Número total de visualizações de páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta NATAL. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta NATAL. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

ENTRE AS NUVENS


        Era uma vez um jardim gelado, numa noite ainda mais gelada, com muita chuva e vento. Todos os habitantes estavam resguardados do frio à lareira, e a conviver. De repente, uma menina vai à janela e vê umas luzes a mexer entre as nuvens.
- Áh! O que é aquilo?
     Estavam tão entretidos uns com os outros, que não deram importância ao que a menina disse. A menina fica zangada e pergunta aos gritos:
- Ei, grandes…por favor…peço um bocadinho da vossa atenção…
        Todos param e olham para ela em silêncio.
- Obrigada! Está ali uma coisa muito estranha entre as nuvens.
- O quê? – Perguntam todos
- Umas luzes a mexer.
       Todos olham pela janela e também vêem as luzes entre as nuvens.
- Espera…acho que já sei o que é… - Diz a mãe
- O que é? – Perguntam todos
- Surpresa! – Diz a avó a sorrir
- Daqui a bocadinho já vão ver. – Diz a mãe
- Quando é que chega o Pai Natal? – Pergunta outra menina
- Ainda falta muito? – Pergunta outro menino
- Não. Está quase a chegar! – Diz o Avô.
- Olha pai…as luzes estão a andar à roda…e há cada vez mais luzes entre as nuvens.
- Pois é. – Diz o pai
- Será que o Pai Natal nos vai trazer todos os presentes que pedimos? – pergunta outra menina
- Isso não sei. – Diz o pai
- Tu portaste-te bem, ele é capaz de te trazer tudo o que pediste. – Assegura outro menino
- Olha quem fala… - Diz a menina
- Não basta terem-se portado bem…é preciso que o pai Natal tenha conseguido construir os brinquedos todos a tempo. – Diz a Avó
- Ele não tem tempo para tudo…há meninos e meninas que pedem tudo e mais alguma coisa que seja… - Diz o Avô
     O que eles não vêem é a animação que vai atrelada às luzes que se vêem entre as nuvens…são centenas de duendes, fadas e palhacinhos numa grande diversão, com muitos risos, e cantos de Natal. Acompanham o simpático barbudinho.
  De repente, ouvem muitos sininhos, e musiquinhas, milhares de luzinhas a piscar. E da janela, vêem um comboio cheio de luz e de cor, a rasgar as nuvens.
     O comboio roda e caminha pelas nuvens antes de aterrar, escrevendo a mensagens, cheia de estrelas: Feliz Natal, linda família!
      Os cães ladram, os gatos miam, todos ficam maravilhados, com sorrisos de orelha a orelha, e de todas as casas, saem as portas, felizes, e aplaudem. 
     O comboio desce devagar, com todos numa grande alegria a dançar, a cantar e a rir.
- O Pai Natal chegou! – Diz a Avó
- Pai Natal! – Gritam todos
  O Pai Natal canta, sorridente e todos acompanham:
- Hoh, hoh, hoh…hoh, hoh, hoh…hoh, hoh, hoh, oh, ooooohhhh… hoh, hoh, hoh, hoh, hoh…
- Cheguei…hoh, hoh, hoh, hoh…cheguei…! – Grita o Pai Natal, feliz e risonho
- É Natal, é Natal…! – Gritam todos com o Pai Natal
- É Natal, é Natal! – Respondem todas as pessoas com um grande sorriso
- Quero ver lindos sorrisos…sentir paz, amor, e alegria! Que lindos brilhos nos olhares…hoh, hoh, hoh, hoh…Feliz Natal! Óh, sim…esta família vai ter presentes…! – Diz o Pai Natal
     O comboio do Pai Natal aterra na neve, e distribui muitos presentes por todos os meninos e crescidos. 
    Trocam abraços e carinhos, e agradecimentos, tiram fotos, abrem os presentes, partilham uns com os outros.
    As Avós fazem uns belos chás quentes, para quem quer, e para o Pai Natal e amigos. Bebe o comboio, bebem os anões, duendes e fadas, e o próprio Pai Natal. Fazem um belo brinde, e festejam juntos.
     Afinal as luzes que eles viam entre as nuvens eram do comboio do Pai Natal que trazia muita alegria, sorrisos, carinhos, simpatia e presentes. Todos receberam o que queriam.

