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quinta-feira, 2 de abril de 2015

A lenda dos olhos da fonte

 

  
Há muitos, muitos anos atrás, uma marioneta de madeira foi abandonada pelo seu manejador com quem fez muitos espectáculos. 
        O seu manejador cresceu e deixou de gostar de marionetas, por isso, foi passear e levou-a, prometendo que iam apenas passear, largou-a e foi embora sem nunca mais ser visto.
       Durante muitas horas, noites e dias, a pobre marioneta pensando que era uma brincadeira do seu manejador, esperou e enquanto isso apreciou a paisagem e conheceu alguns amigos.
- Amigo…onde estás? Escondeste-te mesmo bem! – Dizia ela
        E procurava em tudo quanto era sítio, falando com ele, como se ele estivesse lá a ouvi-la. No dia seguinte ela começou a achar um pouco estranho aquela demora em aparecer, e aquele silêncio e ficou preocupada.
- Será que…ai…não! Não pode ser!
        E continuava a procurar e a chamar, mas nada…nem uma resposta.
- Viram por aí um rapaz? – Perguntou a marioneta por quem passava
        A resposta era sempre a mesma:
- Não! Não passou por aqui ninguém. Não…não vi ninguém!
        Até que mais à frente, uma preguiça que estava a espreguiçar-se muito devagar no tronco de uma árvore diz:
- Estás perdida?
- Não sei! – Responde a marioneta
- Como não sabes?
- Não sei…eu estava com o meu manejador.
- Quem?
- Aquele de quem estou à procura…um rapaz.
- Huummm…já andas há vários dias não já?
- Sim…acho que sim! Pelo menos já vi a lua e o sol lá em cima, muitas vezes, não sei quantas.
- Querida marioneta…desculpa dizer-te, mas foste abandonada.
- O quê?
- É! Não te vale a pena procurares mais.
- Mas…
- Eu vi esse rapaz a passar por aqui há vários dias…deve ser esse quem procuras.
- Não pode ser!
- Não achas estranho ele não te responder, e nunca mais aparecer?
- Sim, mas no inicio pensei que estávamos a brincar às escondidas, e que ele estava bem escondido, porque procurei-o e ele não apareceu, mas depois, chamei-o várias vezes, e ele nunca me respondeu…
- E não é estranho?
- Sim! Será que ficou doente, ou magoou-se?
- Não! Ele foi mesmo embora.
- Que tristeza…não pode ser…não quero acreditar nisso!
- Mas acredita. É melhor para ti, do que continuares a sonhar ou à espera que ele apareça. Isso não vai acontecer…a não ser que ele se arrependa.
- Então…ele…abandonou-me?
- Infelizmente sim!
- Aiiii…não! Não pode ser, não acredito.
- Acredita. É mesmo a verdade…gostava de te dizer outra coisa, mas infelizmente é isso que tenho para te dizer. Ele abandonou-te!
- Óhhhh…
- Também fico muito triste por ti.
- Como é que ele teve coragem de fazer isso? Depois…de tanta coisa boa que vivemos…
- Eram muito amigos?
- Eu achava que sim.
A marioneta conta à preguiça. Lembra-se que andaram muito, mas isso ela já não estranhava e até gostava de passear, além disso, os dois tinham sempre temas de conversas, e davam muitas gargalhadas juntos.
A marioneta era a sua confidente, e companheira de brincadeiras. A preguiça ouve-a atentamente, trocam um abraço e a marioneta está muito triste.
Chorou, noites e dias seguidos, de tristeza, desilusão e de solidão. A preguiça e outros animais tentam animá-la, mas ela não consegue.
Um dia, depois de tanto chorar, aparece uma fonte misteriosa de madeira, com uns olhos verdes, e água a cair de cada um deles. A marioneta identificou os olhos como do seu manejador, o que se confirmou quando suou uma voz da fonte:
- Perdoa-me!
        Ela como ainda está muito magoada responde:
- Não perdoo. Magoaste-me muito, desiludiste-me, abandonaste-me, mesmo depois de tudo o que passamos juntos, e depois de tudo o que te dei.
