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terça-feira, 4 de junho de 2013

A cigarra envergonhada



NARRADORA - Era uma vez uma floresta onde viviam muitos animais diferentes, e todos se davam bem. Adoravam fazer muitas festas, e reuniam-se muitas vezes para longas, e quentes noites de Verão, ao luar, em campos enormes. Uns animais, gostavam de fazer rir, e vestiam-se de palhaços, com roupas cheias de cores, cabeleiras, pinturas estranhas. Outros animais, dançavam, outros passavam modelos, outros eram cabeleireiros e preparam ao pormenor os pêlos dos animais que iam às festas. Havia também os cozinheiros, os bailarinos, as bailarinas e os músicos, e os fotógrafos. Era sempre uma grande animação com todos a cantar, a rir, a dançar felizes, e a brincar. Mas no meio desta alegria toda, havia uma cigarra pequenita, que era muito envergonhada! Quase só falava com os seus pais e irmãos, e família, mas com as outras pessoas não falava. Até chegaram a pensar que ela tinha um problema na voz, na fala ou nas asinhas. Os coleguinhas da escola e os vizinhos achavam-na muito estranha, e não queriam brincar com ela, porque ela não falava. Ela bem se esforçava para falar, porque queria mesmo muito, mas não conseguia. Por isto sentia-se muito sozinha e triste. Uma noite, a pequenina cigarra olhou para as estrelas e murmurou muito triste:

CIGARRA – Óh…queria tanto falar como os outros, cantar como os outros…mas não consigo!

NARRADORA – Um mocho que estava pousado na árvore em frente, tossica, a cigarra estremece e tenta esconder-se e foge. O mocho grita-lhe:

MOCHO – Menina…volta aqui.

NARRADORA – Ensinaram à pequenina cigarra que quando um mocho dá uma ordem é para se cumprir. E a cigarra, lá voltou para a janela, onde estava a falar com a estrela, a tremer e muito devagar.

MOCHO – Podes vir devagar…eu tenho a noite toda…mas tens de vir.

NARRADORA – A cigarrinha encolhida para na janela.

MOCHO – Olha para mim.

NARRADORA – A cigarra treme como uma vara verde à brisa.

MOCHO – Ai…que paciência…! Aproxima-te, e olha para mim, eu não mordo.

NARRADORA – A cigarrinha olha para o mocho muito rápido e a tremer.

MOCHO – O que foi isso?

NARRADORA – A cigarrinha não responde, e fica muito assustada.

MOCHO – Porque tremes tanto?

NARRADORA – A cigarrinha não responde, nem olha para o mocho.

MOCHO – Mas, estou a falar com uma pedra, ou com um pau?

NARRADORA – A cigarrinha fica triste, encolhe-se.

MOCHO (suspira) – Olha, menina…vais ter de dizer alguma coisa!

NARRADORA – A cigarra abana a cabeça para dizer que não.

MOCHO – Mas porque não?

CIGARRA (baixinho) – Não.

MOCHO – Tens algum problema na voz?

CIGARRA (baixinho) – Não.

MOCHO – Então porque não dizes nada?

CIGARRA (baixinho) – Porque…porque…

MOCHO – Porque…?

CIGARRA (nervosa, baixinho) – Porque…não.

MOCHO – Mas estás a falar agora, e eu ouço-te a falar com os teus familiares…!

CIGARRA (baixinho) – Ai…

MOCHO – O que foi? Dói-te alguma coisa?

CIGARRA (a tremer, baixinho) – Não.

MOCHO – Então…porque nunca falas?

CIGARRA (baixinho) – Porque…tenho vergonha.

MOCHO – Como?

CIGARRA – Sim.

MOCHO – Mas…vergonha…de quê?

CIGARRA (baixinho) – De…falar.

MOCHO – Que disparate…vergonha de falar, porque razão…?

CIGARRA (a tremer) – Não sei…só sei que tenho vergonha.

MOCHO – Mas porquê? Não tens voz como os outros?

CIGARRA (baixinho) – Acho que sim…mas…ouço vozes tão bonitas…

MOCHO – Ora essa…a tua também é uma voz bonita…é a tua voz…a voz igual à da tua espécie.