FIM
Lara Rocha 

(8/Dezembro/2014)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A CAIXA VAZIA
























    Era uma vez um grupo de meninos pequeninos que estavam no corredor do seu colégio, e de repente ouviram alguém a chorar muito. Olharam todos uns para os outros e não estava nenhum a chorar.
- Está alguém a chorar…! – Observa uma menina
- Não somos nós. – Dizem todos
- Pois não…
- Mas alguém está.
        E procuram por todas as salas alguém que possa estar a chorar. Não está ninguém. Voltam ao corredor, e voltam a ouvir chorar, sem saber de onde, e quem. De repente, vêem água a cair de uma caixa vazia.
- Olhem…está aqui água…- Diz um menino
- Pois está…- Dizem todos
- E estou a ouvir chorar…
- Eu também.
     A água vinha da caixa…eram as suas lágrimas.
- Óhhh… - Dizem todos
- A caixa está a chorar! – Repara uma menina
- Coitadinha! – Comenta outra menina
- Pois está… - Dizem todos
- Porque estás a chorar? – Pergunta outra menina
- Porque estou vazia. – Responde a caixa
- Tens fome?
- Não.
- Então porque querias estar cheia?
- Queria estar cheia de brinquedos para dar a meninos que não têm.
- Nós estamos aqui a fazer isso.
- Mas eu ainda não tenho nada.
- Porque os nossos pais ainda não trouxeram…
- Mas fica descansada, nós vamos pedir aos nossos pais outra vez, para deixarem aqui uma prendinha.
- Não chores mais, está bem?
- Se me prometerem que vão encher-me de brinquedos e outras coisas, para meninos pobres, eu não choro mais.
- Prometemos!
        Os meninos cumpriram a promessa. Quando os pais vão lá buscá-los, eles dizem-lhes que a caixa estava a chorar muito triste, porque estava vazia e queria estar cheia de brinquedos e outras coisas para muitos meninos pobres.
        Os pais ficam felizes e orgulhosos por terem uns filhos sensíveis e bondosos, e nos dias seguintes dessa semana, a caixa que chorava por estar vazia, ficou muito feliz e risonha porque fica cheia de brinquedos, comida e roupas para dar a meninos mais pobres. Até a enchem muitas mais vezes.
        Na noite de Natal, os meninos pobres recebem muitas prendas, e os meninos que encheram a caixa, recebem um presente extra: uma luzinha, que um duende do Pai Natal lhes deixa na almofada com um bilhetinho que diz para eles porem essa luzinha junto deles, junto do coração…era o prémio pela sua bondade. A luz do amor, da bondade, da partilha e da felicidade.
        Os meninos, não esqueceram nunca mais essa noite de Natal tão especial. Nem os que deram os presentes, nem os que receberam. E os que deram os presentes, nunca mais se separaram da luzinha.
        Feliz Natal…e que a luzinha oferecida pelo Pai Natal brilhe cada vez mais em nós, todo o ano, porque Natal pode ser todo o ano. E não se esqueçam de agradecer tudo o que têm, mesmo que achem que vos falte alguma coisa. Com certeza falta muita coisa, não temos tudo, nem podemos ter tudo o que queremos, mas o mais importante é que não falte: a saúde, a comida, roupa, higiene, amor, carinho, atenção, dedicação e amizade, e partilha, quando queremos ou podemos.
        Esses são os presentes mais importantes que podemos e devemos ter todo o ano, e não só no Natal.

