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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A CASA ÀS COSTAS




        Era uma vez um ser pequeno, que vivia numa grande e imensa floresta. Ele adorava viver nesse sítio, mas sempre que olhava para a paisagem de outros sítios da floresta, ficava muito curioso por conhecê-los.
        Apesar de querer conhecer, a sua maravilhosa casinha prendia-o! Nunca se afastava muito por isso, porque queria conhecer outros sítios lindos, mas não queria deixar a sua casa para trás.
        Sentia-se muito dividido, entre o ir e o ficar. Um dia, pensou, pensou, pensou…até que foi pedir ajuda ao sábio da floresta, um senhor com mais de cem anos, mas ainda com a cabeça fresca e muito simpático.
O sábio estava a meditar, sentado num rochedo cheio de ervas, encostado a uma árvore. O pequeno ser não quis incomodar, e esperou que o sábio abrisse os olhos. Mas o sábio sentiu uma presença.
- Quem está aí? – Pergunta o sábio
- Sábio…desculpe estar a incomodar. – Responde o pequeno ser
- Olá, filho.
        Abre os olhos.
- Pode terminar a sua meditação…
- Não. Senti uma presença. Agora não consigo. Não faz mal…diz-me o que precisas!
        O pequeno conta a sua dúvida.
- Hum! Estou a perceber.
- O que devo fazer?
- Anda comigo.
        Os dois entram numa oficina. O sábio constrói um cogumelo insuflável, muito leve, e muito espaçoso.
- Aqui podes meter tudo o que te faz mais falta, e viajar à vontade, parar quando quiseres, sem te preocupares com sítio para dormir.
- Uau! É linda! Mas…não é a minha casa…
- Passa a ser…
- Sim…?
- Claro. A nossa casa é sempre a nossa casa, mas também precisamos de sair dela, para conhecer outros sítios, principalmente para darmos valor ao que temos, e muitas vezes ignoramos. Experimenta como é leve! Mesmo quando puseres lá tudo o que precisas, continua leve.
        O pequeno experimenta.
- Áh! Realmente é muito leve…e de muito fácil transporte. Óh…obrigado sábio.
- Vai…leva o que quiseres, e quando voltares, saberás que tens a tua casa, a verdadeira à tua espera, no mesmo sítio.
- Sim, é verdade.
        Os dois conversam mais um pouco, e o pequeno ser regressa à sua casa. Enche a casa insuflável com o que mais precisa: comida, bebida, roupas de cama, e produtos da sua higiene, e lá vai ele.
Antes de sair de casa, olha para ela. Umas fadas que vivem no sótão da sua casa, asseguram-lhe que tomarão muito bem conta da casa enquanto ele está fora. Desejam-lhe boa viagem, e ele mete pés ao caminho com a sua segunda casa às costas.
Lá vai ele todo feliz, caminha por sítios onde nunca tinha andado, vê árvores que nem fazia a mais pequena ideia que existia, animais e plantas que desconhecia, e outras maravilhas da natureza que ele pensava que só existiam na sua imaginação.
Sobe montes, atravessa montanhas, corre, rebola, toca em tudo, anda descalço, abraça árvores, acaricia animais que encontra pelo caminho, toma banho em rios e faz tudo o que sempre quis.
Quando quer comer, beber, descansar ou apreciar com mais pormenor a paisagem, tira a casa das costas, e pousa-a no chão. Acampa em praias ou em campos verdes. Nessa casa, sente-se como se estivesse na sua verdadeira casa, da floresta. É confortável e térmica.
À noite, no silêncio, quando se deita, fica a apreciar um pouco o lindo manto de estrelas que está por cima dele, a ouvir os pássaros que chilreiam, as cigarras e os grilos, os sapos e as rãs, e o som da água dos riachos.
Ele está encantado. Dorme um rico sono, e no dia seguinte, depois de um bom pequeno-almoço, continua o seu passeio, sempre com a casa às costas. Ao chegar a uma montanha muito alta, sente o vento forte na cara, e vê uma paisagem maravilhosa. Daí, consegue ver a sua casa verdadeira e as dos vizinhos.