CIGARRA – Mas eu não sei cantar como os outros, e vão todos gozar-me. Não sou como os outros…

MOCHO – Nisso, tens razão…não és como os outros…nós somos todos diferentes, nenhum é igual ao outro. Ainda bem!

CIGARRA – Mas os da minha espécie…são como eu…

MOCHO – O que vos cobre…a vossa pele…é toda igual, mas como animais…todos são diferentes…! Felizmente! Mas todos vivem bem uns com os outros, porque sabem que são diferentes em algumas coisas.

CIGARRA – Somos assim tão diferentes…pois, eu canto mal, eles cantam bem!

MOCHO – O quê? (ri) Lá porque são da mesma espécie, achas que todos cantam bem?

CIGARRA – Sim…!

MOCHO (ri) – Ainda não ouviste, uns e outros da tua espécie…! Quando ouvires com atenção, vais ver que tudo isso são ideias da tua cabeça, sem pés nem cabeça.

CIGARRA – As ideias têm pés e cabeça…?

MOCHO (ri) – Sim. Mas porque tens medo?

CIGARRA – Ahh…Áhhh…porque…porque…

MOCHO – Claro, não tens justificação!

CIGARRA – Porque…eles vão…gozar-me.

MOCHO – Que disparate. Vão agora gozar-te porquê?

CIGARRA – Porque…o meu pai disse que eu não canto nada.

MOCHO – E tu já cantaste com eles, ou para eles?

CIGARRA – Sim.

MOCHO – O teu pai deve achar que é um tenor…(ri) com todo o respeito…é a voz dele, mas há vozes muito mais bonitas. Por exemplo a tua.

CIGARRA – Como é que sabes, nunca me ouviste cantar? Uma vez que cantei, todos me gozaram…

MOCHO – São coisas da tua cabeça…nada é real. E tinhas ensaiado?

CIGARRA – O que é isso?

MOCHO – Cantaste muitas vezes, com alma, com amor, com alegria, com emoção…antes de cantares?

CIGARRA – Não. Cantei na hora…juntamente com os outros.

MOCHO – Minha querida…não há nada que saia bem, sem fazer mal muitas, e muitas vezes…!

CIGARRA – Mas…

MOCHO – Nunca te disseram que tinhas de cantar muitas, e muitas vezes antes de cantares com os outros…? E tinhas de te engasgar, e tinhas de ganhar tosse…e ficar rouca…ou com a garganta a doer?

CIGARRA – Ui, que horror…!

MOCHO – Disseram-te?

CIGARRA – Não!

MOCHO – Falharam.

CIGARRA – Mas os grandes nunca falham.

MOCHO (gargalhadas) – Ora essa…?! Nunca falham? Nunca outra ouvi.

CIGARRA – Pois…eles cantaram logo que foram para o palco.

MOCHO (ri) – E tu sabes quantas vezes eles passaram por tudo o que te disse, até conseguirem cantar assim?

CIGARRA – Nenhuma…eles já cantam tão bem, desde sempre.

MOCHO – Errado! Tu é que não os viste, nem ouviste…e eles já se esqueceram do que passaram até chegar onde estão agora.

CIGARRA – A sério?

MOCHO – Sim, claro.

CIGARRA – E tu viste?

MOCHO – Vi, claro que sim. Eu vejo tudo, e ouço tudo.

CIGARRA – Mas…então porque é que dizem que eu canto mal?

MOCHO – Ora aí está! Lá porque são grandes, não quer dizer que saibam tudo…nem que saibam cantar na hora…eles é que têm vergonha de te dizer que também começaram por cantar muito mal, e depois ensaiaram muito, ficaram muitas vezes sem voz de cantar tão mal…e muitas outras coisas.

CIGARRA – Porque é que eles dizem que eu canto mal?

MOCHO – Só te ouviram uma vez?

CIGARRA – Sim…não cantei mais, porque disseram-me que cantei muito mal, e fiquei cheia de vergonha.

MOCHO – E só porque te disseram uma vez…é porque cantas realmente mal?

CIGARRA – Sim…os adultos é que sabem

MOCHO – Não acredites nisso! Os adultos também já foram crianças, também já não souberam nada…e também já cantaram horrivelmente mal. Mas eram felizes com certeza.

