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sexta-feira, 25 de março de 2016

Acorda preguiçoso (adolescentes e adultos)

     
 Era uma vez um lindo e simpático palhacinho, ainda novo, muito divertido e brincalhão, que adorava ver as pessoas a rir. 

      Um dia, as coisas não correram bem, as pessoas que o viram não acharam piada às brincadeiras dele, e ele ficou muito triste, desanimado, e foi para casa. Tirou as pinturas, e o fato de palhacinho, sempre a chorar e murmurou.

- Que porcaria de palhaço que eu sou. Como é que agora vou ajudar os meus pais? Como é que eu lhes vou contar…que não presto…e que…não consigo fazer rir as pessoas? Eles vão ficar muito tristes comigo…vão ter vergonha de mim. (p.c) Vou desaparecer…! (p.c) Também…ninguém deverá sentir a minha falta. Que vergonha…

     Uma fadinha que o conhece, ao passar na sua janela, viu que ele estava a chorar e entrou, com pena dele. Pousou na sua mesinha de cabeceira, e diz.

- Nunca vi um palhacinho tão triste!

      O palhacinho olha para ela e pergunta.

- O que é que estás aí a fazer?

      A fadinha responde ofendida:

- Isso é maneira de falar com uma amiga?

      O palhacinho responde a chorar.

- Já não sou palhaço…nem sou teu amigo! (p.c) Não gosto mais de ti…tu disseste-me que ias estar sempre comigo…! (p.c) que…toda a gente ia gostar de mim…

      A fadinha fica ofendida, a sua luz fica mais fraca, e ela encolhe-se triste, sem dizer nada, e sai discretamente. Fica encostada à beirada da janela e murmura.

- Que mal agradecido! (p.c) Não sei que raio de bicho lhe mordeu…também…já não me interessa…! (p.c) Ele se quiser que compre um rabo e que fale para ele! (p.c) Fica aí com a tua telha seu ingrato…vou ver quem me merece.

     O palhacinho olha para a mesinha de cabeceira, a chorar mas a fadinha já não está lá. Ele para de chorar, fica de boca aberta e chama-a.

- Fadinha…fadinhaaaa…! (p.c) Óh fadinha…já foste embora? Desculpa…eu sei que fui injusto contigo…mas volta…eu preciso muito de ti!

   O palhacinho desata a chorar, aparece outra fadinha, entra e pergunta.

- Então…precisas de ajuda?

      O palhacinho grita-lhe zangado:

- Vai-te embora…! (p.c) Sai daqui…deixa-me estar.~

         A luz da fadinha apaga-se mas ela não sai de lá e insiste.

- Porque é que estás tão triste?

         O palhacinho responde brusco.

- Não tens nada a haver com isso!

         A fadinha insiste.

- Nunca vi um palhaço tão triste!

         O palhacinho responde triste.

- E depois…não posso estar triste? (p.c) Além disso já não sou palhaço, nem quero ser mais palhaço!

         A fadinha responde.

- Não acredito no que estou a ouvir! (p.c) Com esse jeito todo, e essa beleza natural…e não queres ser palhaço? Acho que vou ter que te dar um chapadão para aterrares.

         O palhacinho responde triste.

- De que é que me adianta ser bonito e ter jeito…? As pessoas já não gostam de mim! já não se riem do que eu faço!

         A fadinha ri-se e responde.

- És mesmo fraco!

         O palhacinho fica surpreso.

- Ei, eu sei que sou fraco, mas também escusavas de me dizer na cara. Mas…porque é que dizes que sou fraco?

         A fadinha responde.

- Então…?! (p.c) As pessoas que desistem à primeira situação que não corre bem…são fracas! (p.c) Como é que sabes que as pessoas já não gostam de ti? Perguntaste-lhes?

         O palhacinho responde.

- Não lhes perguntei, mas percebi pelas caras delas…não se riem, e fogem de mim! É porque não gostam de mim.

         A fadinha ri-se e pergunta.

- Que conclusão tão palerma. Tu gostas mesmo do que fazes?