FIM
Lálá

(1/Dezembro/2014)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O SININHO DE PRATA E O SININHO DE OURO


   
         Era uma vez uma aldeia onde todos eram muito pobres. As casas: umas eram de pedra, outras de palha, outras de tijolo. As famílias tinham muitos filhos, e dormiam no chão, em cima de roupas e cobertores que algumas pessoas generosas da cidade davam.
         Tinham água, e luz, mas acima de tudo, não faltava amor, carinho e respeito. Nunca exigiam nada, e agradeciam tudo o que tinha: era muito pouco, mas tinham e era valioso para eles.
Numa noite gelada, no mês de Dezembro, umas crianças receberam a visita de um duende do pai natal. Eles não acreditavam no que estavam a ver. Enquanto o duende falou com elas, os outros duendes foram visitar a terra e as casas, em forma de luzinhas.
Ficaram tão tristes, com tanta pobreza, que não seguram as lágrimas, e puseram logo pés ao caminho. Foram falar com o Pai Natal e contaram-lhe tudo o que viram. O próprio Pai Natal ficou emocionado e triste. Chegou o outro duende também complemente destroçado e contou a conversa que tinha tido com os meninos.
Então, o bondoso barrigudinho limpou as lágrimas e teve uma ideia. Pegou num sininho de prata, rendilhado, e outro sininho de ouro, deu-lhes uma série de instruções e os dois sininhos foram a essa aldeia.
Quando lá chegaram…o sininho de prata sacudiu-se e encheu todo o espaço de neve. Plantou um pinheiro grande, cheio de lindos enfeites, muitas luzes a piscar de todas as cores. Os dois sininhos dançaram, brincaram e deram cambalhotas, juntos, e o que era uma aldeia escura, ficou cheia de luz, e cor por todo o lado, com os candeeiros que espalharam.
Os dois sininhos em conjunto reconstruíram as casas, tornando-as uns verdadeiros palacetes, com todo o conforto, mobiliário como camas, cadeiras, mesas, prateleiras, roupas e tudo o que fazia falta. Até lareira.
Encheram os frigoríficos de comida e bebida, puseram animais num curral, legumes e frutas nas hortas, flores diferentes, e muitas outras coisas. Os sininhos deixaram tudo maravilhoso.
Na manhã seguinte…que grande surpresa! Todos acordaram num espaço completamente diferente daquele onde viviam, mas continuam a viver como antes…numa grande paz, e união. Agora muito mais felizes.
Nunca souberam que foram os sininhos que fizeram essa transformação, porque eles não gostam de se mostrar…gostam de fazer o bem, e ficar no seu canto…só por fazerem o bem já ficam felizes.
         Mas nós também podemos ser um sininho de prata ou de ouro para alguém, dando alguma coisa, nem que seja…um abraço, um sorriso, uma mão amiga…algo que já não precisamos, mas muita gente ainda precisa.

FIM
Lara Rocha 
(21/Novembro/2014)