Abre um grande sorriso, e nessa montanha descobre centenas de tesouros e surpresas agradáveis que nunca tinha imaginado, nem visto. Nesse dia, acampou nessa montanha. Essa noite, apanhou alguns pequenos sustos, com sons de animais diferentes que tinha ouvido no campo, e o próprio som do vento, era mais assustador.
Decidiu andar mais um pouco, e começou a sentir falta da sua casa verdadeira. Então, depois de uma grande volta, voltou para a sua casa. Caminhou a noite toda, e chegou com o nascer do sol. As fadas receberam-no surpresas pelo regresso tão rápido, e ele contou-lhes tudo o que viu. Para elas já não era novidade, porque já tinham andado por todo o lado, mas no fim, voltavam sempre à casa que mais gostavam…a casa do pequeno ser!
- Sabem, eu gostei muito de conhecer todos os sítios por onde passei estes dias, mas a minha casa, é sempre a minha casa…e é a melhor. – Diz o rapaz às fadas.
        E depois desse dia, quando ele queria, lá voltava a pôr a casa às costas e passeava por onde queria, mas voltava sempre à sua casa.

FIM
Lara Rocha 

(15/Janeiro/2015) 


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

TEMOS O MUNDO NAS NOSSAS MÃOS

(Projeção de imagens intensas de guerra e catástrofes naturais, violência, bombas…e, ou poema. As crianças circulam para o palco com mímica de medo, terror, encolhem-se, deitam-se no solo, tapam os ouvidos, jogo de luzes…+ música) Entram umas bruxas e monstros a rir às gargalhadas, a rondar os outros e a assustá-los, a rir das imagens, a dançar e a aplaudir. As crianças gritam «NÃO», «ÁÁÁÁÁÁÁHHHHH» …. Desespero…eles não querem ver.
Poema:
Cinco sentidos (sobre a guerra)

Vejo uma Guerra sem fim!  
Vejo a Guerra,
Vejo a tristeza,
Vejo o mal,
Vejo a destruição,
Vejo um inicio sem fim!  
Vejo feridas, e sangue derramado,
De inocentes,  
Vejo lágrimas,
Vejo medos,  
Vejo bombas,
Vejo armas,
Vejo sonhos desfeitos,
Vejo famílias destroçadas
Vejo crianças sozinhas...
Vejo um inicio sem fim!  
Ouço tiros,  
Ouço gritos,
Ouço choros,
Ouço dores,
Ouço estouros,
Ouço bombas,
Ouço explosões!
Ouço um inicio sem fim!  
Cheiro a Fumo,
Cheiro a morte,
Cheiro a sangue,
Cheiro a pólvora...
Cheiro um inicio sem fim! 
Sinto a dor,
Sinto o fumo,
Sinto os estrondos,
Sinto o medo, e o terror,
por todo o lado,
Sinto a incerteza,
Sinto a tristeza,
Sinto a guerra,
Sinto o frio,
Sinto o calor,
Sinto o mal,
Sinto um inicio sem fim! 


No fim da música, gargalhadas de monstros e bruxas.
BRUXA 1 – Qual é o medo?
CORO DE CRIANÇAS – Saiam…Nããããããããooooooo….
BRUXA 2 – Ai, adoro o cheiro a medo…áh, áh, áh, áh…
CORO DE BRUXAS E DE MONSTROS (às gargalhadas) – Eu também…áh, áh, áh, áh…
CRIANÇAS – Ai, que medo… (abraçam-se)
CRIANÇA 2 – Isto é um pesadelo, não é?
CRIANÇAS – Sim, um pesadelo!
CORO DE BRUXAS E DE MONSTROS – Não!
BRUXA 1 – Este é o vosso mundo!
BRUXA 2 – Horrivelmente monstruoso.
MONSTRO 1 – E a culpa é só vossa!
MONSTRO 2 – Toda vossa…
CRIANÇAS – Não!
MONSTRO 3 – Sim!
BRUXA 3 – Acordem… O vosso mundo é feioooo…!  