         O palhacinho responde.

- Sim, estava a gostar muito de ver as pessoas felizes e a rir quando me viam! Mas deixaram de fazer isso.

         A fadinha pergunta.

- E o que é que tu lhes fizeste?

         O palhacinho responde:

- O mesmo de sempre…as mesmas brincadeiras que me ensinaram.

         A fadinha pergunta.

- E para onde foste?

         O palhacinho responde.

- Fui para os mesmos sítios de sempre…! Que me disseram para eu ir.

         A fadinha pergunta.

- E tu gostas de ir sempre para os mesmo sítios, fazer sempre as mesmas coisas?

         O palhacinho fica pensativo e responde.

- Humm…sim…são os sítios que conheço!

         A fadinha pergunta.

- E com certeza já conheces todas as pessoas que passam sempre nesses sítios, não?

         O palhacinho responde.

- Sim.

         A fadinha responde.

- Claro…sabes porque é que eles já não se riem das tuas brincadeiras?

         O palhacinho fica pensativo e responde.

- Não, mas se calhar é por não gostarem de mim.

         A fadinha zangada grita-lhe e ralha-lhe.

- Não, palerma, não é por não gostarem de ti, é por tu mostrares sempre as mesmas coisas, andares sempre nos mesmos sítios…!

         O palhacinho fica muito admirado, a fadinha acrescenta.

- Mas isso não é motivo para ficares tão triste e para deixares de ser palhaço.

         O palhacinho responde.

- Ai não? (p.c) Só se não for para ti. Se as pessoas não gostassem de ti, continuavas a ser palhaça…? Ou…fada…

         A fadinha responde.

- Claro que continuava a ser fada, palhaça…o que fosse! Há muita gente que não me aprecia, nem acredita em mim, mas eu continuo a fazer as mesmas coisas…porque gosto de mim como sou, e há sempre alguém que me aprecia e valoriza…além disso…adoro o que faço, independentemente dos outros gostarem ou não.

         O palhacinho responde.

- Mas…eu não sei fazer mais nada…

         A fadinha responde.

- Nunca experimentaste outras coisas, como é que sabes que não sabes fazer mais nada? (p.c) Só tens que inventar novas brincadeiras, mudar as roupas…mostrar coisas diferentes. Mas todas essas coisas novas que criares, tem de ser com amor e o gostar tem de começar em ti…tu tens de gostar primeiro e divertir-te primeiro. Tens de te sentir feliz com o que fazes.

         O palhacinho fica espantado e comenta.

- Para ti, é tudo tão fácil não é?

         A fadinha responde.

- E para ti também…tenho a certeza!

         O palhacinho responde.

- Eu…só sei fazer aquilo que me ensinaram.

         A fadinha ralha.

- O quê? Mas que palermice…não sejas preguiçoso…e…pensa…há muitas coisas diferentes que podes fazer para que as pessoas voltem a gostar das tuas brincadeiras. (p.c) Tu queres ajudar os teus pais e manos, certo?

         O palhacinho responde:

- Claro que sim. Mas desta maneira não vou conseguir…! como não gostam de mim, já ninguém me liga, não me dão dinheiro!

         A fadinha ralha.

- Sim, sentado aí, infeliz, e sem fazeres nada, claro que vai continuar tudo na mesma. Para ajudares a tua família não podes deixar de ser palhaço. Quer dizer…podes fazer outra coisa qualquer que não gostes e que te deixe infeliz…mas não vai trazer bom resultado, acredita! (p.c) Tendo esse talento natural…que não é para qualquer um…não deves desperdiçá-lo.

         O palhacinho fica admirado, pensativo.

- Não sei o que fazer!

         A fadinha responde.

- Claro que sabes! Só tens que pensar um bocadinho. (p.c) Tenho a certeza que te vai ocorrer alguma coisa boa…! (p.c) Pensa…! (p.c) Ou…quando fores dormir, pode ser que sonhes com alguma coisa.

         O palhacinho implora.

- Por favor, ajuda-me!

         A fadinha ri e responde.