- Fui enfeitiçado, e transformado numa fonte, nesta de madeira que vês... Abandonei-te porque iludi-me com a beleza de uma mulher que depois fez de mim gato e sapato, e transformou-me nisto.
- Não tenho pena de ti. Quantas vezes te disse para não te deixares levar pela beleza de fora de uma mulher…? Nunca me deste ouvidos.
- Agora sou uma fonte de madeira…e tu, uma marioneta de madeira.
- Nunca estivemos tão parecidos.
- É verdade. Mas agora eu vou ficar aqui, e quero que me dês uma oportunidade…que me perdoes…eu sei que é difícil. Mas podes tentar…
        Ela respira fundo, e vira costas.
- Preciso de pensar um bocadinho…posso? – Pergunta a marioneta
- Claro que sim. Eu compreendo-te. Eu não vou a lado nenhum, estou aqui transformado em fonte. Preso ao chão…
        Ela vai para uma fonte, um bocadinho à frente, e vê-se reflectida na água. Fica pensativa, e dos seus olhos cai uma lágrima. O barulho que a lágrima fez ao cair na água, fez vibrar o seu coração, e a água começa a serpentear.
- Sim? – Pergunta ela, baixinho
- Sim! – Responde a imagem dela reflectida na água
- Perdoo? – Pergunta ela, baixinho
- Perdoa. – Responde a imagem dela reflectida na água
        Ela ficou magoada, mas acredita que a amizade entre os dois, não arrefeceu, só adormeceu porque ele quis separar-se, mesmo assim, ela ainda gosta muito dele.
- Chorei tanto por causa dele, e agora…perdoo?
- Sim! – Responde a fonte
        Cai outra lágrima dos olhos da marioneta na água:
- Perdoa, os elos da vossa amizade são muito forte, ainda não se partiram…só congelaram um pouco. Pode voltar a renascer. Ele está a ser sincero.
        Ela olha para ele discretamente, e vê que também está a chorar e a soluçar. Ela vai ter com ele, ele olha para ela, e vira os olhos para o chão. Os dois suspiram.
- Não sei se me vou arrepender…mas também se me desiludir já não será a mesma dor, nem parecida com esta.
        (Os dois olham-se):
- Desculpa! – Diz ele
- Está bem, mesmo depois de me teres triturado…eu perdoo-te e dou-te uma segunda oportunidade, agora vê lá o que fazes, porque a próxima não tem perdão…e vai devagar. – Diz ela
        Ele abre um grande sorriso:
- Gosto muito de ti.
        Ela abraça-o, e a amizade que os unia era mesmo tão forte que a madeira incendiou e a fonte reaparece como manejador. Os seus braços esticam-se, e as pernas crescem. Ela sente algo estranho e afasta-se. Olha para ele:
- Áh! O que aconteceu? – Pergunta a marioneta
- Uau! – Diz o manejador feliz – Voltei a ser pessoa…o feitiço quebrou-se…
- Ááááááhhhh…!
- Sim, foi isso…tu perdoaste-me, e voltamos a ser amigos… isso foi tão bom que quebrou o feitiço que me tinham lançado.  
- Boa! – Gritam os dois
- Muito obrigado…
        Os dois abraçam-se outra vez, ele senta-se no seu colo e põem a conversa em dia, com algumas gargalhadas e lágrimas. Voltam para casa e a sua amizade não tem fim…voltam a fazer tudo o que faziam antes, e a ser os melhores amigos. Muito felizes.
        Esta amizade foi tão sincera e tão forte que se tornou uma lenda conhecida por toda a floresta, que emocionou todos e inspirou… Esta foi a lenda dos olhos da fonte, os olhos que choraram, os olhos que perdoaram, e os olhos que fizeram renascer uma amizade que estava adormecida, pelo gelo do afastamento ou abandono. Os olhos da verdade, os olhos do coração.
São os olhos e até as lágrimas que devemos consultar e ouvir em certas decisões que temos de tomar, como esta se perdoamos ou não alguém que nos magoa…ou se a amizade é mais forte e valiosa, ou se é mais fraca e termina.  
São os olhos que sabem tudo, e muito mais que nós!
FIM
Lálá

