A cada desilusão, a cada ilusão que criamos, a cada tristeza que sentimos. A cada perda, cada derrota, cada abandono...cada doença, a cada maldade, a cada injustiça...lançamos um pedaço de gelo para o nosso coração.Umas vezes grande, outras vezes pequeno, mas é sempre uma pedra de gelo!Uns pedaços derretem, outros não! Uns transformam-se em lágrimas, outros ganham ainda mais força, peso e espessura.E quanto mais gelo acumulamos mais pesados ficamos. E mais frios somos. Quem pode desfazer os cubos de gelo? Talvez...Cada um de nós, alguém, ou nunca os desfaremos. Mas mais cedo ou mais tarde, o gelo torna-se visível Mais gelado, mais duro. E nós? Em que nos transformamos? Em nada a não ser...Gelo!As lágrimas que caem dos nossos olhos, umas vezes são chuva fria, outras vezes são água do mar. Umas vezes são águas limpas, outras vezes, águas poluídas. Umas vezes transportam alegria outras vezes tristeza.Outras saudades de bons momentos, de pessoas especiais, outras, muitas outras coisas. Mas todas lavam a alma, e desatam os nós que às vezes apertam tanto tempo a garganta E o coração. Cada gota de orvalho brilha com os raios de sol.Cada gota de orvalho é um brilhante oferecido pelos anjos. Cada gota de orvalho conta um desgosto da terra, uma dor, por cada crueldade do homem. Em cada gota de orvalho pode também brilhar um olhar ou um sorriso feliz. Cada gota de orvalho é um lindo mistério, um toque mágico, uma promessa boa, um bom presságio, pelo menos, de um momento de paz! Enquanto vemos uma gora de orvalho a brilhar com o sol.Fim
Lara Rocha
16/4/2021
Histórias infantis, para crianças, adolescentes, e adultos, peças de teatro e monólogos
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sexta-feira, 16 de abril de 2021
monólogo: gelo, chuva fria e gotas de orvalho
Os livros são uma arte
Os livros são uma arte! Uma arte em forma de palavras e imagens. A arte de fazer sonhar, de ensinar, aprender, conversar, crescer, brincar, rir, chorar, corar, imaginar, viver. Ter livros é ter amigos...Ler livros é como viajar. Como se estivéssemos numa aula particular, num consultório de psicologia, num filme, num teatro.
Com eles podemos chegar a milhares de sítios / espaços diferentes, novos povos, novas raças, costumes, tradições diferentes das nossas, sentir coisas novas, como se estivéssemos a vivê-las…ver a natureza, o espaço, sem sair do lugar.
Podemos falar com eles, umas vezes baixinho, outras vezes alto…Ou até escrevendo o que achamos. Sem nunca sermos criticados ou gozados, por isso, eles também são uns grandes confidentes e ensinam – nos muito, contam – nos segredos. Mostram-nos o que somos, e que não estamos sozinhos, porque somos únicos, mas há muita gente à nossa volta que é como nós!
Gostamos tanto de alguns livros, que se pudéssemos dormíamos com eles, não era? Por tanto que nos fazem sonhar de olhos abertos, pelas imagens, pela mensagem, pelas personagens ou por tudo!
Com eles conhecemos novas pessoas, percebemos que nem todos somos bons, e nem todos somos maus, somos bons e maus. Nas histórias, e na vida real. Até parece que ao lê-los, as pessoas de quem os autores falam, saltam dos livros…conseguimos vê-las, sentir a presença delas, libertar algumas emoções e eles despertam – nos outras!
Podemos interagir com elas! Através das palavras às vezes até parece que os autores nos fazem um raio – x ao corpo e principalmente à alma. Ou que leem os nossos pensamentos.
Os livros são tesouros! Deviam ser todos bem tratados, mas alguns não têm muita sorte! Os que são bem tratados, devem sentir – se lisonjeados, felizes. É maravilhoso ter livros e ler livros, andar com eles, senti-los, agarrá-los, segurá-los com as mãos, entre os braços. Acariciá-los com os nossos dedos, quando os folheamos.
Ter livros, é ganhar arte, aliás, um livro é uma obra de arte! Aquela que não precisa sempre de palavras para expressar emoções, porque usa uma ou várias imagens, para contar uma história.