- Não querias mais nada…?! Na, na, na…primeiro pensas tu, até porque eu posso ter umas ideias que não gostas.

         O palhacinho tenta novamente.

- Vá lá…tenho a certeza que já tens alguma ideia. Ajuda-me...estou tão triste que não consigo pensar.

         A fadinha ri e ralha.

- Ninguém te manda estar triste. Põe-te feliz e pensa. Não sejas preguiçoso. Não te vou dizer nada…tenho a certeza que vais ter alguma ideia boa.
    
     O palhacinho fica a pensar um bocadinho…a fadinha sai. O palhacinho grita: 

- Não vás embora.

         A fadinha responde.

- Estou aqui perto. Pensa…já volto.

      Na beirada da janela, a fadinha toca clarinete e o palhacinho ouve uma linda música tocada por ela. Ele sorri e acaba de ter uma ideia genial. 

       Abre a janela de repente, a fadinha assusta-se, saltita, larga o clarinete, a sua luz fica a piscar intermitente…e ela diz.

- Ai, que susto! Vais atirar-te da janela em vez de pensar?

         O palhacinho desata a rir e responde.

- Desculpa, não te queria assustar. Pensei que me tinhas visto.

         A fadinha ainda assustada responde.

- Não, quando toca, fico tão feliz que não vejo ninguém, nem nada. Mas…o que me querias?

         O palhacinho sorridente responde.

- Então eras tu que estavas a tocar essa música tão boa e tão bonita…!

         A fadinha responde.

- Sim, porque?

         O palhacinho sorridente responde.

- Acabei de ter uma ideia excelente.
         A fadinha responde sorridente.
- Áááhhh…ai foi? Ainda bem…qual?
         O palhacinho responde.
- Vou vestir-me com outra farda e tocar clarinete…! Podes ensinar-me a tocar?
         A fadinha saltita de alegria, sorri, a sua luz fica mais forte e ela responde.
- Mas que excelente ideia, querido! (p.c) É claro que te ensino a tocar…com todo o gosto! (p.c) Olha…e por esta excelente ideia que tiveste vou oferecer-te um fato novo!
       O palhacinho fica contente. A fadinha estala os dedos, e aparece um baú, onde tem um conjunto de fatos, cabeleiras e outros acessórios de palhaço diferentes. 
      A fadinha dá um clarinete ao palhacinho, e ensina-o a tocar. Ele aprende rápido. A fadinha bata-lhe palmas, e ensina-lhe novas brincadeiras, os dois riem muito, e ensina também a tocar outros instrumentos musicais diferentes. 
    Nos dias seguintes, o palhacinho volta para as ruas, apresenta sempre brincadeiras, roupas e acessórios diferentes, com a ajuda da fadinha que se transforma numa linda menina para atrair as atenções e brinca com ele e com as pessoas, toca com ele. 
    Todas as pessoas que assistem ficam encantadas com o palhacinho e com a beleza da fadinha, riem muito, cantam, dançam, batem muitas palmas, interagem alegremente com os dois, dão dinheiro ao palhacinho, muito mais do que ele estava habituado e muito mais do que antes. 
     É assim que ele consegue ajudar a família, que tem muito orgulho nele. Ainda bem que o nosso palhacinho não desistiu, só porque as pessoas não se riam dele. 
  É o que todos devemos fazer…às vezes basta uma pequena mudança, ou aproveitarmos para rentabilizar as nossas capacidades especiais para algumas coisas, e mostrar a quem nos vê, os nossos dons. 
    Para que sejamos felizes e para que nos sintamos felizes, assim também estamos a fazer nem que seja uma só pessoa feliz. Embora não pareça há sempre alguém que nos dá valor e que repare em nós, ou que se sente feliz com a nossa presença. 
   O importante é nunca desistirmos. Muitas vezes, à primeira situação que não corre como gostávamos, queríamos ou esperávamos…desistimos. 
    Mas esta não é a saída. Muito pelo contrário, ainda entramos mais no precipício. Portanto devemos fazer como o nosso amigo: ter boas ideias, apostar noutras coisas, inovar…mas nunca nos entregarmos à tristeza, e nunca desistir.

