pelo caminho, muitas gargalhadas, e chegam ao lindo parque. A rapariga borboleta cumprimenta – os, e dá – lhes as boas vindas. Os outros estão espantados com tanta beleza. Francisca está aos saltos de alegria e vai ter com eles. Cumprimenta – os alegremente, e indica – lhes o melhor sítio para fazerem o piquenique.
FRANCISCA (sorri) – Aqui…debaixo desta árvore…que tal?
TODOS (sorriem) – Sim, está óptimo...
NARRADORA – Todos estendem as mantas juntando – as, espalham a comida variada pelas mantas, os pratos, copos e talheres de plástico, os guardanapos, as panelas…e instalam – se á vontade.
FRANCISCA (sorridente) – Precisam de mais alguma coisa?
TODOS (sorriem) – Não, muito obrigada.
ANÃ RITA (sorri) – Estamos mesmo bem, aqui, querida! Queres comer connosco?
FRANCISCA (sorri) – Não, obrigada. A minha Mãe já está a fazer o almoço e a contar comigo.
PALHACINHO PAPILON – Olha, podemos andar por aí no fim do almoço?
FRANCISCA (sorri) – Claro. Podem andar por toda a quinta. Até de poney…
TODOS (sorriem) – Poneys,…?! Que bom…
SHITA (sorri) – Eu vou andar outra vez.
TODAS (sorriem) – Eu também.
DIANA (aos saltinhos) – Ááááááááhhhh…finalmente vou realizar o meu sonho de andar de poney…
ANGELA (sorri) – Eu também,…adorava ter um.
FRANCISCA (sorri) – Bem, se precisarem de uma guia…é só irem ter comigo! Ou então, as meninas já conhecem!
TODOS (sorriem) – Ok, obrigada.
FRANCISCA (sorri) – Bom almoço…e até já…
TODOS (Sorriem) – Obrigada, igualmente…
FRANCISCA – Só não façam fogo, por favor. Se precisarem que aqueça alguma coisa, podem dizer…eu aqueço na minha casa sem problemas.
TODOS (sorriem) – Está bem.
PAULINHA (sorri) – Nós as coisas que tínhamos que trazer quentes, vieram em termus…Não vamos precisar.
FRANCISCA (sorri) – Está bem…bom almoço…
NARRADORA – Francisca lá vai para casa dela aos saltinhos e a cantarolar. Os bonecos instalam – se comodamente, servem – se e comem e bebem do que mais gostam, há muitas conversas cruzadas e muitas gargalhadas.
ESTRELINHA – Dona Rita…este arroz está deliciiiooosssoooo…hhuuummm…
ANÃ RITA (ri) – Ainda bem, querida! Come mais.
INÊS – Depois desta comezaina toda, acho que vou ter que ir dar uma voltita.
DIANA (sorri) – Nós igual.
JANDIRA (sorri) – Estávamos mesmo a falar nisso.
GISELA (sorri) – Já há muito que não fazíamos um piquenique destes.
TODAS (sorriem) – Nós igual…
LUA – Ainda bem que não está calor a mais,…está quente, mas já esteve pior.
TODAS – Sim.
PATRICIA – Este sítio é mesmo fantástico.
NATASHINHA – Ainda não tinham vindo aqui?
TODAS – Não.
NARRADORA – Alguns servem – se segunda vez. No fim, já atestados, arrumam as coisas que são para o lixo num saco plástico.
DIANA (sorri) – Quem nos acompanha numa voltinha a pé?
BONECAS (sorriem) – Nós.
PEDRINHO – Eu vou nanar.
NARRADORA – E assim é! As meninas vão dar uma volta a pé com as dançarinas e as anãzinhas, os anõezinhos e os rapazes ficam a dormir uma soneca. Pedrinho não se esqueceu da chupeta. As meninas andam pelo parque sem pressa, a apreciar, param, conversam, tiram fotos, riem…A Francisca está a fazer um colar de flores. Elas param.
GISELA – Olá…!
FRANCISCA (sorri) – Olá, comeram bem?
TODAS (sorriem) – Sim, e tu?
FRANCISCA – Também. Os meninos?
XANINHA – Ficaram na preguiça.
(Riem)
FRANCISCA – Vão dar uma volta, ou querem fazer comigo uns colares de flores…?
NARRADORA – As anãs grandes vão dar a volta, e as meninas ficam todas a fazer colares de flores com a Francisca. Enquanto enfiam as muitas flores, de muitas cores, formatos e tamanhos, conversam animadamente umas com as outras, riem, e pouco depois aparecem os meninos com uma bola.