CIGARRA – Sim, e eu também era feliz se cantasse bem, se apreciassem a minha voz.

MOCHO – Como queres que apreciem a tua voz, se não falas, nem cantas?

CIGARRA – Tenho medo que eles não gostem.

MOCHO – Que disparate. Tens de experimentar.

CIGARRA – Huuummm…acho que não.

MOCHO – É uma ordem minha…tu vais cantar.

CIGARRA (a tremer) – Ai…não…que vergonha.

MOCHO – Vais desobedecer-me?

CIGARRA – Não.

MOCHO – Então vais cantar.

CIGARRA – Não.

MOCHO – Vais desobedecer-me?

CIGARRA – Não.

MOCHO – Então vais cantar.

CIGARRA – Mas eu não sei cantar.

MOCHO – Que disparate. Claro que sabes cantar.

NARRADORA – O mocho, pacientemente, leva a cigarra para a beira do rio, onde não tem ninguém, e ensina-a a cantar, a aquecer e a afinar a voz, a respirar, e outros truques muito importantes. Passado uns dias, depois de muitos ensaios, e enganos, o Mocho sempre incentivou a cigarra, sempre valorizou os seus pequeninos progressos, tudo o que ela errava e fazia bem a seguir, o mocho elogiava, aplaudia, dizia palavras agradáveis. Muitas vezes cantaram os dois juntos. A cigarra ficou muito mais feliz, muito mais vaidoso, e orgulhosa, e muito mais aberta, mais segura, e mais faladora. Durante vários dias e noites, a cigarra pequenina ensaiou com o mocho. Numa noite de festa, em que todos estavam felizes e a cantar, acontece uma coisa muito estranha…e misteriosa…levanta-se uma grande ventania e todos os que cantavam, perdem a fala, depois de muito tossir com a poeira do vento, e do frio. A única que não foi afectada, foi a cigarrinha. O mocho grita à cigarrinha:

MOCHO (grita) – Vai…é a tua vez. Mostra o que vales…! O palco é teu…

CIGARRA (assustada) – Ai…não…!

MOCHO (grita) – Vai…todos perderam a fala, restas tu! É agora a tua oportunidade! Força…mostra o que está guardado por trás da tua vergonha e do teu medo. Estivemos a ensaiar…lembras-te?

CIGARRA – Sim.

MOCHO (grita) – Vai…! Força!

CIGARRA – Ai…ai, ai…!

MOCHO – Vai, sem medo! Respira…fecha e olhos, e canta. Vá lá…!

CIGARRA – Cantas comigo?

MOCHO – Sim. Começa.

NARRADORA – E na confusão, onde todos estavam nervosos, muito aflitos por terem perdido a voz e por estarem a tossir, a cigarrinha fecha os olhos, e canta com toda a força…surge uma voz doce…tão linda…que todos fazem silêncio, incrédulos ao ver que era a pequenina cigarra tão tímida, e calada, que quase ninguém conhecia…o mocho acompanha, e todos ficam arrepiados de emoção ao ouvir aquele dueto tão lindo. Os pais da cigarrinha estão maravilhados, e parece que todos ficam hipnotizados por aquela beleza. No fim, todos batem muitas palmas de pé, sorriem felizes, e a partir desse dia, a doce cigarrinha não teve mais medo de falar, nem vergonha, tornou-se muito respeitada, e muito solicitada para cantar.

CIGARRA (feliz) – Muito obrigada, estrelas, por realizarem o meu desejo. E muito obrigada mocho, por tudo o que me ensinaste.

MOCHO (sorri) – Ora essa, filha…não fiz nada! E isto é só o começo…muito mais haverá.

NARRADORA – E a cigarrinha nunca mais parou, e nunca mais se sentiu sozinha, passou a viver rodeada de amigos, e a ser muito faladora. Os seus pais têm um grande orgulho nela, e passam a cantar juntos nas festas. Às vezes acontecem-nos coisas estranhas, para mostrarmos quem somos, sem fingirmos, e para mostrar coisas boas que temos. Somos assim, como somos, todos diferentes, mas todos podemos ser amigos.