Fim

Lara Rocha 

(21/Maio/2011)







quinta-feira, 24 de março de 2016

INVASÃO DE LUZES (adultos)


Era uma vez uma comunidade de fadas, que viviam numa floresta encantada, e tinham poderes curativos. Toda a Natureza dava-lhes aumentava os seus poderes. Tudo na Natureza servia para elas curarem, e recebiam milhares de pedidos todos os dias. Felizmente todos funcionavam, embora alguns achassem que tudo não passava de ilusão da cabeça das pessoas doentes, que tinham de se agarrar a alguma coisa, para não ficarem com tanto medo. Um dia, umas mães desesperadas, fartas de rezar e sem sucesso, entregaram-se à sua tristeza e à sua dor. As fadas receberam esses gritos desesperados, e uma das mães ouve uma voz.
VOZ DA FADA 1 – Não se entregue à tristeza e à dor.
VOZ DA FADA 2 – Não se acredite em tudo o que ouvem dos médicos.
VOZ DA FADA 3 – O vosso amor é mais forte!
MÃE 1 (chora) – Ai, meu filho…
FADA FLOR – Calma. O teu filho vai vencer.
MÃE 1 (chora) – Eu queria acreditar nisso, mas é muito grave.
FADA BRANCA – Não penses na tristeza e na dor…pensa na força do teu amor, e na sua vitória. Ele vai vencer!
FADA PRATA – Vá lá Mãe…une-te às outras mães…dêem as mãos…e vão ver!
FADA AZUL – Juntas podem mais, são mais fortes.
MÃE 1 (chora) – Até já falo sozinha…e ouço vozes…estou mesmo louquinha
            Em cada quarto, das crianças, adolescentes e adultos que estão com graves problemas de saúde, estão as mães a chorar, entregues à sua dor, quase sem forças, sem conseguir acreditar, de tanta tristeza. Uma fada entra em cada quarto, e apanha as lágrimas das mães, delicadamente para um frasco. 
        Leva-as para o reino da floresta, e põe os frascos abertos num lago sereno. As águas do lago misturam-se com as milhentas lágrimas, e as fadas juntam-se num campo cheio de flores. Colocam os frascos na relva, cobertos pelas flores, dão as mãos e passam a sua energia, os seus pensamentos positivos, para os frascos das lágrimas. 
        A força delas é tão grande que se forma uma aurora boreal por cima dos frascos, e as lágrimas transformam-se em cristais pequeninos, transparentes, cheios de luz. As fadas olham para a aurora boreal e esta desce, atravessa cada frasco de lágrimas, e enche-os de luz. É lindo de ver! 
        Todas murmuram pequenos pedidos, viradas para os frascos cheios de luz, e esta luz torna-se ainda mais intensa. As fadas juntam-se, e cada uma leva um frasco de lágrimas cheias de luz para os quartos dos doentes, crianças, adolescentes e adultos. 
            Abrem os frascos, e viram-nos sobre o corpo dos doentes, da cabeça para os pés, delicadamente, e sem pressa. Os corpos absorvem toda a luz sem se aperceberem. No dia seguinte, voltam a fazer o mesmo, mas desta vez juntam-lhes pétalas de flores, que existem na floresta, mas não são umas flores comuns…estas…quando são colocadas nos frascos, misturadas com as lágrimas das mães, e lavadas nas águas serenas do lago, transformam-se em gotinhas. 
     As fadas voltam a juntar-se de mãos dadas, à volta dos frasquinhos, e a energia dos seus pensamentos, vai para os frasquinhos…as gotinhas ficam cheias de luz, muito poderosas, perfumadas, e curativas. Recolhem os frascos, e voltam aos quartos onde estão os doentes. 
        Cada fada abre um frasquinho, e as gotinhas de luz, que foram misturadas com as flores, e com a água do lago, são largadas sobre o corpo dos doentes, devagar. Eles não sentem nada, nem sabem, mas estas gotinhas de luz vão curá-los. 