PEDRINHO – Olá…podemos soga á bola?
FRANCISCA – O que é que ele disse?
XANINHA – Esse galego perguntou se podem jogar á bola.
FRANCISCA (sorri) – Áh, sim, claro! Ali naquele campo.

NARRADORA – Olhem que relva fantástica! Dá gosto…até apetece dormir ali…(sorri).
HUGUINHO – Não querem jogar meninas?
TODAS (sorriem) – Para já não.
HÉLDER – Depois apareçam!
TODAS (sorriem) – Está bem.
NARRADORA – Os cães vão com eles, para um campinho próprio para jogar futebol. Estão todos contentes. Correm, descalços, chutam a bola, passam – na de uns para os outros, com alguns trambolhões e gargalhadas á mistura, resmungam uns com os outros, gritam golo. Quando as meninas acabam os lindos colares de flores, vão ter com os meninos, incluindo as dançarinas. Xaninha manda um sonoro assobio. Eles param a bola e olham para ela.
XANINHA – Podemos jogar também?
MENINOS (sorriem) – Sim.
NUNINHO (sorri) – Volei…
TODAS (sorriem) – Está bem.
NARRADORA – Fazem todos uma grande roda, e passam a bola de uns para os outros, sem deixar cair, há algumas quedas pelo meio, e gargalhadas, incentivam – se uns aos outros, batem palmas, formam mesmo equipas, e como são muitos, jogam á vez, os que assistem torcem pelos outros, riem, mandam piadas, gargalhadas com os trambolhões, saltam, batem palmas, Xaninha é o árbitro por causa dos seus potentes assobios. Todos riem de cada vez que ela assobia e que grita com eles, marca faltas…estão divertidíssimos. Os póneys também querem jogar, e os anões. Conclusão: todos jogam, e divertem – se muito. Os póneys correm e chutam a bola, e fazem muitos outros jogos uns com os outros. Até os anões crescidos e anãs participam e estão felizes. Quando já estão cansados e cheios de calor, Francisca serve a todos um delicioso lanche, recheado de coisas boas, como limonadas frescas e outros sumos de fruta natural, pães e broas caseiras; queijo e manteiga caseira; chá; leite de vaca; fiambre; bolachas…cada um come o que mais gosta, e há muitas conversas cruzadas, gargalhadas, os póneys também tem direito a um lanche reforçado, e os cães igualmente. Francisca faz – lhes companhia e ri – se bastante com eles. Foi uma tarde excelente que passaram, e um piquenique muito agradável. Ao fim da tarde agradecem á Francisca, dão 2 beijinhos e voltam para a praia, com a promessa de voltares outro dia. Na praia, ainda estão com as sereias um bocado, e ainda uns mergulhos quase á noite no mar. Após uma banhoca recuperadora, vestem uma roupa mais quente, comem só uma sopa, e os bonecos da Luciana vão ter com os da Lara, para tocar instrumentos. Estão muito entretidos e divertidos, até que aparece mais um casal de formigas:
A Sra Mimosa e o Sr Musarico, que vem de um passeio nocturno. Assustam – se com o barulho.
SRA MIMOSA – Querido…o que é isto?
SR MUSARICO – Não sei, querrida…mas parrece – me um bando de barrulhentos, mas não os conhecço…
SRA MIMOSA – De onde é que saíram…?!
SR MUSARICO – Não sei,…parrecem hippies…
SRA MIMOSA – Falamos com eles, ou achas que nos vão fazer mal?
SR MUSARICO – Falamos com eles…não me parrecem maus,…!
NARRADORA – Eles nem precisam de falar. O palhacinho de Xadrez, o
palhacinho de Pano, o palhacinho de corda e o palhacinho Papilon, circundam – nos a tocar vários instrumentos, com um grande sorriso.
SRA MIMOSA (assustada) – Ai, valha – nos…
PALHACINHOS (sorriem) – Boa noite!!!
SR MUSARICO (sorridente) – Boa noite!!!
PALHACINHO PAPILON (sorri) – Bem vindos!
SRA MIMOSA (resmunga) – Bem vindos porquê? Nós vivemos aqui quase ao lado…
PALHACINHO DE PANO (sorri) – Venham divertir – se connosco!
