Número total de visualizações de páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta história infantil com actividade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta história infantil com actividade. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 13 de maio de 2014

A SEMENTINHA

 

    Era uma vez uma sementinha pequenina que estava pousada em cima de uma pétala de rosa vermelha, grande, linda, macia…parecia de veludo. 
A sementinha tinha sido levada pelo vento, e já vinha de muito longe, aos trambolhões, às cambalhotas, aos tropeços, às cabeçadas…estava muito cansada e toda amassada.
       Quando sentiu a pétala, suspirou de alívio:
- Áh! Que alívio! A viagem terminou! Ufa! Não sei como resisti!
- Está alguém, ou alguma coisa em cima de mim…estou a ouvir uma voz…- Diz a pétala
        A semente estremece assustada:
- Óh, não…parece que a viagem afinal não terminou. Onde vou agora?
- Olá! Quem és tu? – Pergunta a pétala
- Sou uma semente. Ou…pelo menos era! Agora não sei se ainda sou!
- Áh! Sim! És uma semente. Estou a ver-te.
- Estás a ver-me? Boa! E como estou?
- Estás com um ar muito abatido!
- É! Mas estou inteira, ou falta-me alguma coisa?
- Estás inteira! Mas não estás a dizer coisa com coisa…
- Desculpa…estou muito cansada. Vais mandar-me embora, eu sei. Tens razão! Estou onde não devo.
- Não, nada disso! Fica à vontade! Não te vou mandar embora, descansa.
- Óh! Muito obrigada. Vim de muito longe, dei muitas cambalhotas, cabeçadas, tropeções…
- Onde?
- Pelo caminho, nas árvores, nos vidros das casas, nos telhados, no chão…era onde calhava.
- Magoaste-te?
- Um pouco.
- Precisas de curativo, ou de alguma coisa?
- Não! Acho que não!
- Mas como vieste aqui parar?
- Vim trazida pelo vento.
- De onde?
- Não sei…sei que…quer dizer…eu acho que vim de muito longe!
- Óh! Coitadinha…então descansa!
- Muito obrigada. Gosto muito destas pétalas.
- Obrigada. Dorme bem.
      E a sementinha dome muito tempo. Começa a chover e a trovejar muito nesse dia e nesse sítio. A pétala da rosa fecha-se, protege e aquece a sementinha, que não se apercebe de nada, de tão confortável que está.
    Enquanto a tempestade dura vários dias, a sementinha fica na pétala fechada. O sol abre, a pétala também abre, a sementinha acorda feliz e cheia de energia. Tira o casaco e salta para a terra.
   A sementinha gosta tanto dessa terra onde estão as rosas, que muda-se para lá, instala-se confortavelmente, e está protegida.
  O tempo vai passando e aquecendo, e a sementinha quer apanhar ar…abre a janelinha da sua casa, e põe a cabecinha de fora, com chapéu. 
     Com o sol e com a chuva, a sementinha cresce, alarga e transforma-se numa linda rosa, em tons de vermelho nas pétalas, e macias como as outras.
     As outras flores saúdam-na, ficam encantadas com ela, e dão-lhe as boas vindas. Depois deste dia elas passam a ser uma verdadeira família de belas rosas, todas diferentes umas das outras.
  Às vezes encontramos plantas e flores nos nossos jardins, que não sabemos como foram lá parar…pode muito bem que uma sementinha como esta, que sai de uma terra e vai para a outra, onde se sente muito bem. 
   Esta é uma das muitas prendas que a mãe natureza nos dá…e quantas vezes não reparamos nelas, não é?
    Experimenta passear um dia, por um jardim habitual, e repara em todas as flores que há lá…se voltares a esse sítio uns dias mais tarde, vê se existem as mesmas flores que viste, ou se vês outras.
     Se fosses uma sementinha como esta, de onde terias saído?
   Terias sido levada pelo vento, sozinha ou de outra maneira?
      Essa nova terra tinha mais flores?
     Ficava muito longe ou perto do sítio de onde tinhas saído?
       Serias uma sementinha de quê?
Se quiseres desenha essa sementinha e o espaço onde ela se instalou, ou a flor que teria essa sementinha.