FIM

Lara Rocha 

(3/Junho/2013)





segunda-feira, 27 de maio de 2013

O MUNDO DOS GIGANTES


NARRADORA - Era uma vez uma menina, pequenina que foi visitar uma terra onde tudo era gigante: as casas, as árvores, as flores, os meios de transporte, tudo…a menina era pequenina, mas mesmo assim, nunca sentiu medo. Passeou por essa terra, e apreciou cada detalhe…tentou subir a uma flor gigante, um enorme e lindo girassol, mas escorregou pelo pé abaixo, mesmo ao chegar quase ao topo da flor, e aterrou no cimo de um cogumelo gigante. Segurou-se bem ao telhado, mas fez um grande estrondo e abanou o telhado. De dentro do telhado saiu uma linda borboleta gigante, cheia de cores, que foi ver o que tinha sido aquele barulho, muito assustada. A menina ficou a olhar para a borboleta maravilhada…nunca tinha visto uma borboleta daquele tamanho, nem com aquelas cores todas.
MENINA (surpresa) – Ei, que olhos tão grandes! Parecem duas balas de canhão a olhar para mim…!
BORBOLETA (indignada e zangada) - Óh minorca…estás a olhar para mim com essa cara porquê?
MENINA (sorri) – Desculpa, é que nunca vi uma borboleta tão grande…!
BORBOLETA – Como assim?
MENINA – Sim, todas as borboletas que conheço são pequeninas…cabem na minha mão…!
BORBOLETA – Mas de onde é que tu vens, óh minorca…? Pareces um mosquito.
MENINA - Desculpa? O que é que me chamaste? Isso quer dizer mosquito, aqui na tua terra?
BORBOLETA - Minorca…MI-NOR-CA! Sim…és minúscula…é o que quero dizer! Não, não quer dizer mosquito…na minha terra…mosquito, é mosquito.
MENINA – Áh…está bem! Sim…à tua beira sou muito pequenina. Mas o que é que isso tem? Como se diz na minha terra…cada um é como é! Diferente do outro.
BORBOLETA – Tu dizes coisas muito estranhas!
MENINA (ri) – Não…eu falo português, como tu…mas sinceramente, também acho que dizes coisas estranhas.
BORBOLETAS – Somos de mundos diferentes…!
MENINA – Sim, é verdade…aqui nesta terra, tudo é gigante…eu quase desapareço no meio disto tudo.
BORBOLETA – Disseste que nunca tinhas visto uma borboleta igual a mim…o teu mundo deve ser muito estranho…talvez…de…anões, não? Ou…do mundo da Lua…?
MENINA (ri) – Não…eu venho do planeta Terra.
BORBOLETA – Áhhh…bem me parecia que não eras daqui.
MENINA – Mas tu também estás no planeta Terra não estás?
BORBOLETA – Não…nem sei onde fica esse teu planeta.
MENINA – Mas…então onde é este sítio onde estou?
BORBOLETA – Óh…ser pequena…ou ser pequeno… aqui é o reino gigante, onde vivem os gigantes, e onde tudo é gigante, como todos os que vivemos aqui. Quer dizer…acho que temos um tamanho normal, somos todos assim, uns mais gigantes que outros…mas somos assim, e vivemos aqui. Na tua Terra também devem ser todos assim não?
MENINA – Não…na minha terra…não são todos do mesmo tamanho, nem são todos gigantes como tu…os da minha idade, são mais ou menos da minha idade, mas há mais crescidos.
BORBOLETA – Esse teu planeta deve ser mesmo estranho.
MENINA (sorri) – É um planeta bonito, mas tem muitas coisas feias, com pessoas más que lá há.
BORBOLETA – Aqui não temos gigantes maus.
MENINA (surpresa) – Não?
BORBOLETA – Não.
MENINA – Que sorte. Acho que me vou mudar para aqui.
BORBOLETA – Huuuummmm…acho que não. Mas ouve lá…O que venha a ser isto?
MENINA - Isto o quê?  
BORBOLETA – O que fazes em cima do telhado da minha casa?
MENINA – É a tua casa?
BORBOLETA – Sim…
MENINA – Eu queria subir a esta flor…mas ao chegar lá cima, escorreguei.
BORBOLETA (ri) – Não posso acreditar…tens cada ideia…!
MENINA (surpresa) – Nunca subiram a uma flor?