         As fadas voltam à floresta, e recolhem a luz do sol, para umas pedras. As pedras, são lavadas no lago tranquilo, e transformam-se em plumas muito leves. As fadas levam esse frasco de plumas para os quartos onde estão as mães, destroçadas, sem forças, vencidas pela tristeza e pela dor, e as plumas voam pelo quarto, em torno das mães, acariciam-nas, e renovam as suas forças interiores. 
        As mães não sabem o que aconteceu…sabem que sentem-se muito mais fortes, bem-dispostas, sorridentes, felizes, e com cheias de pensamentos positivos. Os filhos de todas as idades começam a dar alguns sinais de melhoria. As mães conseguem transmitir aos filhos uma energia e uma força renovada, que os deixa mais felizes. Uma fada informa as mães:
VOZ – Mães…não desistam…juntem todas as pessoas de bem, e enviem pensamentos positivos aos vossos filhos.
           Todas as mães ouvem esta voz, nos diferentes quartos. Estremecem.
VOZ – Acreditem, Mães…façam isso! Os vossos filhos vão vencer. Eles vão ficar curados. Mesmo que seja grave.
VOZ 2 – Acreditem na força curativa do vosso amor!
VOZ – Estamos convosco!
          As mães não sabem se estão mesmo a ouvir a voz, ou se estão a imaginar…mas não dizem nada sobre isso. Ficam a pensar nessas palavras o dia todo.
MÃE 2 – Não custa tentar…vamos lá!
         Uma mãe fala com as outras mães, e com os amigos, família e vizinhos. Pede que se juntem todos, e que peçam pelos seus filhos. Nessa mesma noite, em vários sítios, juntam-se centenas de pessoas, nos sítios onde moram quem está doente, e dão as mãos, em silêncio, numa grande roda, e cada um pede à sua maneira, pela saúde, e pela cura de quem sofre…pedem pela cura de crianças, de adolescentes e adultos, que conhecem e que estão a passar por um momento muito difícil. 
        Cada elemento da roda leva a sua família, e mais amigos deles e dos filhos. De cada pessoa sai uma luz, cada um com uma cor diferente, uma luz que se intensifica a cada pensamento positivo que têm. 
       É lindo de ver! Tanta luz! Essa luz chega à floresta das fadas, que esperam na berma do lago, em forma de pequenas chamas. As fadas espalharam por todo lado, milhares de velas, e cada chaminha que vai chegando, pousa numa vela. Num instante todas as velas ficam acesas, e são necessárias mais. 
        As fadas espalham mais velas, e todas se acendem, mais e mais e mais. O lago fica todo iluminado com milhares de luzes, que são os pensamentos positivos, os pedidos de saúde para os doentes.
As fadas recolhem todas as chaminhas e levam aos quartos dos doentes, espalham pelo corpo dos doentes, e concentram-nas principalmente nas partes do corpo afetadas. 
        No dia seguinte, os doentes estão melhores, e as mães também, e as fadas envolvem o corpo deles, em flores enormes, que não se veem, umas flores que absorveram o brilho das estrelas, e foram lavadas no lago das águas serenas para se tornarem invisíveis, pois as fadas não gostam de aparecer. Essas flores, são metade da cura dos doentes. 
     Elas voltam a pedir às mães que façam o mesmo…um cordão humano, cheio de pensamentos positivos, e mais uma vez, todos se juntam. As fadas, na sua floresta recolhem toda essa luz, as chaminhas dos pensamentos cheios de força, pousam sobre as velas acesas no lago, juntam as lágrimas das mães, as pétalas das flores, as plumas e as gotinhas de luz, e armazenam nas suas asas. 
     Nos quartos dos doentes, sacodem as asinhas por cima deles, nos medicamentos, nas flores do quarto, e o corpo deles absorve tudo. No dia seguinte, para surpresa de todos, os doentes estão quase curados, todos se apresentam muito melhores, muito mais animados, e sorridentes, mais fortes, mais corados, e com mais energia. 