(1/Abril/2015)

domingo, 18 de agosto de 2013

O MISTÉRIO DAS BANANAS

Era uma vez um grupo de meninos que saiu de casa cedo, para ir brincar ao ar livre, num enorme campo perto das suas casas. Estava prometido um dia de muito calor, e antes que o dia aquecesse demais, aproveitaram a fresca.


            Todos levaram nas mochilas água fresca. Rafael, levou uma garrafinha de sumo de laranja que a Avó fez, com muito carinho, espremendo as laranjas da quinta, e pôs gelo para se manter fresco. O sumo de laranja faz muito bem à saúde, por isso, sempre que pode, o menino come-as e bebe sumo. Assim fica mais forte, contra as gripes e constipações do Inverno. E também levou uns copinhos de plástico para partilhar o sumo de laranja com os amigos.
Hugo, levou bananas para ele e para os amigos, pois não tinha pão fresco, nem bolachas…tinham acabado no dia anterior, e os pães que os pais e os avós estavam a fazer de manhã ainda não estavam prontos, e ele não podia esperar.


            Além da bebida, Filipa, Mónica, Sofia e Clara levaram um delicioso iogurte natural, feito em casa, com leite de vaca, e pão com queijo para comer mais tarde. Dora, leva um chá de limão, pão de cereais com manteiga feito em casa, e fatias de bolo de noz, que a mãe fez, para ela e para os amigos.
 




                          



           


            Enquanto brincavam felizes, e corriam de um lado para o outro, passa por lá uma formiga, à procura de comida.


            Cantarolava e cheirava tudo, para se esquecer que estava quase fraca com a fome, mas quase não tinha força para andar, por isso, ao contrário das outras formigas que andam muito depressa, esta andava muito devagar.

Em cima de uma árvore, estava um macaco brincalhão, com a sua mãe, a tomar o pequeno-almoço: bananas que o seu pai foi buscar.

 



            De repente, a pobre formiga cai no solo com a fraqueza. O macaquinho ficou muito aflito, e desce a correr da árvore, aos guinchos para pedir ajuda. Segura na formiga, levanta-lhe as patas, e abana-a. Chama por ela, mas ela não responde. A macaca mãe, abre um coco e deita o sumo na boca da formiga. A formiga abre os olhos, os macacos sorriem-lhe.
- O que aconteceu – Pergunta a formiguinha, fraca.
- Tu ias a andar, e caíste…! – Diz a macaca.
- Tu é que deves dizer o que aconteceu…nós só te vimos cair…! – Acrescenta o macaquinho.
- Estou cheia de fome! Vim à procura de comida, mas até agora não encontrei nada! – Explica a formiga.
- Áh! Então caíste de fraqueza…de fome! – Pergunta a macaca mãe.
- Sim! – Responde a formiga.
- E porque não comeste antes? Não se deve sair de casa, de manhã, sem comer! – Pergunta e explica o macaquinho.
- Sim, eu sei…eu costumo comer. Mas a nossa terra ardeu ontem, e não temos nada para comer naquele sítio…! Só pó preto, e fumo…! Não sobrou nada. – Diz a formiguinha.
- Óh, que tristeza…que horror…como é possível? – Pergunta a macaca, triste.
- Então era o cheiro a queimado, que sentíamos muito perto, e as nuvens escuras que víamos por trás das árvores…ficamos todos muito assustados! – Diz o macaquinho.
- Sim, devia ser…! Também não sei como conseguem fazer isso. Bem, vou continuar a minha procura de comida…por aqui há, não há? – Responde e pergunta a formiguinha.
- Sim! – Respondem os dois macacos.
- Espera…come e bebe aqui connosco, alguma coisa. – Diz a macaca.
- Não se preocupem…não quero dar trabalho…já estou melhor, com esse sumo que me deram. – Diz a formiga.
- Não dás trabalho nenhum…não te vamos deixar sair daqui enquanto não comeres. – Diz a macaca.
- Pronto, está bem! – Diz a formiguinha.
            A macaca e o macaquinho ajudam a formiga a procurar comida. Apanham muitas folhas, muitas migalhas, muitas frutas que caíram e outras coisas que encontram. Outros macacos ajudam a carregar e a levar para os formigueiros, pois estão todos com fome.
Todos agradecem, e partilham, comem com vontade, e bebem. Já com mais força, as formigas voltam a procurar comida, no mesmo sítio, e…Óóóhhh…que surpresa… umas bananinhas à vista…Huummm…que bom…já havia comida para todo o formigueiro, bastante tempo. Eram as bananas do Hugo, que estavam fora do saco. Os meninos estão a comer o que levaram e a beber, mas sobraram duas bananas…eram as que a formiguinha tinha acabado de ver.
- Olhem…duas coisas boas ali…! – Diz a formiguinha.
- Boa! Vamos…! Ao ataque…! – Gritam as outras formigas.
- Esperem…estão loucas…? Querem ser esborrachadas? – Pergunta a formiguinha.
- Não! – Dizem as outras em coro.
- Então…temos de esperar que eles se distraiam… para lhes tirarmos as bananas sem eles verem. – Explica a formiguinha.
- Achas que eles não vão reparar? – Pergunta outra formiguinha.
- Não! – Garante a formiguinha.
- Huummm…já estou com água na boca, só de olhar para ela daqui! – Suspira outra formiguinha.
- E este cheirinho…Huummm… - Acrescenta outra formiguinha, ansiosa por comer aquele petisco.
- Xiu! Silêncio…! – Ordena a formiguinha.
            E todas ficam em silêncio, a observar atentamente os meninos. E quando eles se levantam, para voltarem a brincar…as formiguinhas, dividem-se em dois grupos, e rapidamente correm para as bananas. Todas pegam por baixo, e muito coordenadas, ao mesmo tempo, levam as bananas, sem tropeçarem umas nas outras, e sem baterem contra outras coisas.