MONSTRO 4 – E a culpa é toda vossa!
MONSTRO 5 – Só vossa!
BRUXA 4 – Seus…horríveis…!
BRUXA 1 – Olhem o que têm feito…
CRIANÇAS – Nós?
BRUXAS E MONSTROS – Claro.
MONSTRO 1 - Vocês!
BRUXA 2 - Minorcas…
CRIANÇAS – Não!
BRUXA 3 – Não têm nada na cabeça…
MONSTRO 2 – Nem no coração.
MONSTRO 3 – Foi por isso que nos transformamos nisto…!
CRIANÇAS – Não…monstros…bruxas…
BRUXA 1 (a rir) – Aprenderam bem a nossa lição…
CRIANÇAS – Não!
MONSTROS – Humanos…
MONSTRO 1 – E depois nós é que somos os monstros, não é?
MONSTROS E BRUXAS – É!
BRUXA 2 – São vocês que estão a virar o Mundo ao contrário.
CRIANÇAS – Não!
BRUXAS E MONSTROS – Sim.
CRIANÇAS – Não.
BRUXA 3 – Os meus feitiços já nem estão a funcionar…
MONSTRO 2 – E a culpa é toda vossa.
BRUXAS E MONSTROS – Só vossa.
Entram dois anjos que chutam os monstros e as bruxas.
BRUXA 1 – Lá vem aqueles…
BRUXA 2 – Horríveis.
BRUXA 3 – Mas que perseguição…
BRUXA 4 – Só faltavam estes para estragar tudo…!
MONSTROS – Óh Não!
ANJOS – Rua…!
ANJO 1 – O que estão a fazer?
ANJO 2 – Vão embora.
MONSTRO 1 – Mas…que antipáticos…
MONSTRO 2 – E depois nós é que somos os monstros, não é?
MONSTROS – É.
ANJOS – Calem-se.
ANJO 1 – Vão criaturas malvadas.
BRUXA 1 – Pois é…custa ouvir a verdade, não é?
BRUXAS E MONSTROS - Claro…
ANJOS – Verdade?
ANJO 1 – Não sabem o que isso significa, pois não?
BRUXAS E MONSTROS – Sabemos.
BRUXA 2 – O Mundo está ao contrário, e a culpa…
BRUXAS E MONSTROS – É deles…
BRUXA 1 – Só deles.
BRUXA 3 – Eles é que não prestam.
ANJO 2 – Porque vocês estão sempre a meter o nariz…
ANJO 1 – XÔ!
MONSTRO 1 (MURMURA) – Mas que indelicados…
ANJOS – XÔ!
As crianças ajoelham-se aos pés dos anjos. As bruxas e os monstros saem a resmungar e gritam:
BRUXAS E MONSTROS – Voltaremos….
(Ouve-se um trovão e desaparecem)
CRIANÇAS – Ai, que susto!
ANJOS – Estamos aqui!
ANJO 1 – Já passou.
CRIANÇA 2 – Foi um pesadelo, não foi?
ANJOS – Foi.
CRIANÇA 1 – O nosso mundo não é assim pois não?
Entra uma menina com uma bola na mão que representa o planeta terra.
CRIANÇA 3 – Olhem o nosso mundo!
CRIANÇAS – Que lindo, o nosso mundo.
ANJO 3 – É. Mas está doente!
CRIANÇAS – Doente?
ANJOS – Sim.
CRIANÇA 4 – Mas tu disseste…
ANJO 2 – É…dissemos que foi um pesadelo que vocês tiveram, mas infelizmente, houve coisas que nesse pesadelo, são reais… a fome, a miséria, a guerra… isto…
(Estalam os dedos e aparecem imagens intensas de guerra, fome, sofrimento, tempestades, soldados, armas…)
CRIANÇAS – Não!
CRIANÇA 7 – Eu não gosto destas imagens!
CRIANÇA 8 – Áh, estas imagens são as que fazem a minha mãe chorar, e a minha avó, as minhas tias…
CRIANÇA 9 – Mas este não é o nosso mundo!