SRA MIMOSA (zangada) – O quê? Mas que ousadia! (p.c) Além de barulhentos e de terem aparecido sabe – se lá como, ainda gozam connosco! (P.C) Francamente…!(p.c) Eu com esta idade divertir – me com jovens…! Onde é que já se viu…!
PALHACINHO DE CORDAS – Por favor…não seja mazinha…nem se reduza…!
PALHACINHO DE XADREZ – A idade não interessa para nada. Vai ver que vai sair daqui outra.
NARRADORA – Os instrumentos voltam a suar, e o Sr. Musarico deixa – se contagiar pela simpatia dos bonecos, acompanhando – os na dança. A Sra Mimosa, quase sem dar por isso, também começa a dançar com os palhacinhos, com as barriguitas que os rondam com sorrisos e a dançar. O  Sr Musarico está divertidíssimo, e dá gargalhadas. Chegam os anões com os filhotes e também dançam, a Sra Mimosa está feliz, e dança lindamente, toda elegante. Só faltam as dançarinas para completar a festa…! (P.C) Olhem…parece que me ouviram! Lá estão elas…! Cumprimentam alegremente os bonecos e dão um espectáculo de dança, com os bonecos. Há muita música, gargalhadas, o casal das formigas também dançam um com o outro, trocam de pares, variam bastante o estilo de musicas que tocam, até quase de manhã. E os anões aguentam até ao fim. Antes de ir embora, a Sra Mimosa, diz aos bonecos, com 1 grande sorriso e feliz:
SRA MIMOSA – Aaaaiiiii…parece que rejuvenesci uma camada de anos! Muito obrigada queridos, e desculpem ter ralhado convosco.
TODOS (sorriem) – Não faz mal…
XANINHA (sorri) – Está a ver…?! Os nossos amigos tinham razão.
SRA MIMOSA (ri) – Sim, toda a razão. Adorei! Vocês tocam lindamente.
TODOS (sorriem) – Obrigada.
SR. MUSARICO – Onde estão aquelas meninas lindas…jeitosas,…? Que dançaram…
NATASHINHA – Estão ali, a refrescar – se.
SR. MUSARICO – Querria felicitá – las….
NATASHINHA (sorri) – Elas vem já aqui…
NARRADORA – As dançarinas vão ter com ele, eles dão – lhes os parabéns, falam mais um bocadinho, e quase com o sol a nascer vão dormir.
             
                  11º dia…

NARRADORA – Dormem durante a manhã toda. No fim do almoço, as meninas vão ver uma feira de artesanato com as dançarinas. Os meninos ficam a jogar á bola e a brincar na areia. As meninas ficam deliciadas com a feirinha e compram muitas coisas. Quando voltam á praia, recebem um convite tentador.
SEREIA VENTO (sorri) – Olá queridos…querem vir dar um mergulhinho?
TODOS/AS (sorriem) – Siiiiiiiiiiiiiimmmmmmmm…!!!!!
NARRADORA – As sereias dão umas máscaras de oxigénio aos bonecos, e eles mergulham  nestas lindas águas.
Debaixo de água, vêem maravilhas que não tinham imaginado. Peixes de muuitas formas, muitas plantas aquáticas, lindos corais, conchas, estrelas do mar, cavalos marinhos, polvos, os golfinhos que passeiam com eles, e com as sereias, muitas pedrinhas de todos os tamanhos, cores e formatos, conchas, búzios, algas enormes e coloridas, a areia é branca e fofa, eles até se sentam nos bancos de areia a ver a paisagem.
Mas agora…a maior surpresa de todas… um castelo aquático…lindo! Os bonecos nem querem acreditar…! As sereias deixem para quando eles entrarem no castelo, tirarem as máscaras. Eles tiram, e entram, onde podem respirar á vontade sem máscara.
Logo á entrada, aparecem três lindas princesas: VAN, CACAU e MICAS.   
SEREIA TROVÃO (sorri) – Olá…
AS TRÊS (sorridentes) – Olá…
NARRADORA – Van, é muda. Cacau e Micas são extrovertidas, simpáticas e brincalhonas. Van circunda os bonecos, olha – os de cima a baixo, e sorri. Gesticula para as irmãs.
MICAS (sorri) – A minha irmã está a dizer que está feliz de vos receber aqui e que são todos e todas muito bonitos, e bonitas.
TODOS (sorriem) – Obrigada.
SEREIA GOLFINHO (sorri) – Meninas, vou apresentar – vos os nossos amigos…
NARRADORA – As sereias apresentam os bonecos, cumprimentam – nos com dois beijinhos.