                                      


Pelo caminho, os macacos vêem-nas, e começam a guinchar, a saltar…elas correm para o formigueiro, mesmo a tempo! Quase eram apanhadas pelos macacos. Os macacos vão atrás delas, para ver se recuperam as bananas, mas estas já estão bem escondidas nos seus armazéns. Os macacos espreitam, mas só vêem formigas. Um deles bate à porta do formigueiro.
- Quem é? – Pergunta uma formiga.
- É o macaco.
- O que queres?
- Xiu…não lhes digas que temos as bananas aqui. – Recomenda outra formiga, baixinho.
- O que queres, macaco? – Pergunta a formiga saindo.
- Quero as bananas que trouxeste para aqui…! – Ordena o macaco.
- Bananas? Não sei de bananas nenhumas…! Não entraram para aqui…bananas…! – Garante a formiga.
- Eu vi…! – Garante o macaco.
            Os dois começam a discutir, e a tentar dar a volta um ao outro…a formiga tenta fazer com que o macaco desista das bananas, mas ele é teimoso, e tenta convencer a formiga a dar-lhe as bananas.
Nada do que o macaco diz, convence a formiga a dar-lhe as bananas. A formiga nega, e jura a patas juntas que as bananas não estão lá…que elas são tão fracas, que não podem com bananas às costas…mas o macaco conhece-as bem…é muito esperto…não vai na conversa!
Os meninos arrumam os lanches, e as mochilas na hora em que o calor começa a apertar.
- Onde estão as duas bananas que tinham sobrado? – Pergunta o Hugo.
- Não sei…! – Respondem os outros em coro.
- Tu tinhas deixado fora do saco? – Pergunta Filipa.
- Sim…! – Responde Hugo.
- Achas que alguém as veio buscar? – Pergunta Dora.
- Quem…? – Pergunta Hugo.
- Só estamos aqui nós, e todos estivemos a jogar. – Diz Mónica.
- Vamos procurá-las…não vão ficar aqui a apodrecer…! – Diz o Hugo.
            Todos os meninos procuram, até que encontram o macaco à porta do formigueiro, a discutir com a formiga.
- O que se passa? – Pergunta Hugo.
- Nada! – Dizem os dois a sorrir.
- Então porque estão a discutir…? – Pergunta Sofia.
- Nunca vi uma formiga e um macaco a discutir… - Diz Clara.
- Por acaso viram duas bananas? – Pergunta Rafael
- Eu vi muitas, na minha área. – Responde o macaco.
- Eu não vi…- Responde a formiga, comprometida.
- Estás a mentir…sua falsa…és tu que tens as bananas deles. – Responde o macaco.
- Ai, então viram as bananas…! – Diz Hugo.
- Não…! – Respondem os dois com ar de anjinhos inocentes.
- Eram outras bananas… - Diz a formiga envergonhada.
- Como é que sabes que eram outras bananas? – Pergunta Sofia.
- Elas não têm nomes… - Diz Rafael.
- Ela apanhou-as. – Confessa o macaco.
- Tu viste? – Pergunta Mónica.
- Sim! Eu vi…ela e as outras…agarraram nas tuas bananas, e trouxeram-nas para aqui…- Conta o macaco.
- Não eram as tuas. – Tenta a formiga.
- Eram sim…eu vi-vos vir daquele sítio. – Diz o macaco.
- Havia muitas mais bananas… - Diz a formiga.