BORBOLETA – Não…eu por exemplo não preciso de subir nada…
MENINA (sorri) – Pois, tu tens asas…
BORBOLETA (ri) – Claro. Mas mesmo quem tem patas, nunca teve esse ideia.
MENINA – Mas eu queria ter subido.
BORBOLETA – Para quê?
MENINA – Para ver a paisagem.
BORBOLETA (ri) – Que parola…vê-se logo que não és daqui…não tens patas, como querias subir sem escorregar…?
MENINA – Não sei…eu tenho pernas e braços…e mãos e pés… pensei que conseguia segurar-me…! Pelo menos tentei.
BORBOLETA (ri) – E na tua Terra sobem às flores?
MENINA (sorri) – Não. As pessoas não…mas alguns animais sim.
BORBOLETA – Então foste tu que fizeste aquele barulho todo?
MENINA (sorri) – Ouviste-me a cair?
BORBOLETA – Sim…abanaste a casa toda…e fizeste um grande estrondo.
MENINA (ri) – Desculpa…! Olha…o que posso ver aqui na tua Terra?
BORBOLETA – Muita coisa…
NARRADORA – A borboleta indica à menina vários sítios que ela pode visitar. A menina visita esses sítios, e pede boleia a um pássaro enorme que passa a voar. O pássaro pousa – a no cimo de uma árvore gigante, e daí ela vê como é bonito este reino dos gigantes, e tão diferente do dela. A árvore é tão alta e tão larga que até pousam lá pequeninas nuvens, muito levezinhas. A menina vai ter com elas, e toca-lhes a medo. As nuvenzinhas acordam, e cumprimentam-na, brincam com ela, a correr de um lado para o outro, dançam com ela, alegremente, ao som do chilrear dos passarinhos dos ninhos, riem, e escorregam com a menina pelo tronco da árvore abaixo: umas envolvem-na, para que ela não se magoe, outras dão-lhe as mãos, e descem às gargalhadas com ela, a levar com o vento na cara e nos cabelos. A menina está feliz, e deixa-se escorregar pelo enorme tronco, quase transformado num escorrega gigante. Quando aterra, cai no lombo de um pónei gigante, de pêlo castanho-escuro, macio e brilhante. Ela abraça a árvore, agradece às nuvens, e elas acompanham-na, no passeio de pónei pelo resto da Terra onde tudo era gigante.
AVÓ – Filha…anda lanchar!
MENINA (sorridente) – Avó…acabei de dar um passeio pela Terra dos gigantes…!
AVÓ (sorri) – Ai foi…? E já voltaste?
MENINA (sorri) – Sim. Era muito perto da tua casa!
AVÓ – Áhhh…e eu não conheço…
MENINA – Eu levo-te lá, Avó…e assim apresento-te a minha amiga borboleta, gigante…mas tão bonita…! Nunca vi uma borboleta daquele tamanho, e tão bonita como ela… que mora num cogumelo gigante… onde eu caí, quando tentava subir a um girassol gigante…mas escorreguei quando estava quase a chegar lá cima.
AVÓ – Foi? E não te magoaste?
MENINA – Não…! O telhado era duro, mas não me magoei…e depois…também te apresento as minhas amigas nuvens, e o meu amigo pónei que me levou a passear…e eu e as minhas amigas nuvens escorregamos pelo enorme tronco abaixo…
AVÓ – Sim, está bem…no fim do lanche apresentas-me essa gente toda.
MENINA (sorri) – Boa, Avó! És o máximo…
(E vão as duas de mão dada para a cozinha, com a menina a contar tudo o que tinha visto).
NARRADORA – E todo este passeio que a menina deu, foi feito sem sair do lugar…ao ler uma história. E vocês… gostam de imaginar o que lêem? Dão muitos passeios pelo reino dos livros? Imaginem que iam mesmo a um reino de gigantes…o que viam? Era um reino muito diferente do vosso? Acham que é importante ler? Porquê?

Actividade:
Desenhem, ou façam uma composição sobre um passeio ao reino dos gigantes. Podem partilhar na turma…cada um lê o seu, e porque não…juntar todos os elementos e construir um reino colectivo de gigantes…? Experimentem fazer isso com a vossa professora.


FIM
Lálá
(27/Maio/2013)