FIM
Lara Rocha 
(13/Maio/2014) 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O MUNDO DOS GIGANTES


NARRADORA - Era uma vez uma menina, pequenina que foi visitar uma terra onde tudo era gigante: as casas, as árvores, as flores, os meios de transporte, tudo…a menina era pequenina, mas mesmo assim, nunca sentiu medo. Passeou por essa terra, e apreciou cada detalhe…tentou subir a uma flor gigante, um enorme e lindo girassol, mas escorregou pelo pé abaixo, mesmo ao chegar quase ao topo da flor, e aterrou no cimo de um cogumelo gigante. Segurou-se bem ao telhado, mas fez um grande estrondo e abanou o telhado. De dentro do telhado saiu uma linda borboleta gigante, cheia de cores, que foi ver o que tinha sido aquele barulho, muito assustada. A menina ficou a olhar para a borboleta maravilhada…nunca tinha visto uma borboleta daquele tamanho, nem com aquelas cores todas.
MENINA (surpresa) – Ei, que olhos tão grandes! Parecem duas balas de canhão a olhar para mim…!
BORBOLETA (indignada e zangada) - Óh minorca…estás a olhar para mim com essa cara porquê?
MENINA (sorri) – Desculpa, é que nunca vi uma borboleta tão grande…!
BORBOLETA – Como assim?
MENINA – Sim, todas as borboletas que conheço são pequeninas…cabem na minha mão…!
BORBOLETA – Mas de onde é que tu vens, óh minorca…? Pareces um mosquito.
MENINA - Desculpa? O que é que me chamaste? Isso quer dizer mosquito, aqui na tua terra?
BORBOLETA - Minorca…MI-NOR-CA! Sim…és minúscula…é o que quero dizer! Não, não quer dizer mosquito…na minha terra…mosquito, é mosquito.
MENINA – Áh…está bem! Sim…à tua beira sou muito pequenina. Mas o que é que isso tem? Como se diz na minha terra…cada um é como é! Diferente do outro.
BORBOLETA – Tu dizes coisas muito estranhas!
MENINA (ri) – Não…eu falo português, como tu…mas sinceramente, também acho que dizes coisas estranhas.
BORBOLETAS – Somos de mundos diferentes…!
MENINA – Sim, é verdade…aqui nesta terra, tudo é gigante…eu quase desapareço no meio disto tudo.
BORBOLETA – Disseste que nunca tinhas visto uma borboleta igual a mim…o teu mundo deve ser muito estranho…talvez…de…anões, não? Ou…do mundo da Lua…?
MENINA (ri) – Não…eu venho do planeta Terra.
BORBOLETA – Áhhh…bem me parecia que não eras daqui.
MENINA – Mas tu também estás no planeta Terra não estás?
BORBOLETA – Não…nem sei onde fica esse teu planeta.
MENINA – Mas…então onde é este sítio onde estou?
BORBOLETA – Óh…ser pequena…ou ser pequeno… aqui é o reino gigante, onde vivem os gigantes, e onde tudo é gigante, como todos os que vivemos aqui. Quer dizer…acho que temos um tamanho normal, somos todos assim, uns mais gigantes que outros…mas somos assim, e vivemos aqui. Na tua Terra também devem ser todos assim não?
MENINA – Não…na minha terra…não são todos do mesmo tamanho, nem são todos gigantes como tu…os da minha idade, são mais ou menos da minha idade, mas há mais crescidos.
BORBOLETA – Esse teu planeta deve ser mesmo estranho.
MENINA (sorri) – É um planeta bonito, mas tem muitas coisas feias, com pessoas más que lá há.
BORBOLETA – Aqui não temos gigantes maus.
MENINA (surpresa) – Não?
BORBOLETA – Não.
MENINA – Que sorte. Acho que me vou mudar para aqui.
BORBOLETA – Huuuummmm…acho que não. Mas ouve lá…O que venha a ser isto?
MENINA - Isto o quê?  
BORBOLETA – O que fazes em cima do telhado da minha casa?
MENINA – É a tua casa?
BORBOLETA – Sim…
MENINA – Eu queria subir a esta flor…mas ao chegar lá cima, escorreguei.
BORBOLETA (ri) – Não posso acreditar…tens cada ideia…!
MENINA (surpresa) – Nunca subiram a uma flor?