Aquela que cada um quiser, com as personagens que mais gostar. Os livros são como a arte, que nos faz sentir alguma coisa especial, ativa recordações, faz pensar e sonhar! Rir, chorar...
Qualquer arte, e os livros são uma arte, fala connosco, com aquelas palavras que às vezes fogem, perdem-se, vagueiam, e não encontram saída. Arte, dança, teatro, pintura, escrita, desenho, ou outras formas, são os suspiros da alma, as histórias escondidas, que se querem mostrar, os medos envergonhados que se mostram disfarçados, vestidos de animais ou de escuro, monstros, ou seres bonitos.
Obrigada por existirem livros! Obrigada a quem os constrói, obrigada por fazerem parte da nossa vida, pelo que nos ensinam, pela vossa presença, bondade e sincera amizade! É maravilhoso ler!
E vocês gostam de ler?
Porquê?
FIM
Lara Rocha
15/4/2021
terça-feira, 6 de abril de 2021
o peso do cérebro
domingo, 4 de abril de 2021
os cinco sentidos e a guerra - sobre a guerra no Mundo
Vejo uma Guerra sem fim!
Vejo a Guerra,
vejo a tristeza,
vejo o mal,
vejo a destruição,
vejo um inicio sem fim!
Vejo feridas, e sangue derramado, de inocentes, vejo lágrimas, vejo medos, vejo bombas, vejo armas, vejo sonhos desfeitos, vejo famílias destroçadas vejo crianças sozinhas...
Vejo um inicio sem fim!
Ouço tiros, ouço gritos, ouço choros, ouço dores, ouço estouros, ouço bombas, ouço explosões...!
Ouço um inicio sem fim!
Cheiro a Fumo, cheiro a morte, cheiro a sangue, cheiro a pólvora...cheiro um inicio sem fim!
Sinto a dor, sinto o fumo, sinto os estrondos, sinto o medo, e o terror, por todo o lado, sinto a incerteza, sinto a tristeza, sinto a guerra, sinto o frio, sinto o calor, sinto o mal, sinto um inicio sem fim!
Lara Rocha
Nascer e criança (monólogo de reflexão)
sábado, 3 de abril de 2021
O mar e a mulher (monólogo)
O que fará o mar com elas? Será que as acolhe? O que importa, elas já não sentirão. O que sentirá o mar quando ouve os lamentos dos tristes? Não fala por palavras, não fala das suas tristezas, não revela a dos outros, o que fará com tudo isso? A sua intensidade, pode ser a revelação de como se sente! Mar feliz, mar sereno, mar triste e revoltado, mar agitado, mar...é misterioso...mar é essência, mar á baú de segredos, mar é vida! Mar é água, emoção, medo e inspiração.
Por tudo isto...faz lembrar a mulher! O mar pode ser comparado a um corpo feminino, e a uma alma feminina. Corpo feminino pelas suas ondas que parecem vestidos longos, quando desfila e ondula ao sabor do vento.
Corpo feminino porque atrai e gosta de ser apreciado, seduz, provoca, e convida à descoberta. Corpo feminino pelas suas cores...corpo feminino pelas suas pedras, e pelo seu peixe. Alma feminina, pelas suas fases de instabilidade...ora calma, ora revoltada.
Alma feminina, porque tanto dá, como tira...alma feminina porque é mistério, sem compreensão, alma feminina porque tem em si milhares de lágrimas de vida! Alma feminina, toda colorida mas só por fora, parecem felizes, sorriem, estão bem com toda a gente, mas nas suas profundezes, podem estar numa prisão!
Uma prisão fria, escura, solitária...chamada tristeza, onde o preso - o coração, está fraco. Arrasta-se pela cadeia, a gritar (quase sem fôlego), e a implorar ao corpo que o liberte, nem que seja pelos olhos, ou pela doença.
A mulher às vezes é sereia ou peixe preso nas redes, quando elas querem dar alguma coisa, fazer alguma coisa por alguém, que sente que precisa dela, quanto tenta ajudar outras pessoas, e elas ignoram-nas, respondem-lhes mal, ou quando não podem.