      As mães estão também mais fortes, mas voltam a juntar-se todos nessa noite. As fadas voltam a recolher tudo, e despejam uma cascata de luz nos quartos dos doentes, por cima deles, que não molha, mas todo o corpo absorve a energia positiva, e os pedidos que foram feitos por eles. A cascata de luz fica no quarto deles, e sobre eles, durante toda a noite. No dia seguinte, eles fazem exames, e chega a boa noticia, tão esperada, que deixa os médicos boquiabertos.
MÉDICOS – Estão curados!
MÃES – Ãhhh…?
MÉDICO – Sim, o seu filho está curado.
MÃE 1 – Mas…como?
MÉDICO 2 (sorridente) – Olhe, sinceramente, não sabemos o que aconteceu…provavelmente o organismos reagiu aos medicamentos.
MÉDICO 3 (sorridente) – Sim, estamos estupefactos…! Nunca vimos tal evolução tão rápida, e tão boa!   
MÉDICO 4 (sorridente) – Estamos mesmo muito felizes!
MÉDICO 5 (sorridente) – Muitos parabéns…
MÉDICO 1 (feliz) – Já podem ir para casa!
MÉDICO 2 (feliz) – É um caso de estudo muito interessante.
MÉDICA 1 (feliz) – Eles queriam mesmo viver, são jovens…
MÉDICA 2 (sorridente) – E com o amor das mães!
MÃES (emocionadas, sorridentes e felizes) – Maravilhoso.
MÃE 1 (feliz, de joelhos) – Muito obrigada…muito, muito obrigada senhores doutores.
MÉDICOS (sorriem) – De nada…
MÉDICO 2 (sorridente) – Essa é a nossa missão!
MÉDICA 1 – Mas a maior parte da cura deles, foi a força de vontade de viver…
MÉDICA 2 – Sim, e a força do amor das mães.
MÃE 3 (feliz) – Ai, senhoras doutoras, eu já tinha perdido as esperanças todas.
MÉDICO (feliz) – Mas ainda bem que não desistiu, e que não se entregou…!
MÉDICA 1 – Claro! Mesmo sem esperanças, continuou a rezar, e olhe…valeu a pena!
MÃE 4 (feliz) – Milagre!
MÉDICA 2 – Foi o milagre do amor, e da força dos seus pensamentos positivos…
MÃE 5 – Sim, é verdade…à volta dele, formou-se uma corrente curativa!
MÉDICAS (sorridentes) – Claro que sim!
MÉDICA 1 – Vá…preparem-se para irem para casa…descansar, e recuperar o tempo perdido.
TODOS – Muito obrigada.
         As mães estão radiantes, e os doentes estão curados…tudo graças à força do amor das mães, e das energias boas, dos pensamentos positivos que se geraram à volta deles. Quando a luz de cada um se junta…forma-se uma linda e forte corrente positiva, de amor e de cura, e quando isso acontece…tudo é possível acontecer! 
        Não desistam. Por mais grave que seja o problema, juntem todas as vossas forças, todas as luzes dos vossos pensamentos positivos, e verão que tudo se transforma! Façamos neste momento uma corrente positiva, de cura e de luz, para todos os que sofrem de problemas graves de saúde, crianças, adolescentes e adultos…todos precisamos…ou poderemos vir a precisar de uma corrente…para nós ou para alguém ligado a nós. 
        Não desistam! Vale a pena! Compartilhem, e nem que seja 1 minuto por dia, pensem positivo, enviem nem que seja só um pensamento positivo, de cura, e de saúde, para todos os que neste momento enfrentam problemas graves de saúde. Quem sabe, não teremos todos umas surpresas muito agradáveis, e comecem a surgir noticias muito boas! 
        Experimentem! E partilhem com toda a gente que conhecem, para que façam o mesmo… com carinho, sinceridade, e vontade. Tudo pode acontecer. Todos podemos contribuir para uma saúde mundial, melhor, e para a cura de alguém que precisa. Para todos os que sofrem de problemas graves…muita força, e estamos convosco. Vencerão!

FIM
Lara Rocha 
(15/Abril/2013)