AS 2 (sorriem) – Muito prazer…
CACAU (sorri) – Já lancharam?
TODOS (sorriem) – Não.
NATASHINHA – Hoje almoçamos muito tarde, ainda não temos fome.
MICAS (Sorri) – Venham, vou mostrar – vos o resto do palácio…
NARRADORA – Os bonecos seguem – nas. Começam a andar pela casa.
MICAS – Esta…é a casa de banho de serviço.
CACAU – Esta é uma mini – cozinha e salinha, dos empregados!
MICAS – Aqui, é o meu quarto.
TODOS/AS (sorriem) – Que lindo!
NARRADORA – Micas mostra o quarto todo, as roupas, as joias, as meninas ficam deliciadas, sorriem, comentam.
CACAU – Este é o meu,…
TODAS – Uaaaauuuu…
EUNICE (sorri) – Adorava ter assim um quarto só para mim!
CACAU (sorri) – Sim. Sinto – me muito bem neste quarto.
MICAS – E este é o quarto da minha irmã Van.
TODAS (sorriem) – Áááááááhhhhh…Fantástico…
RAFAELA (sorri) – Parece um quarto de sonho!
MICAS (sorri) – Sim…
CACAU (sorri) – Este é o dos meus Pais…
TODAS – Ááááááááhhhh…que espectáculoooo….
NARRADORA – Sobem umas escadas em caracol e vão ter a um sóton, transformado em quarto de visitas, com uma salinha de estar, muito aconchegante      
e confortável.
INÊS – Quem é que dorme aqui?
CACAU – Umas vezes são as nossas primas, e primos, tias, ou amigas…
MICAS – E nós, quando temos que estudar ou fazer trabalhos de grupo!
JANINHA – Vocês também tem escolas cá em baixo?
AS DUAS – Sim. Claro.
CACAU – Temos tudo aqui. Bem, vamos continuar,…?
TODAS (sorriem) – Sim.
HUGUINHO – Olha, nós ficamos aqui á vossa espera está bem?
CACAU (sorri) – Sim, á vontade…
XANINHA – Nada de asneiras meninos…
NARRADORA – Os meninos ficam na sala, as meninas seguem as princesas.  Param nesta salinha de chá, pequenina, mas confortável e aconchegante. Ficam maravilhadas.         
CACAU – Meninas…sentem – se á vontade um bocadinho. Vamos buscar almofadões para se sentarem…
(As princesas distribuem os almofadões pelas meninas. Sentam – se todas)
MICAS – Vou pedir á Carla e á Mercúrio para trazerem um chazinho e uns deliciosos bolinhos caseiros…para lancharmos e conversarmos um bocadinho.
NARRADORA – Cacau e Micas levantam o telefone e pedem ás filhas das empregadas, amigas delas também, o chá e os bolinhos. Enquanto esperam, falam e riem animadamente umas com as outras.
Carla e Mercúrio vão levar os bolinhos e o chá e leite aos meninos, e depois ás meninas. As princesas apresentam as amigas às bonecas, e as bonecas a elas.
CACAU (sorri) – Sentem – se também aqui connosco.
XANINHA – Olha, foste ver os meninos?
MERCURIO (sorri) – Sim.
NATASHINHA – O que é que estavam a fazer?
MERCURIO (sorri) – Andavam a correr uns atrás dos outros, e a jogar ao esconde, uns andavam a gatinhar…agora ficaram a comer e a ver televisão.
CARLA (sorri) – São todos tão fofinhos.
NARRADORA – Elas riem, enquanto comem e bebem, falam animadamente.
XANINHA (sorri) – Áhhhh…estes bolinhos estão deliciosos.
RAFAELA (sorri) – Sim, também acho.
CARLA (sorri) – São muito fáceis de fazer…depois se quiserem damos – vos a receita.
TODAS (sorriem) – Sim.
MERCURIO – Fizemo – los de tarde.
CARLA – E vocês…vieram da superfície?
TODAS (sorriem) – Sim.
PIPOCA – Conheces?
MERCURIO E CARLA – Mal…
CARLA – Muito pouco.
MERCURIO – As sereias falam muito de vocês.
(Sorriem. Pedrinho bate á porta. Mercúrio abre, sorri, pega nele ao colo, ele sorri, pendura – se nela, e dá – lhe beijinhos)
MERCURIO (ri) – Ai, que lindo!
XANINHA – Que mimalho.
MERCURIO (sorri) – Queres alguma coisa, fofinho?