A alma feminina sente-se sufocada, quando está muito angustiada, por qualquer que seja o motivo, ficam presas sem espaço, sem ar, sol, vento, chuva. A alma feminina enfrenta com coragem mas medo as suas intempéries, serenadas por algum sol, o que emana das crianças.
Lara Rocha
3/4/2021
monólogo lágrimas e palavras comestíveis
Há palavras que não podemos dizer para não magoar os outros, mas que nos envenenam todo o corpo. Há palavras que nos dirigem algumas pessoas, e às quais não respondemos, engolimos, bebemos veneno.
Há emoções, sentimentos, palavras, que gostávamos de dividir, por exemplo na hora do desespero, ou se dividimos raramente/ nunca recebemos conforto A resposta é o silêncio, a ignorância, mais veneno para o corpo…
Não poder dizer a outra pessoa que amamos, o sofrimento que ela nos causa por terminar o namoro, ou por não nos dar a atenção que gostávamos, e muitas outras situações, não podermos dizer que temos saudades dele (a), com medo de que essa pessoa se afaste ainda mais, que interprete mal, ou que ainda diga coisas piores.
Principalmente saber que nós estamos mal e essa outra pessoa está bem, como se nada fosse! Dói muito…Deixa-nos geladas (os), destrói-nos a alma, faz-nos chorar, e achar que não vamos conseguir dar a volta.
Tira-nos a alegria, o sorriso, e a vontade de viver…Faz-nos sentir estranhos, tristes, como se fossemos desconhecidos de nós mesmos, deixa-nos doentes. Há palavras que ouvimos, que não dizemos...Que parecem facadas no nosso interior,
Deixa-nos com a sensação de estarmos mortos. É muito triste…! E se pudéssemos provar as palavras que ouvimos? Todas teriam sabores diferentes! Umas saberiam a doce, outras a amargo, umas a salgado, outras a deslavado.
Umas saberiam a picante, outras a fresco, ou a quente, outras...seriam gelo...cada uma tem mesmo um sabor diferente. Não as comemos com a boca, mas o coração come! Se sorrimos, ele gostou do sabor das palavras. Se choramos, ele não gostou do sabor.
O que faz ele com os diferentes sabores das palavras? Guarda-as? Deita-as fora? Se pudéssemos tocar na palavras...Umas seriam veludo, outras pétalas macias de flores. Umas seriam vidros partidos, facas, picos, agulhas e pedras que nos magoavam de certeza.
Outras seriam outro material indefinido, penas leves ou asas finas de borboletas...Voaríamos com elas? Porque não...Algumas palavras que nos dizem são tão leves...Tão macias...tão boas...O coração gosta delas. Outras, cortam-nos aos pedaços, rasgam-nos, ferem-nos, furam-nos, atravessam-nos…
O coração não gosta dessas. Quando ele gosta do toque das palavras, sorrimos. Quando ele não gosta, choramos. Cada palavras tem um sabor diferente, cada palavra tem uma cor diferente, cada palavra tem uma textura diferente...Mas ouvimos todas!
O mesmo acontece com cada lágrima! Cada lágrima conta um segredo, nunca confessado. Um desejo, nunca realizado, um sonho, uma recordação ou várias recordações. Felizes, tristes, doces, românticas, um sentimento, uma emoção, um medo.
Cada lágrima conta...momentos de dor, de saudades de alguém, de algum lugar, de alguma coisa especial, de um momento...de um tempo feliz...e mesmo de alguns momentos inesquecíveis, e mesmo de alguns minutos especiais.
Cada lágrima conta mágoas, rancores, iras, frutrações, derrotas, vitórias. Cada lágrima solta um grito, ou vários gritos silenciosos, profundos, que têm de ser calados, sufocados...que emanam do oceano interior...grito de aflição, de dor, de tristeza, de raiva, de ódio, de amores não correspondidos, proibidos, Que não saem dos sonhos...
Cada lágrima, Conta a solidão, Canta a tristeza, Cada lágrima...Varre a alma, Limpa o coração, Purifica, Descongela-nos, Liberta o que está preso na alma… Cada lágrima...Mostra tudo o que temos Dentro de nós...Quando as máscaras caem.. Cada lágrima, despe-nos, Mostra o que somos realmente. Cada lágrima… Conta uma história de vida.
Lara Rocha
2/4/2021