CRIANÇA 5 – Este não é o nosso mundo…
CRIANÇA 1 – Ai...só vejo o mal.
ANJOS – Sim!
ANJO 1 – Muito mal, por todo o lado.
CRIANÇA 2 – Vejo a destruição.
ANJOS – Destruição.
CRIANÇA 3 – Esses não têm casa!
ANJOS – Não têm casa.
CRIANÇA 4 – Vejo tantas lágrimas…até a mim me apetece chorar!
ANJO 1 – És um coração bom.
CRIANÇA 5 – Tantas bombas, tantos tiros, tantas pedras, tanto fumo…até quase consigo ouvir os estouros, os gritos, os choros, como na televisão…
CRIANÇAS – Ai, que medo!
CRIANÇA 8 – Dói muito, ver estas imagens…até custa a acreditar que são do nosso mundo!
ANJOS – Infelizmente, são!
CRIANÇAS – Não!
CRIANÇA 6 – A guerra está muito longe…um dia perguntei à minha avó se a guerra era perto de nós, mas a minha avó disse que a guerra estava muito longe! Até escrevi uma carta a um menino de olhos verdes, que mostrou numa imagem de guerra, na televisão.
CRIANÇA 12 – E ele respondeu?
CRIANÇA 6 – Não, nunca cheguei a enviar.  
CRIANÇA 7 – Estas famílias devem estar desfeitas…destroçadas.
ANJOS E CRIANÇAS – Sim, pois claro.
CRIANÇA 9 – Estas crianças não devem ter sonhos…só devem ter medo…e fome.
ANJOS – Tens razão.
CRIANÇA 14 – Deve haver muita criança sozinha.
ANJOS – Há.
CRIANÇA 10 – É…a guerra está longe na televisão, mas também há guerra muito perto de nós…até dentro de casa!
ANJOS – Isso mesmo!
CRIANÇA 11 – Como é que sabes?
CRIANÇA 10 – São os meus pais que dizem… de homens que batem nas mulheres, e nos filhos, até tiros já ouvi à porta da minha casa…
ANJO 1 – A guerra não existe lá longe…
ANJO 2 – Fazem-se muitas guerras por aí…!
CRIANÇA 12 – A minha mãe diz que a guerra também é feita com palavras que ofendem, ou gestos menos simpáticos. Não é só com pistolas, ou sapatadas, murros e pontapés!
CRIANÇA 14 – A minha mãe também disse isso…
ANJO 3 – A tua mãe tem toda a razão!
CRIANÇAS – Porquê?
ANJO 1 – Porque há muita gente vazia por dentro.
CRIANÇA 13 – Então são fantasmas?
ANJOS (riem) – Não.
CRIANÇA 15 – São vazias de sentimentos bons, de amizade, de amor, de paz...
ANJOS – Isso mesmo.
CRIANÇA 16 – Há pessoas muito más…com sede de vingança, que só pensa em fazer mal, e que não tem nada de bom para dar aos outros.
ANJOS – Pois há.
CRIANÇAS – Porquê?
ANJO 2 – Tantas perguntas que ficam sem resposta!
CRIANÇAS – Porquê?
ANJO 3 – A mente humana não tem explicação.
ANJO 1 – A Terra está a carregar toda a raiva dos humanos.
CRIANÇAS – Que medo! Porquê?
ANJO 2 – Porque não têm nada nas cabeças, nem nos corações.
CRIANÇAS – E agora?
ANJO 3 – Agora…o mundo é vosso!
CRIANÇA 17 – Que mundo horrível.
CRIANÇA 18 – Ainda bem que este não é o nosso verdadeiro mundo…  
ANJO 1 – Cabe a vocês pequenitos, mudarem o vosso mundo para melhor, e deixar a guerra bem longe!
CRIANÇAS – Como?
ANJO 2 – O mundo está nas vossas mãos!
ANJO 3 – Cuidai dele!
CRIANÇA 1 – Eu não quero um mundo com guerra.
CRIANÇA 2 – Eu quero que a guerra acabe no mundo.