PRENDA DE NATAL DA ESTRELA

Era uma vez uma estrelinha brilhante que vivia no Universo, lá muito em cima, com as outras milhares de estrelas que vemos da terra. No Universo também festejam o Natal. E as estrelas, como as crianças, pedem as suas prendas ao Pai Natal.
            Esta estrelinha pediu uma prenda diferente de todas as outras. Ela queria um baloiço e um escorrega para brincar com as outras estrelas. Um escorrega enorme…como uma ponte, que desse para ela chegar à Terra.
            As outras estrelas achavam que essa prenda era impossível, mas estavam muito enganadas. O Pai Natal das estrelas ouviu o seu pedido, e deu-lhe mesmo essa prenda.
            Pegou numa linda e gigante estrela cadente, lançou-a da Lua e no caminho para a terra, ela encheu tudo com a sua luz. Fez uma ponte que ligava o jardim da casa da estrela até ao Planeta Terra.
            No seu jardim, pôs um parque infantil, com vários baloiços, escorregas e insufláveis, casinhas de borracha, e muitos brinquedos musicais. Tudo o que as estrelinhas gostavam.
            No dia seguinte, quando a estrela acorda, tem uma grande surpresa. Vê um parque infantil cheio de diversões que ela gosta, e ao olhar para a frente, vê a ponte brilhante, feita de estrelas que a ligavam à terra, sempre que ela quisesse.
            A estrelinha caminha feliz sobre a ponte. Saltita, escorrega, e chama as amigas.
- Áh! Que lindo! – Suspiram todas as estrelinhas
- Era mesmo isto que tinhas pedido ao Pai Natal? – Pergunta outra estrelinha
- Sim, ele deu-me mesmo tudo…até me deu este parque infantil, que eu não tinha pedido.
- Óh, que Pai Natal tão querido! – Diz outra estrela a sorrir
- E a vocês, ele deu-vos o que pediram? – Pergunta a estrelinha
- Sim! – Respondem todas sorridentes
- Mas o teu pedido era muito estranho. – Comenta outra estrelinha
- Para o Pai Natal, não há pedidos estranhos. Desde que sejamos bons, o ano todo até ao Natal.
- Pois é! – Respondem em coro
- Vamos…venham experimentar o escorrega. – Convida a estrelinha
- O quê? – Perguntam todas
- Aquela ponte brilhante, cheia de estrelas, é uma ponte que me liga à terra. Posso ir lá quando quiser…ver tudo o que quiser, e voltar para a minha casa quando quiser. – Explica a estrelinha
- Foi outro pedido que fizeste ao Pai Natal? – Pergunta outra estrelinha
- Foi! – Diz a estrelinha
- Áh! Que lindo! – Suspiram todas
- É mesmo bonita. Onde viste uma ponte assim? – Pergunta outra estrelinha
- Uma noite, sonhei com uma ponte assim, que me levava ao planeta Terra…era mesmo assim…cheia de estrelinhas e de luz…gostei tanto dela, que pedi uma igual ao Pai Natal. – Responde a estrelinha
- Nunca pensei que o Pai Natal desse mesmo tudo o que queremos. – Comenta outra estrelinha
- Se formos bons…ele dá. – Diz a estrelinha
- Pois é! – Dizem todas
- Eu nunca me lembrei de pedir coisas estranhas, que queria…porque pensei que o Pai Natal não ia conseguir realizar esse desejo. – Diz outra estrelinha
- Porquê? Não cabiam no seu saco de prendas? – Pergunta outra estrelinha
- Cabiam, mas pensei que ele não conseguia fazer tudo… - Responde a estrelinha
- Para o Pai Natal…nada é impossível. – Diz a estrelinha
- É mesmo um homem bom. – Diz outra estrelinha
- Sim, é por isso que ele consegue tudo. – Diz outra estrelinha
- Pois. – Dizem todas
            Mostram as prendas umas às outras, conversam alegremente, brincam juntas, e com essa ponte, vão visitar a terra sempre que lhes apetece e podem voltar sempre que querem.
- Obrigada, Pai Natal! – Grita a estrelinha feliz
            E todas partilham os presentes. Nessa noite, há o jantar de Natal, onde se juntam todas as famílias de estrelas. E todas querem passar pela linda ponte que a estrelinha recebeu. Mas as estrelas grandes, viram tantas coisas feias na Terra, que não quiseram voltar a ver. As pequenas estrelas, como ainda não conheciam, achavam tudo bonito e por isso estavam sempre a espreitar.
            Enquanto somos pequeninos, o Mundo parece mesmo muito diferente. Quando crescemos, vemos a realidade, e tudo se transforma! Mesmo assim, devemos em adultos continuar a passar por lindas pontes feitas de estrelas, e ver o mundo com os olhos de criança, para sermos mais felizes. Nem que seja só por…uns minutos…no nosso Universo Imaginário.
            A magia torna o mundo mais habitável…quanto mais não seja, o mundo de cada um de nós, que pode ser uma estrela cadente para outro alguém.
            E que todos sejamos capazes de construir pontes de estrelas cadentes que nos liguem uns aos outros, em vez de crateras da lua, que nos separam.

FIM
Lálá
(20/Novembro/2014)