- Sim, na minha área, mas as que tu roubaste…eram doutra área…eu vi…! Eram do sítio onde estavam os meninos. – Diz o macaco.
- Ai…que mau… - Diz a formiga.
- Vá…confessa lá! – Provoca o macaco.
- Estás a fazer isso, só porque não conseguiste apanhar as bananas, não é, seu malvado? – Ralha a formiga.
- Eu…não! Não adianta continuares a mentir, porque eles já descobriram que as bananas desaparecidas estão aqui, e foste tu e as tuas amigas que as trouxeram. Eu sou testemunha. – Diz o macaco…
- Foste tu, formiga? – Perguntam os meninos.
- Ai…! Prometem que não me esmagam? – Pergunta a formiga envergonhada.
- Sim…! – Respondem os meninos.
- Está bem…fomos nós que trouxemos as bananas…mas não queríamos roubar…é que pensávamos que estavam abandonadas…e nós…estávamos cheias de fome…é que ontem houve um incêndio na nossa área e ficamos sem comer…desapareceu tudo…! Viemos à procura…e tudo o que pudemos trazer…trazemos, porque não sabemos quando teremos outros petiscos...se continuam a destruir os sítios onde estamos, temos de ter reservas…e para o Inverno…!  Já mudamos de sítio muitas vezes, esta semana…! Por causa de incêndios. – Explica a formiga.
            Os meninos ficam com pena das formigas, e o macaco confirma:
- Sim, pois é…é verdade…à bocado uma formiga caiu na nossa área com a fome, e eu e a minha mãe demos-lhe de comer e beber…depois ajudamo-la a encontrar comida. – Conta o macaco.
- Desculpa…não foi por mal…se quiseres nós devolvemos-te as bananas…! – Diz a formiga.
- Fica uma para os meninos, e outra para nós, macacos. – Sugere o macaco.
- É justo! – Diz o Hugo.
- Mas e vocês, ficam sem comer banana? – Pergunta a formiga.
- Não faz mal! – Respondem os meninos.
- Nós já comemos uma, e temos mais…- Explica o Hugo.
- Só queríamos saber o que lhes tinha acontecido, porque tinham desaparecido…- Diz Rafael.
- Pois! – Dizem os meninos.
- Ai, que vergonha…Roubar é muito feio. - Diz a formiga.
- Sim, mas tu não roubaste…já disseste que pensaste que estavam abandonadas…! Nós se calhar, se víssemos bananas abandonadas também as levávamos para não se estragarem! – Diz Hugo a sorrir.
- Claro! – Respondem os outros meninos.
- Bom proveito! – Diz Hugo, a sorrir…
- Mas partilhem…é bonito, e até a banana vos vai saber melhor! – Diz Clara.
- Também querem? – Pergunta a formiga.
- Não, obrigada. - Respondem os meninos.
            Chega o Gorila, pai do macaco, com troncos de bananas apetitosas atrás das costas. Aproxima-se do grupo.


- Muito bem, meninos, e formiga…É muito bonito esse vosso gesto bondoso de partilha...mas não precisam…Há aqui bananas para todos! Convida os teus familiares, formiga!
Todos fazem uma grande festa com o que sobrou dos meninos, e as bananas. Afinal nenhum ficou com a banana. Todos comeram outras bananas.


FIM
Lálá
(18/Agosto/2013)