CRIANÇA 3 – Eu quero viver em paz!
CRIANÇA 1 – Eu quero, tu queres, ele quer viver em paz!
ANJO 1 – Pegai nele.
ANJO 2 - Cuidai dele, amem-no, protejam-no.
ANJOS – O mundo está nas vossas mãos. Cubram-no com a luz da vossa paz.
CRIANÇAS – O mundo está nas nossas mãos.
CRIANÇA 4 – Eu quero um mundo sem armas.
CRIANÇA 5 – Tu queres, ele quer, nós queremos, eles querem um mundo sem armas.
ANJOS – O mundo está nas vossas mãos.
CRIANÇAS – O mundo está nas nossas mãos!
ANJO 1 – Destruam as armas que matam e fazem sofrer, e ofereçam as vossas armas: o sorriso, a bondade, o carinho, o respeito…
CRIANÇA 6 – Eu quero que as armas se transformem em flores.
ANJOS – Lindo!
CRIANÇA 7 – Ou em braços que abraçam e que pegam ao colo.
CRIANÇAS E ANJOS – Lindo!
ANJO 2 – Dai flores, colo e abraços uns aos outros.
CRIANÇA 8 – Eu quero que as balas se transformem em música, ou em pássaros ou medicamentos para quem sofre.
ANJO 1 – Dai a vossa música ao mundo!
ANJO 2 – Sejam pássaros e deixem voar o amor e o respeito pelos outros…
ANJOS – O mundo está nas vossas mãos!
CRIANÇA 9 – Eu quero um mundo sem fome.
ANJO 2 – Vocês querem, eles querem um mundo sem fome, dêem, tenham e sejam alimento para os que mais precisam!
ANJOS – O mundo está nas vossas mãos.
CRIANÇAS – O mundo está nas nossas mãos.
CRIANÇA 10 – Quero um mundo sem poluição, com águia potável, com saúde, e cura para as doenças.
ANJO 1 – Limpai, cuidai, protegei o vosso mundo!
ANJOS – O mundo está nas vossas mãos.
CRIANÇAS – O mundo está nas nossas mãos.
CRIANÇA 11 – Eu quero um mundo onde todos os povos diferentes se aceitem, respeitem e vivam em paz.
ANJO 2 – Respeitai todos, e respeitai o mundo! 
ANJOS – O mundo está nas vossas mãos.
CRIANÇAS – O mundo está nas nossas mãos.
CRIANÇA 12 – Eu quero viver num mundo sem falsidade, sem máscaras, com verdade, e com respeito pelos direitos humanos.
ANJOS – O mundo está nas vossas mãos.
CRIANÇAS – O mundo está nas nossas mãos.
CRIANÇA 13 – Eu quero um mundo sem solidão, onde as mulheres, crianças e idosos são respeitados, protegidos, amados e bem tratados.
CRIANÇA 14 – Eu quero um mundo onde todos têm casa, onde ninguém dorme na rua.
CRIANÇA 15 – Eu quero um mundo onde todos tenham trabalho!
ANJO 1 – Trabalhai e dai trabalho no vosso mundo, seja qual for, e a quem for.
ANJOS – O mundo está nas vossas mãos.
ANJO 3 – Abram o vosso coração como se fosse uma grande casa, onde todos podem entrar em paz, com segurança, e onde são acolhidos, bem tratados.
CRIANÇA 16 – Eu quero um mundo diferente do deles, e quero que o mundo deles seja diferente.
CRIANÇA 17 – Que seja um mundo melhor!
CRIANÇAS – O mundo está nas nossas mãos. Um mundo melhor.
ANJO 1 – Construir um mundo melhor, e um mundo diferente, cabe a cada um de nós, e a todos nós.
(Fazem um círculo à volta de uma luz, dão as mãos, pegam todos numa bola que está pousada no chão com as mãos juntas e gritam)
TODOS – Temos o mundo nas nossas mãos.
Música e todos a passar a bola de mão em mão, a sorrir, a brincar juntos…
Fim
                                                             Lálá 
                                                     (7/Janeiro/2015)