PEDRINHO (sorri) – Qué…leite…mai leite…
JÉSSICA (ri – se) – Fala direito, galego…! Senão ninguém te entende.
MERCURIO (a rir) – Eu percebi! Queres mais leite não é?
PEDRINHO (sorri) – Sim…!
NARRADORA – Mercúrio pousa – o no chão e dá – lhe mais um copo de leite.
JÉSSICA – Pedrinho…nada de asneiras!
(Pedrinho murmura baixinho, sem se perceber o que diz).
PEDRINHO – Obidada! Bo binca mais 1 bocadinho
TODAS (sorriem) – Até já.
PEDRINHO – Té sá…!
NARRADORA – As meninas falam mais 1 bocado, e vão conhecer o resto do castelo: cheio de quartos fantásticos, lindos e confortáveis, casas de banho, salinhas e salões, jardins interiores, as duas meninas da cozinheira dão a receita dos bolinhos do lanche ás bonecas, e com pena…voltam a pôr as máscaras de oxigénio, reúnem os meninos todos e voltam á superfície, perfeitamente deliciados com a beleza aquática e daquele castelo. Já está quase a anoitecer. Hoje querem deitar – se cedo porque estão cansados da noitada anterior. Tomam a banhoca, jantam juntos na tenda dos bonecos da Luciana, 1 bocadinho, e o João-pestana chega cedo! Dão dois beijinhos de Boa Noite e deitam – se, até porque está frio, não dá gosto estar fora das tendas! Dormem a noite toda, até de manhã.

                           12º dia…

NARRADORA – O sol amanheceu! Os bonecos acordaram cedote. Tomam o pequeno almoço juntos e…eles ainda não sabem, mas hoje…vão ter…uma festa de anos…da anãzinha Rute, Estão a acabar de arrumar a mesa e aparece a Anã Rita.
ANÃ RITA (sorridente) – Bom Dia!
TODOS (sorriem) – Bom Dia!
NARRADORA – Pedrinho estende os bracinhos, a Anã Rita pega nele ao colo a sorrir, dá – lhe beijinhos nas bochechas, ele retribui.
XANINHA (ri) – Eu não acredito nisto!
ANÃ RITA (sorri) – Tão lindo!
(Os outros também a cumprimentam de beijinhos).
ANÃ RITA (sorri) – Olhem, têm alguma coisa programada para hoje?
TODAS (sorriem) – Não…
ANÃ RITA (sorri) – É que hoje a Rute faz anos, e queria convidar – vos para virem lá almoçar…de tarde vai haver um lanchito com uns amiguinhos e amiguinhas dela! Mas vinham lá almoçar…querem?!
TODAS/OS (sorriem) – Está bem!
ESTRELINHA (sorri) – Nós vamos com todo o gosto, mas veja lá se não é gente a mais!
ANÃ RITA (ri) – Não, querida. Se vos estou a convidar é porque quero que vão, senão não convidava.
TODAS (sorriem) – Está bem.
ANÃ RITA – E os outros vossos amigos também vão, avisam – nos quando acordarem?
TODAS (sorriem) – Sim.
INÊS (sorri) – Quase de certeza que vão.
ANÃ RITA (Sorri) – Mas ainda podem ir apanhar sol…ou passear...o que quiserem, até á hora do almoço.
TODAS (sorriem) – Combinado.
XANINHA – Não quer que levemos nada, Dona Rita?
ANÃ RITA (sorri) – Não, filha, só apetite. (Riem) Até já.
TODAS (sorriem) – Até já.
