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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Todos amigos!

 

TODOS AMIGOS

PERSONAGENS

UMA PRINCESA

UMA BAILARINA 

UM CÃO 

UM PÁSSARO 

UM CORAÇÃO 

UMA BONECA 

UM PALHAÇO 


        Era uma vez uma princesa que foi passear com o seu cãozinho e encontrou um pássaro, que foi para o castelo. No castelo vivia a princesa com a sua família, um coração, e no jardim uma bailarina muito amiga da princesa, com quem brincava muito. 

        O coração sentia-se muito sozinho e saiu do castelo para fazer amigos. Na floresta encontrou uma linda boneca, que fugiu do palhaço porque tinha medo dele e porque não sabia que o palhaço era amigo e fazia rir.

O coração gostou tanto da boneca que a levou consigo para o castelo da princesa. Quando a princesa vê o coração com a boneca ela diz:

PRINCESA - Ei…este é o meu castelo! O que estás aqui a fazer?

E depois o coração diz:

CORAÇÃO - Gostei muito da boneca, ela estava sozinha, e eu trouxe-a comigo! Não te importas pois não?

PRINCESA - Importo – me!

BAILARINA – Eu nunca vi uma boneca no Castelo, nem um coração…

PÁSSARO – Óh! Nunca vi uma bailarina tão bonita no jardim.

BONECA – Não deixem entrar aquele palhaço!

TODOS – Que palhaço?

O palhaço aparece na janela do castelo, e diz:

PALHAÇO – Olha a minha boneca!

A boneca grita, o cão começa a ladrar, o pássaro aparece também à janela e diz:

PÁSSARO – A boneca não é tua.

PRINCESA – Calma…a boneca pode ser amiga de todos e todos podemos no meu castelo.

PALHAÇO – E que tal se fizermos uma festa?

O cão começa a ladrar e aos saltinhos.

TODOS – Siiiiiiiiiimmmm!

O palhacinho começa a fazer brincadeiras, e todos se riem. Depois da brincadeira, o pássaro pergunta:

PÁSSARO - E a boneca vai ficar aqui?

PRINCESA – Sim!

TODOS – Sim! Viva…

E todos vão dar um passeio! Nesse passeio, a princesa casa com o coração. O cão ficou cheio de ciúmes e triste, porque ele é que gostava de casar com a Princesa, mas era só um sonho…e ficam na mesma, todos amigos. Viveram felizes para sempre.

Fim

Lara Rocha (+ meninos e meninas que a escreveram comigo, de um colégio, do pré escolar, que inventaram as personagens, os diálogos, e representaram para os séniores)