BORBOLETA – Não…eu por exemplo não preciso de subir nada…
MENINA (sorri) – Pois, tu tens asas…
BORBOLETA (ri) – Claro. Mas mesmo quem tem patas, nunca teve esse ideia.
MENINA – Mas eu queria ter subido.
BORBOLETA – Para quê?
MENINA – Para ver a paisagem.
BORBOLETA (ri) – Que parola…vê-se logo que não és daqui…não tens patas, como querias subir sem escorregar…?
MENINA – Não sei…eu tenho pernas e braços…e mãos e pés… pensei que conseguia segurar-me…! Pelo menos tentei.
BORBOLETA (ri) – E na tua Terra sobem às flores?
MENINA (sorri) – Não. As pessoas não…mas alguns animais sim.
BORBOLETA – Então foste tu que fizeste aquele barulho todo?
MENINA (sorri) – Ouviste-me a cair?
BORBOLETA – Sim…abanaste a casa toda…e fizeste um grande estrondo.
MENINA (ri) – Desculpa…! Olha…o que posso ver aqui na tua Terra?
BORBOLETA – Muita coisa…
NARRADORA – A borboleta indica à menina vários sítios que ela pode visitar. A menina visita esses sítios, e pede boleia a um pássaro enorme que passa a voar. O pássaro pousa – a no cimo de uma árvore gigante, e daí ela vê como é bonito este reino dos gigantes, e tão diferente do dela. A árvore é tão alta e tão larga que até pousam lá pequeninas nuvens, muito levezinhas. A menina vai ter com elas, e toca-lhes a medo. As nuvenzinhas acordam, e cumprimentam-na, brincam com ela, a correr de um lado para o outro, dançam com ela, alegremente, ao som do chilrear dos passarinhos dos ninhos, riem, e escorregam com a menina pelo tronco da árvore abaixo: umas envolvem-na, para que ela não se magoe, outras dão-lhe as mãos, e descem às gargalhadas com ela, a levar com o vento na cara e nos cabelos. A menina está feliz, e deixa-se escorregar pelo enorme tronco, quase transformado num escorrega gigante. Quando aterra, cai no lombo de um pónei gigante, de pêlo castanho-escuro, macio e brilhante. Ela abraça a árvore, agradece às nuvens, e elas acompanham-na, no passeio de pónei pelo resto da Terra onde tudo era gigante.
AVÓ – Filha…anda lanchar!
MENINA (sorridente) – Avó…acabei de dar um passeio pela Terra dos gigantes…!
AVÓ (sorri) – Ai foi…? E já voltaste?
MENINA (sorri) – Sim. Era muito perto da tua casa!
AVÓ – Áhhh…e eu não conheço…
MENINA – Eu levo-te lá, Avó…e assim apresento-te a minha amiga borboleta, gigante…mas tão bonita…! Nunca vi uma borboleta daquele tamanho, e tão bonita como ela… que mora num cogumelo gigante… onde eu caí, quando tentava subir a um girassol gigante…mas escorreguei quando estava quase a chegar lá cima.
AVÓ – Foi? E não te magoaste?
MENINA – Não…! O telhado era duro, mas não me magoei…e depois…também te apresento as minhas amigas nuvens, e o meu amigo pónei que me levou a passear…e eu e as minhas amigas nuvens escorregamos pelo enorme tronco abaixo…
AVÓ – Sim, está bem…no fim do lanche apresentas-me essa gente toda.
MENINA (sorri) – Boa, Avó! És o máximo…
(E vão as duas de mão dada para a cozinha, com a menina a contar tudo o que tinha visto).
NARRADORA – E todo este passeio que a menina deu, foi feito sem sair do lugar…ao ler uma história. E vocês… gostam de imaginar o que lêem? Dão muitos passeios pelo reino dos livros? Imaginem que iam mesmo a um reino de gigantes…o que viam? Era um reino muito diferente do vosso? Acham que é importante ler? Porquê?

Actividade:
Desenhem, ou façam uma composição sobre um passeio ao reino dos gigantes. Podem partilhar na turma…cada um lê o seu, e porque não…juntar todos os elementos e construir um reino colectivo de gigantes…? Experimentem fazer isso com a vossa professora.


FIM
Lálá
(27/Maio/2013)