NARRADORA – A Anã Rita volta para casa dela. As meninas da Lara e da Luciana vão outra vez á feirinha de artesanato da praia, e cada uma compra uma prendinha para a Anãzinha Rute, enquanto os meninos ficam na praia a fazer construções na areia. Quando as meninas voltam, ainda apanham um bocado de sol, e falam animadamente com as sereias. Tiram fotos e batem palmas ás construções de areia dos meninos, brincam juntos com a bola dentro de água, com trambolhões, gargalhadas e mergulhos á mistura, e muitas conversas cruzadas. Perto da hora de almoço vão ás tendinhas preparar – se, vestem uma coisa mais decente e tirar a areia! Já está no ar uma deliciosa mistura de cheiros a diferentes comidas. Lá vão todos/as contentes para o almoço de aniversário da Rute. Cumprimentam – na alegremente, dão os parabéns e as prendas. Rute está eufórica e fica feliz com as prendas. Dá beijinhos a toda a gente, saltita e ri, bebem 1 limonada fresca, e sentam – se á mesa por ordem da Dona Rita. Comem coisas mesmo deliciosas, bebem, falam e riem bastante. No fim do almoço, aparecem as dançarinas, que vão animar a festa, Os bonecos da Lara e da Luciana vão tocar instrumentos, estão a afiná – los e a combinar alguns toques para ficarem mais coordenados: quando os amiguinhos da Rute chegam, os bonecos dão um espectáculo de musica com uma grande variedade de instrumentos e de estilos de musica. As dançarinas dão um espectáculo de dança acompanhadas pelos bonecos. A animação é total. Todos dançam alegremente uns com os outros, cantam, batem palmas. No fim da musica, brincam todos juntos com a bola,, em roda e passam de uns para os outros sem deixar cair ao chão. Quando algum deixa cair tem que fazer uma brincadeira qualquer, como por exemplo imitar um animal, ou fazer alguma coreografia. Há muitas gargalhadas e ninguém fica chateado quando tem que fazer isso, por deixar cair a bola. A Dona Rita e as outras senhoras estão na cozinha a preparar as coisas para o lanche. Os coelhinhos também brincam com os bonecos, e as dançarinas. Fazem outros jogos, e vão á praia, mandados pela Dona Judite, que diz que é uma surpresa….! Huuummm…o que será? (P.C) Até eu estou curiosa! (P.C) Olhem…os golfinhos e as sereias estão muito agitados na água…porque será?! (p.c) está tudo em pulgas! (p.c) as lindas sereias e os golfinhos escrevem com os seus corpos na água, juntos e de mãos dadas, em muitas posições, as palavras: «parabéns», »Rute»; «muitas», «felicidades». Rute está feliz e sorridente, salta e ri de alegria, todos batem palmas, e eles vem á costa, quase á areia para lhe dar beijinhos.
RUTE (sorri) – Que lindos! Muito obrigada!
SEREIA TROVÃO (sorri) – que bom que gostaste e que estás feliz!
SEREIA VENTO (sorri) – Sim, e rodeada de amigos muito queridos.
RUTE (sorri) – Sim, é verdade! Mas vocês também estão incluídos na lista dos meus melhores amigos como eles!
(Sorriem)
SEREIA GOTADEÁGUA (sorri) – Temos prendinhas para ti…!
RUTE (sorri) – Ááááááááhhhh…a sério?
SEREIAS (sorriem) – Sim!
NARRADORA – As sereias oferecem – lhe lindos colares, fios, brincos, e aneis feitos com coisas do mar. Ela está radiante, vê logo todos, experimenta tudo com risos, e agradece. As bonecas também estão encantadas com as coisas que Rute recebe. Brincam todos juntos na praia, com as sereias e com os golfinhos á bola, correm, riem, saltam, formam várias equipas e jogam volei, Xaninha é sempre o árbitro por causa dos seus assobios sonoros, todos riem, equipas mistas. Os que ficam a ver aplaudem, incentivam, batem palmas, gritam, e divertem – se muito, Chega a hora do lanche. Estão cheios de calor, ao voltarem a casa da Anã Rute, todos se refrescam na fonte, e bebem bastante. Claro, também comem bastante…não admira, depois de tanta brincadeira, e correria estão cheios de fome. A decoração da mesa está fantástica, e no fim o que sobra são muitas migalhinhas. Cantam os parabéns e quase á noite comem 1 fatia de bolo, depois de mais brincadeiras e animação. A festa termina á noitinha, já todos cansados e com sono. Os bonecos vão logo deitar – se. De madrugada acordam com fome, e juntos comem uns pães com leite, falam e riem um bocadinho, os bonecos da Luciana continuam a dormir, e os da Lara voltam para as suas tendinhas, dormem até de manhã.