Inesquecível a felicidade das crianças e ainda mais dos séniores

Outubro/ 2015


quinta-feira, 14 de maio de 2015

O CONQUISTADOR DE MAIO

          Era uma vez uma aldeia muito grande, longe das cidades, com muitos habitantes, que não tinham dinheiro a mais, mas eram muito boas pessoas. Era uma aldeia cheia de história, e mistérios, recheada de belezas naturais, como as cascatas, grutas, flores, e pássaros raros muito bonitos.
Além de todas as surpresas da Natureza, os visitantes ainda eram simpaticamente recebidos pelos habitantes mais velhos que adoravam companhia, e eram excelentes guias turísticos.  
Para dar a conhecer a aldeia, até ofereciam água das minas, chás e biscoitos para quem queria, e fruta da época. Os visitantes não resistiam a tantas coisas boas, e compravam mesmo tudo o que eles vendiam. Muitos dos habitantes era disso mesmo que viviam.
Enquanto os mais velhos caminhavam com os visitantes pela aldeia, contavam as suas aventuras, brincadeiras e travessuras de quando eram mais novos, nesses espaços, e histórias da própria aldeia.
            De todas as histórias da aldeia, a que mais gostavam de contar, era uma muito especial que deixava os adultos mais românticos, emocionados e a sonhar acordados. A história do conquistador de Maio.
            Era a história de como as cerejeiras da aldeia tinham aparecido lá, em sítios que pensavam não ser possível nascer qualquer flor, quanto mais cerejeiras ou outra árvore de fruta qualquer. A realidade é que elas estavam lá e davam cerejas de fazer crescer água na boca.
            Eles contavam que há muitos, muitos anos atrás… nessa aldeia…viveram reis e rainhas com os seus pequenotes uma vida cheia de riqueza, no castelo que ainda existia, e foi reconstruído por um grupo de estudiosos de história, tal e qual como era na época.
            No mês de Maio desse ano, numa noite quente, em que o vento forte trazia atrás de si chuva e trovoada, as princesas estavam à janela dos seus quartos à procura da Lua que estava escondida atrás das nuvens, e das estrelas.
Não viram nem a Lua nem as estrelas, mas viram uma sombra que parecia ser um cavalo com o cavaleiro. Como estava escuro ficaram assustadas, e foram para os quartos.
Os olhos delas tinham a sua razão…era uma sombra, mas ao mesmo tempo era um belo jovem rapaz, alto, de capa preta que ia montado no seu cavalo de uma longa viagem e parou ali para descansar.
No dia seguinte, as princesas voltaram à janela, e chovia e trovejava muito, o pobre cavaleiro estava encharcado a dormir encostado a uma árvore de tronco largo e grosso, com ar muito cansado e o seu elegante e belo cavalo também ao seu lado, enroscado nele para o aquecer e proteger.
Os guardas do castelo ficaram com muita pena dos dois, e foram levar a notícia aos reis. Os reis mandaram-nos levar o cavaleiro e o cavalo para um dos quartos que estava vazio no castelo.
Os guardas acordaram o rapaz e o cavalo, e convidaram-nos a ir para o quarto. Os dois aceitaram, tomaram um belo pequeno-almoço, digno de reis, o rapaz pôs a capa a secar, tomou um banho quente e vestiu uma roupa seca. O cavalo teve a mesma sorte, e fez num instante uma série de novos amigos, todos os outros cavalos do castelo.
O rei mandou-o chamar, e as princesas ficaram todas apaixonadas pelo rapaz, que era mesmo bonito, simpático e delicado com as meninas. Todas as meninas quiseram tornar-se amigas dele.
Ele também as achava muito bonitas, mas como gostava de todas, decidiu ser só amigo delas, e não se apaixonou por nenhuma. Elas competiam entre si sem ele saber, para ver de quem ele gostava…cada uma achava que o rapaz estava apaixonado por si.
Uns dias depois, o rei mandou o rapaz embora porque achava que ele estava a fazer mal às meninas, já nem estavam a ser amigas umas das outras, e porque ele era muito pobre…não podia ser para aquelas meninas. E o rapaz obedeceu, triste. Agradeceu, e saiu do castelo.
O seu cavalo e os outros cavalos ficaram muito tristes, mas prometeram uns aos outros, voltar a encontrar-se em breve. Como ele era pobre, não deixou nada, nenhum presente para elas.
As meninas ficaram muito tristes e chorosas quando souberam na manhã seguinte que ele tinha ido embora, mas como ele era muito pobre, a tristeza das meninas passou depressa…elas não queriam um namorado pobre.
Nesse mesmo mês, mas no ano seguinte, o rapaz voltou à aldeia e deixou na janela dos quartos das meninas um saquinho de veludo com alguma coisa lá dentro. Elas ficaram muito surpresas, abriram o saquinho a pensar que era um anel de diamantes ou mesmo pedrinhas preciosas, mas só viram caroços que pareciam de fruta.
Ficaram tão zangadas e desiludidas, aos gritos, e a chorar, que atiraram todos os caroços pela janela fora com toda a sua força e o mais longe que podiam. Estes espalharam-se por toda a aldeia, por muitos sítios.
Uns tempos depois, começaram a aparecer cerejeiras de forma misteriosa, que deram belas cerejas como as que existem hoje lá na aldeia. Contam eles que quando as cerejeiras ficaram em flor, as princesas viam a sombra do rapaz e ouviam o seu cavalo a relinchar durante todo o mês de Maio.
Elas perceberam que afinal os caroços que estavam à sua janela, não eram diamantes, nem pedras preciosas, mas era tudo o que o rapaz tinha para lhes dar, além da amizade.
Enquanto havia cerejas na aldeia, o rapaz estava lá, e as meninas encontravam-se com ele, sem os reis saberem, porque ele era pobre, não tinha diamantes para oferecer, mas tinha um coração maravilhoso e um sorriso que encantava as meninas. Passavam belos momentos juntos.
Dizem que foi assim que nasceram aquelas cerejeiras da aldeia naqueles lugares estranhos e de forma espontânea, quase mágica. Ficou conhecido como o conquistador de Maio, porque visitava a aldeia no mês de Maio.
Se aconteceu mesmo assim ou não, ninguém sabe dizer, mas todos adoram esta história.

FIM
Lálá

(14/Maio/2015)