                             13º dia…

NARRADORA – Bom Dia! Hoje acordaram mais tarde do que ontem. As férias estão quase a acabar, e eles querem voltar àquele parque lindo onde estiveram com a Francisca. E é mesmo isso que vão fazer. Outro pique – nique mas desta vez só os bonecos da Lara e da Luciana. Preparam tudo, misturam as coisas de comida e de bebida, levam tudo o que é necessário, e vão todos juntos a esse lindo parque. A menina borboleta recebe – os novamente, e Francisca manda – os para outro recanto verde:
Ficam sentados á sombra. Instalam – se confortavelmente, espalham as coisas, ligam o rádio, e falam muito animados uns com os outros enquanto comem e bebem, riem bastante e tiram fotos, No fim do almoço, arrumam tudo, deitam – se um bocadinho e dormem uma soneca. Quando acordam, cheios de energia, deixam as coisas naquele sitio e vão todos juntos passear pelo parque, sem pressa, a apreciar a paisagem, param, brincam uns com os outros e falam, Francisca solta os póneys, que correm alegremente de 1 lado para o outro, cumprimentam os bonecos e brincam com eles. Francisca põe musica muito alta, e os póneys desfilam, dançam, fazem coreografias guiados pelas instruções da Francisca, os bonecos assistem sentados. Cada póney faz coisas diferentes, todos com muita elegância. Os bonecos batem palmas, riem, incentivam os póneys brincam com bolas, saltam obstáculos, dançam, e desfilam ao som das musicas acompanhadas pelas palmas dos bonecos. Depois, são os bonecos que tocam instrumentos e os póneys fazem habilidades ao som das musicas. É um espectáculo lindo. Voltam a brincar á vontade todos juntos com os póneys, e Francisca também: saltam á corda, passeiam de póney, bebem limonadas, brincam, jogam á bola, lancham com Francisca e quase á noitinha voltam para as tendinhas. Jantam todos juntos e divertidos. No fim do jantar recebem uma visita inesperada…
TODAS (sorridentes) – O mááááááággggiiiiiiiiiiccoooooooo…
NARRADORA (sorri) – Olhem para elas…estão tão felizes que as bochechas até dão luz! E um sorriso de orelha a orelha.
MÁGICO (sorri) – Boa Noite!
NANDA (sorridente) – Que surpresa tão agradável.
SKYLA (sorridente) – Vieste visitar – nos?
LUA (sorridente) – Que honra!
MÁGICO (sorri) – Vim convidar – vos para assistirem ao meu espectáculo desta noite, na praia, e para participarem…!(p.c) em vez de pôr musica do rádio, estão vocês a tocar ao vivo…! (p.c) vocês importam – se? (p.c) em cada truque, vocês tocam uma musiquinha…sei lá…pode ser só um sonzinho para acompanhar,…
NARRADORA (sorri) – Uauuuuu…mas é claro que elas aceitam, querido mágico…! (p.c) és tão lindo! (p.c) quase nem precisavas de perguntar. Queres ver?!
TODAS (sorridentes) – Claro que não nos importamos.
MIMI (sorri) – Vai ser lindo!
MÁGICO (sorri) – Sim. Acho que sim! Nunca tive musica ao vivo, mas para ser diferente.
NANDA (em pulgas) – Tocamos tudo o que tu quiseres.
JANINHA (sorri) – Agora temos mais um novo amigo: o Papilon.
PAPILON (sorri) – Olá! Muito prazer! (aperto de mão)
JÉSSICA (sorri) – Ele também toca muito bem qualquer instrumento.
MÁGICO (sorri) – Boa! Quanta mais variedade melhor.
PIPOCA (sorridente) – É preciso levar uma roupa mais fina…mais chique?
MÁGICO – Não! (p.c) Vocês estão todas lindas assim.
NARRADORA – Elas abrem um grande sorriso e combinam com o mágico algumas coisas. Estão felizes e orgulhosas, vaidosas, eléctricas, riem, há conversas cruzadas, risos e vão para a praia com o mágico. Ele faz a distribuição das bonecas e dos bonecos pelo palco e pelos diversos instrumentos. Elas fixam os olhos no mágico e está tudo apostos. Começa a chegar muito público. O palco está com a cortina fechada. Começam a soar os primeiros acordes de música, abrem – se as cortinas, todos batem palmas, e estão surpresos. E acontece um lindo espectáculo de magia, com muitas luzes de muitas cores, brilho, truques fantásticos acompanhados pela musica tocada pelos bonecos.
Indescritível. Batem muitas palmas. No fim, o mágico felicita todos, está maravilhado com o resultado. Falam todos com o mágico bastante tempo e combinam que quando a Lara e a Luciana saíssem para fim de semana, ou outros dias, encontrarem – se com ele para fazerem o seu espectáculo. Eles ficam felizes e aceitam de imediato a proposta. O mágico fica com os contactos de todos/as, e elas com o dele. O mágico está bem com eles, mas tem que ir descansar. As bonecas estão tão fora delas com a alegria do que aconteceu, que os meninos vão dormir, e elas, mesmo de pijamas ficam fora das tendas, sentadas na manta, a beber chá e a falar animadamente umas com as outras, a rir, até quase de manhã.
  
                         14º dia…

NARRADORA – De manhã, as bonecas ficam a dormir, os bonecos vão na mesma para a praia depois de tomar o pequeno almoço, brincar uns com os outros. As dançarinas convidam os bonecos e bonecas para irem almoçar a casa delas. Quando as bonecas acordam lá vão contentes para a casa das dançarinas. Diana também vai. Cumprimentam – se todas alegremente. As dançarinas estão a cozinhar um prato delicioso.
ESMERALDA (sorri) – Sentem – se! Fiquem á vontade! Está quase pronto!
JENNINFER (sorri) – Huuuuummmmm…só este cheirinho já me deixa com água na boca.
NICOLE (sorri) – Sim! Quando provarem ainda vão gostar mais.
PATRICIA (sorri) – No fim, se gostarem damos – vos a receita.
TODAS (sorridentes) – Sim.
NÁRA – Querem ajuda?
TODAS – Não, obrigada.
ANGELA – Vão tirando esses croquetinhos, se quiserem,…rissóis…pão…azeitonas…
ANA PAULA – É tudo produtos caseiros!
JANDIRA – Sim!
NARRADORA – Falam alegremente umas com as outras enquanto comem aperitivos.
MARIA JOÃO (sorridente) – Está pronto.
NARRADORA – Elas põem na mesa.
ESTÉR – Sirvam – se á vontade!
NARRADORA – Cada um serve – se do que quer, há muitas conversas cruzadas e gargalhadas, comem com gosto, tiram fotos, trocam contactos, as dançarinas dão a receita. No fim, vão todos juntos para a praia, as dançarinas também, onde passam o rtesto da tarde com as sereias, e golfinhos. Mais tarde aparecem também os anõezinhos. Brincam todos juntos dentro e fora de água, mergulham, brincam com as sereias, e estão um bocadinho tristes porque no dia a seguir tem que ir embora. Por um lado não se importam porque já tem saudades da Lara e da Luciana, e sabem que brevemente vão encontrar – se de novo, se não for naquela ilha, noutro sitio qualquer, mais perto. Não se esquecem uns dos outros, nem deixam de ter contacto. Jantam todos juntos, e no fim arrumam o que já não precisam. Pegam nos instrumentos e para afastar a tristeza tocam variadamente, vários tipos de musicas, dançam alegremente, cantam, batem palmas, os casais de formigas voltam a aparecer com os filhos e netos, irmãos…os anões também vão lá um bocadinho, os passarinhos fazem acompanhamento com os seus chilreios ao som da musica e também dançam, bebem várias vezes água, e já de madrugada vão dormir.

                         15º dia…

NARRADORA – Os bonecos acordam, tomam o pequeno almoço, divertidos, arrumam tudo, com a juda dos anões na carrinha da Natashinha, abraçam e dão beijinhos aos anões. Os anões desejam boa viagem, eles agradecem.
TODOS/AS (sorriem) – Até breve! Obrigada…
NARRADORA – Os bonecos prometem voltar em breve e que mandam noticias. Xaninha confirma se estão todos na carrinha, e faz a chamada. Está tudo. Natashinha liga a carrinha, manda ret – aires, os bonecos da Luciana seguem atrás deles, ainda vão estar com eles até Lara e Luciana chegarem, á noite. Vão contentes, a falar e a rir uns com os outros, a recordar as brincadeiras e os espectáculos, as novas amigas,…tudo! O palhacinho Papilon vai com eles, feliz! Ao chegarem a casa, arrumam tudo, estão todos juntos na casa dos bonecos da Lara e depois de uma tarde divertidíssima, os bonecos da Luciana teletransportam – se para casa deles. Quando Lara e Luciana chegam a casa está tudo na mesma…fazem uma grande festa ao reencontrarem – se com os seus bonecos favoritos, e eles igualmente felizes de as ter de volta. Meiguinhas e atenciosas com eles, como sempre! Como verdadeiras Mães. Enquanto elas vão ao banho, os bonecos segredam:
BONECOS – É bom estar de volta! (p.c) Até Breve!
XANINHA (sorridente) – Boas férias para todos, e não se esqueçam de pôr a imaginação a trabalhar…e…de brincar connosco!
BONECOS – Beijinhos…!!!!!
(Piscam o olho)

                                    FIM!!!!
                                     Lálá
                                   2006/2007